10 Dicas para Economizar no Japão

O Japão sempre fez parte dos nossos sonhos, por sua cultura tão diferente, sua alta tecnologia. Apesar da vontade imensa, sempre ficávamos com receio do custo, pois o país é um dos mais caros do mundo.

Mas quando vimos uma promoção de passagens pra lá com quase 40% de desconto, não resistimos e embarcamos pra lá em março deste ano. O Japão é realmente um país caro, mas tão maravilhoso que vale o sacrifício orçamentário. Se ainda tá em dúvida, tenho provas lá no Instagram, hashtag #colecionandojapao 🙂

Viajamos por 20 dias por lá, sempre tentando economizar quando desse. Pra você criar coragem, aqui vão 10 dicas pra você economizar também.

1) Promoção de passagens no Melhores Destinos

mdPagamos 30% a menos na passagem pela Ethiopian Airlines, numa promoção que o Melhores Destinos avisou. A viagem foi um perrengue atrás do outro, como contei aqui, mas o MD tem avisado de promoções em companhias aéreas melhores também.

Leia também: Viajando com a Ethiopian Airlines: perrengue a caminho do Japão!

Mas, cuidado com o impulso! Pois…

2) Não vá na época da floração das cerejeiras

cerejeira parque tokio (Small)

Sim, elas são lindas!

Já tínhamos férias marcadas, e aí compramos a passagem pro Japão quando o MD anunciou a promoção. Mas nossas férias coincidiram com a época de floração das cerejeiras, a altíssima temporada do turismo no Japão. Não só os japoneses passeiam pelo país para ver as florações, mas os chineses também vão em peso. Resultado: poucas opções de hotéis, e obviamente, caríssimos. E um monte de pontos turísticos lotados.

E as cerejeiras são lindas, mas como a floração é rápida, você pode não ver tantas assim.

cerejeiras sem flor (Small)

As flores já estavam todas no chão… 🙁 Mas ainda assim tava lindo o tapete.

Mas, sonho é sonho, se você quer ver as cerejeiras, então…

3) Antecedência

Teve colega que foi na época das cerejeiras mas não pagou tão caro nos hotéis porque reservou tudo com 6 meses de antecedência. A gente reservou com 2 meses e já não consegui montar o roteiro na ordem que eu queria, porque não tinha mais hotel em Kyoto. Pagamos mais caro e o roteiro ficou super engessado, porque não tinha como mudar de hotel por falta de vagas.

Mas acho que mesmo fora da alta temporada a antecedência é importante, pois é difícil achar hotéis com camas grandes. Eles oferecem quartos com “cama de casal pequena”, que deve caber casais orientais… Porque pra gente o Booking já até avisa que é cama de solteiro.

cama_casal_pequena

A história de cama de casal pequena é tão bizarra que o Booking já traduziu pra cama de solteiro.

E só com antecedência você consegue aproveitar a próxima dica.

4) Toyoko Inn

Uma das maneiras de pagar barato em hotel em Tóquio é ficar em hotel cápsula, como contou a Anna aqui. Mas se você quer o mínimo de espaço, a rede Toyoko Inn é uma ótima escolha econômica.

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Nosso lar doce lar no Toyoko Inn de Hiroshima.

Similar aos Ibis Budgets, os hotéis estão espalhados no país. Mas os quartos duplos acabam logo, então tem que reservar com antecedência. Só conseguimos um em Hiroshima que era ótimo, a cama era bem confortável e tinha até café da manhã e jantar incluídos.

As vezes eles não são tão perto das atrações turísticas, então analise se vale a economia. O nosso ficava numa cidade a 10 minutos de trem bala de Hiroshima, mas ele só passava de hora em hora.

Reservando pelo site deles você ganha um descontinho (sim, o site é horroroso), e mais alguma coisa com o programa de fidelidade.

Mas atenção! Se precisar pegar Shinkansen do hotel até a cidade, talvez você precise de um…

5) Passe de Trem

O Japan Rail Pass parece caro, mas na verdade barateia os deslocamentos dentro do país. Com ele você pode pegar os trens da JR Railways a vontade durante 7, 14 ou 21 dias, incluindo os trens bala (Shinkansens)! Usamos o passe em todos os deslocamentos entre cidades do país, e algumas vezes até dentro das cidades.

