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domingo, 7 de outubro de 2012

Mais Chapada: Vale da Lua e Almécegas

Além das trilhas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, há muito mais pra ver nas redondezas da Vila de São Jorge em propriedades particulares. A lista de belas cachoeiras é extensa, além de uma paisagem bem diferente que vale a viagem: o Vale da Lua. 

Pegamos o carro e rumamos pra lá no segundo dia de passeio. Fica a 11km de São Jorge, e é bem sinalizado, fácil de achar. Em dia de chuva não funciona, pois podem acontecer trombas d'água. 

Depois de pagar a entrada (10 reais por pessoa), seguimos por uma trilha de uns 500 m até o Vale, bem tranquila. A paisagem é realmente muito interessante, nunca tinha visto algo parecido! Dá pra descer e andar nas pedras pra olhar cada detalhezinho. E vá de bota de trekking ou tênis! Inventei de ir de chinelo e arrumei uma bolha em cada dedão do pé.

Pro lado direito tem uma piscina natural que dá pra tomar banho. Gelada, claro, mas pelo calorão, não dá pra resistir.


  
As formações rochosas do Vale da Lua (clique nas fotos para ampliar)

Depois do Vale da Lua fomos conhecer outras cachoeiras, as Almécegas e a São Bento, que ficam na propriedade da Pousada e Restaurante São Bento. Ficam na estrada entre São Jorge e Alto Paraíso, já no pedaço de asfalto. Se você quiser visitar apenas a cachoeira São Bento, logo na entrada da propriedade, o ingresso custa 10 reais. Para conhecer também as Almécegas I e II, custa 15. 

Fomos recebidos por morador muito elegante, que ficou fazendo poses para a câmera com a maior boa vontade :) 

  
O recepcionista chiquérrimo da Pousada São Bento (clique nas fotos para ampliar)

Seguimos primeiro pras Almécegas, por 5 km de uma estradinha de terra complicadinha em alguns trechos. Para a Almécegas I tem 1500m de uma trilha cheia de pedras (cuidado pra não virar o pé) e, ao final, tem as plaquinhas indicando as piscinas naturais pra esquerda, e o mirante da queda d'água à direita. Não perca o mirante, a queda é divina! Depois do mirante tem uma trilha até o pé da cachoeira, e dá pra entrar no poço pra tomar banho.

  
Trilha para a Almécegas I, piscinas naturais e mirante da cachoeira.

Pegamos o carro e seguimos pra Almécegas II, bem pertinho da I. Tem uma trilha de uns 250m só até a queda, bem tranquila, tinha até gente de bike! A queda é bem menor, mas vale a visita. Também não entramos na água, mas a parte das piscinas naturais é bem menor que a I... Minha impressão é que pra banho a I é melhor.

Cachoeira Almécegas II

Pra fechar, passamos pela São Bento, na entrada da fazenda, pra conhecer. Tem uma trilha curta e tranquila até lá e é a cachoeira mais cheia de banhistas (inclusive crianças), pois é de fácil acesso e tem um grande poço. Tive que esperar um tempão pra tirar a foto porque o pessoal gosta de sentar debaixo da cachoeira para uma massagem :)

Cachoeira São Bento

Na volta paramos no mirante Jardim de Maytrea (tem placa na estrada), pra ver a Serra e os buritis do cerrado ao por do sol. O sol se escondeu bem na hora, mas foi uma bela paisagem para fechar a viagem :)

Jardim de Maytrea no bye bye Chapada dos Veadeiros

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Trekking na Chapada dos Veadeiros

FICHA TÉCNICA       
Período: 27/09/2012 a 30/09/2012
Hotel: Pousada Trilha Violeta (em São Jorge)
Atração inesquecível: Vale da Lua
Restaurante recomendado: Lua de São Jorge
Pra chegar: Carro desde Brasília. Tem uns 20km de estrada de terra entre Alto Paraíso e a Vila de São Jorge.
Transporte na cidade: Carro pra ir pras cachoeiras em propriedades particulares ao redor da Chapada.

Finalmente fomos conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a 230 km de distância de Brasília. E trouxemos este ímã de geladeira aí da esquerda, que nem coube na ficha técnica de tão comprido. São flores e sementes do cerrado... Lindo, né? Compramos em uma lojinha lá na Vila de São Jorge.