O sensacional Shinkansen, o trem bala japonês

Pra ver se vale a pena, monte seu roteiro e use o site Hyperdia para ver o preço de cada passagem, desmarcando as opções “Private Railways” para que apareçam apenas trechos operados pela JR, e “Nozomi”, que são trens expressos não cobertos pelo passe.

hyperdia_pesquisa

As opções de pesquisa do Hyperdia

Atenção! O preço da passagem aparece na parte marcada em vermelho na figura, pois sempre há uma taxa de assento mesmo que você vá em pé.

hyperdia_preco

Preço de uma viagem de Shinkansen entre Tóquio e Kyoto.

É, andar de trem no Japão custa caro. 13080 ienes = 420 reais. O.O

Por isso que o passe, apesar de ser super caro, é econômico. Você tem que comprar aqui no Brasil, depois de ter tirado o visto, não vende no Japão! Não dá pra se arrepender depois.

E fique esperto, que o preço varia entre as agências brasileiras que vendem. O melhor preço que conseguimos foi com a Rubi Operadora, de São Paulo, que nos enviou por Sedex.

Além do da JR, algumas cidades têm passes de metrô e ônibus, mas pros passeios que fizemos o único que valeu a pena foi o de ônibus de Kyoto, que custava um pouco mais de 2 viagens.

Falando em metrô e ônibus…

6) Google Maps

O Google Maps é quase um anjo da guarda para estrangeiros no Japão: você traça o caminho de um ponto a outro de transporte público e ele te diz qual linha pegar, que horas vai sair (e sai mesmo!), que estação descer, como ir andando até o lugar de destino.

google maps   google_maps

Google Maps no Japão: cada detalhe do caminho a pé + metrô. 


google_maps_precoPro metrô de Tóquio, que é imenso e tem mil opções de caminho, o Google Maps salva. O Hyperdia também funciona muito bem, mas aí você tem que colocar o nome da estação, não pode ser um ponto de referência. O Hyperdia é bom pra saber se a rota é coberta pelo passe, pois ele filtra para trens JR. Estando no Japão, você consegue baixar o aplicativo deles.

Em termos econômicos, o legal é que, ao exibir as opções de caminhos, o Google Maps também mostra quanto vai te custar cada trecho, pois aqui a distância faz diferença no preço (dá uma olhada na foto ao lado). Além do preço, ele mostra também o quanto tem que caminhar e quanto tempo leva o trajeto.

E, não sei o porquê, mas não é permitido baixar os mapas do Japão offline no Google Maps.

 

Por isso a próxima dica é…

7) Chip de Celular

Pra usar o Google Maps como guia de transportes, tivemos que comprar um chip de internet. Ao contrário do que pensávamos, não é tão simples conseguir Wifi grátis no Japão, até mesmo no Mc Donalds ou Starbucks não era garantido. Depois de nos perdermos algumas vezes em Tóquio, compramos um chip lá em Akihabara, na loja Yamada Den. É bem na frente da estação.

Loja Chip Yamada (Small) yamada sim chip (Small)

Foi ótimo, os 200 MB por dia eram suficientes para nossas dúvidas e uma navegadinha de vez em quando. Mesmo quando ultrapassamos a franquia do dia e a velocidade foi reduzida, ainda era possível traçar caminhos no Google Maps.

8) Beba Água da Torneira

A gente acha estranho, mas pra eles é normal. Olha só o que dizia um bebedouro em Kyoto:

Bebedouro de agua potavel (Small)

“A água de torneira de Kyoto é segura, gostosa e de alta qualidade.”

Encha sua garrafinha e economize.

A mesma dica vale pros restaurantes: eles têm o maravilhoso costume de oferecer água gratuitamente pros clientes. Se o garçom não trouxer, provavelmente tem uma jarrinha pra você se servir. Os restaurantes de sushi trazem chá verde de graça. Então, pague só pela comida e beba a água ou chá grátis.

foto de comida3 (Small) foto de comida2 (Small)

O chá verde grátis com o sushi, e a água grátis com a guioza ( +  choop :))


Não preciso dizer que a água oferecida por eles é da torneira, né. Mas pode beber sossegado.

9) Bentô

É impressionante a quantidade de lojas de conveniência no Japão, em todo quarteirão tem um 7Eleven, Lawson ou Family Mart. E o motivo são as “marmitas” que eles vendem, os chamados bentôs.

São baratos, bem servidos e práticos, é só escolher na geladeira e pedir pro caixa esquentar pra você (ele vai te oferecer). Eles também te dão garfos ou hashis. Também tem saladas e temakis.

foto de comida-7eleven (Small)

Olha a marmitona do 7Eleven por só 15 reais.

Compramos várias vezes, inclusive pra almoçar dentro dos trens. É permitido comer nos trens e metrôs, já que os japoneses tem o costume exemplar de recolher todo o lixo (o que deveria ser óbvio em qualquer lugar). E pode deixar o copinho sossegado, porque não cai!

10) Restaurantes

Como não dá pra comer marmita todo dia, a maioria dos edifícios e lojas de departamentos tem praças de alimentação com várias opções, algumas vezes nos subsolos. Fique esperto com as plaquinhas quando estiver passando por alguma dessas.

Pros restaurantes vale a máxima: a comida local é sempre a mais barata. Então se jogue nos ramens, curries e topped rice (arroz com alguma coisa em cima).

foto de comida1 (Small)

O ramen é uma sopa de miojo + outras coisas. Eles comem de hashi, é difícil no começo, mas depois de um treino você pega a manha: sugar o macarrão fazendo barulho mesmo!

Sinto informar que sushi e sashimi são caros no Japão também, comi poucas vezes durante a viagem. Os mais baratos são os “kaiten sushi”, onde os pratinhos vão andando em um esteira e você paga por pratinho. Aí, só fica caro se sua pilha de pratinhos ficar muito grande.

restaurante sushi de esteira (Small)

É só esticar o braço e pegar seu sushi na esteira a sua frente.

Matsuia - Maquina que vende ticket de comida (Small)

Além do preço, é uma diversão ver os pratinhos passando 🙂

Neste post há a recomendação de alguns restaurantes de rede que são bem baratos. Experimentamos o Matsuia, o Yoshinoya e o MOS Burguer. O legal do Matsuia é o processo: você chega e escolhe o prato em uma máquina (aí da foto ao lado), paga e retira um ticket, que entrega pro atendente. Muito mais fácil que tentar falar inglês com o moço… Mas a comida não é boa, nem voltamos mais lá.

O Yoshinoya é bom, e o MOS é ótimo! Foi a primeira vez que comi um hambúrguer que se parecia com a foto 🙂

 

 

Tá vendo, gente? Não é impossível, dá pra economizar bastante por lá.

Espero que estas dicas aumentem sua coragem de conhecer este país incrível!


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2 comentários sobre “10 Dicas para Economizar no Japão

  1. Jo Nakashima

    Algumas dicas minhas:
    – para viajar dentro do país é mais barato de ônibus (pode até substituir uma noite de hotel por uma viagem noturna) ou de trem com o Seishun 18 kippu (um passe livre que vende em algumas épocas do ano). Viajar de shinkansen é bem melhor, mais rápido e confortável, mas é mais caro mesmo com o JR Pass (mas claro que continua sendo uma excelente opção, é o melhor meio de transporte na minha opinião)

    – O Google maps é realmente muito prático, mas em alguns casos não é o mais econômico. Em Tokyo, por exemplo, às vezes ele dá uma rota usando trens da Tokyo Metro e da Toei quando daria para ir só de Tokyo Metro (pagando mais barato).

    – acho que a melhor opção de Internet é alugar um pocket wifi. É só pedir pela Internet e pegar no correio do aeroporto ao chegar (ou no primeiro hotel, se chegar em algum horário que o correio está fechado).

    1. Camila Torres Autor da Postagem

      Oi Jo !
      Muito obrigada pelas ótimas dicas!
      Eu acabei nem pesquisando sobre outros transportes, porque tava doida pra andar de Shinkansen. Obrigada por complementar aqui com outras opções.
      Verdade, marcando caminho mais rápido no Google Maps ele pode não ser o mais econômico. Por isso botei aquela telinha que mostra todas as opções com o preço, nós olhávamos ali pra escolher qual caminho seguir de acordo com o preço também.
      Tinha me esquecido da opção do pocket wifi! A gente não conseguiu alugar, não tinha disponível. Mas realmente é uma opção.

      Obrigada pela visita!

      []s
      Camila

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