Falando na Vila, foi lá que ficamos hospedados. Há duas opções: ficar em Alto Paraíso de Goiás, uma cidadezinha com uma vocação esotérica com um pouquinho mais de estrutura, a 36km da entrada do Parque por uma estrada com 20km de terra. Ou, ficar na Vila de São Jorge, um povoado de 900 habitantes que fica bem na entrada do Parque e não tem nem asfalto. A estrada de terra é bem tranquila, até nosso carro que é bem baixo chegou lá sem problemas.

A Vila de São Jorge era uma vila de garimpeiros, que viviam da extração de cristais na região. Quando o Parque Nacional foi criado, o garimpo foi proibido, e a vocação a Vila passou a ser o turismo: seus habitantes se misturam a diversos restaurantes e pousadas. É bem calminha, o pessoal ainda deixa a bicicleta encostada na porta de casa e ninguém leva. Ficamos lá por ser mais perto das atrações e pelo charme.

O sossego da Vila de São Jorge

Há diversos atrativos na região em propriedades particulares ao redor do Parque Nacional. Dentro do Parque há apenas duas opções de passeio: a trilha dos Saltos (4,5 km ida) e dos Cânions (5,2 km ida). Ambas devem ser feitas com guias, que cobram 100 reais por grupo de até 10 pessoas. É só ir chegando que os grupos vão se formando. O nosso grupo tinha apenas 4, e aí ele fez por 80.

Escolhemos a trilha dos Saltos, recomendada por uma amiga especialista em Chapada. É importante se proteger bem do sol porque a trilha não tem muita sombra. Fui com minhas botas de trekking e achei ótimo: apesar do calor, ficou muito mais seguro para não escorregar nem virar o pé. Mas se você não tiver as botas, dá pra ir de tênis mesmo. Também tem que levar comida, porque a caminhada dura umas 5 horas e, obviamente, não tem Mc Donald's no Parque. :) Várias pousadas vendem kit lanche pra levar pras trilhas. Ah! Se você for alérgico como eu, passe repelente. Praticamente não vi mosquito, mas o único que vi estava grudado no meu cotovelo, que inchou um monte depois!

Logo no começo da trilha, a guia nos explica sobre as diversas espécies do cerrado que vamos encontrar pelo caminho. Ela também nos explicou sobre formações rochosas de arenito, e mostrou os cristais encontrados na região, antes explorada pelos garimpeiros.

  
As flores da canela de ema e o chuveirinho (clique nas fotos para ampliar)

Depois de uma hora e meia de caminhada e bastante descida, chegamos ao mirante do Salto de 120m. Ele tava meio fraco pela época da seca, mas é bem legal. Na época da chuva há uma outra trilha, a do mirante da Janela, que dá pra ver o salto de frente.

Salto do Rio Preto (120m)

Depois do salto de 120m seguimos para o salto de 80m, bem pertinho do primeiro. Este salto também é super bonito, e tem um belo poço pra banho (e uma água gelada... ui!). Ficamos lá cerca de uma hora nos refrescando, fazendo um lanchinho e admirando a paisagem.

Salto de 80m

Depois desta parada vem a parte mais cansativa da trilha: subir os 300m que descemos até os saltos debaixo de um sol escaldante. Após 40 minutos de suadeira, chegamos a última parada da trilha, as piscinas naturais. Delícia pra aliviar o calor! São bem rasinhas e tem até uma cachoeirinha que dá pra sentar debaixo e sentir a hidromassagem natural. Chique né?

Hidromassagem natural

A volta é bem mais tranquila, não tem tanta subida. A nossa não foi tão tranquila por causa das trovoadas motivacionais de São Pedro (digo motivacionais porque acabou nem chovendo :)

Apesar do calorzão e da canseira, valeu muito a pena! É um trekking bem bacana. O Gui não gostou tanto porque passou calor demais. Acho que junho deve ser a melhor época, porque as cachoeiras ainda estão caudalosas, mas já começou a estação de seca.

No próximo post tem Vale de Lua e mais cachoeiras!


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