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domingo, 22 de janeiro de 2017

Visita à vinícola Salton em Bento Gonçalves

ima_poa_peqEu já tinha visitado a Vinícola Aurora há alguns anos atrás, e na época achei bem interessante a visita a uma grande vinícola. Desta vez escolhemos a Vinícola Salton, a maior de Bento Gonçalves e famosa por seus espumantes. A sede deles fica no Vale do Rio das Antas, outra rota turística interessante na cidade.

Leia também: Visitando a vinícola Marco Luigi

Fachada da Vinícola Salton. Fonte: site da vinícola, porque tava a maior chuva quando fomos!

A visita custa 20 reais, e metade deste valor vira bônus para a loja. A visita é guiada por uma enóloga e dura cerca de 1h30, começando numa sala com pinturas que contam a história da família Salton e da empresa, que ainda é familiar. Não vou contar a história aqui pra não dar spoiler! 🙂

O retrato dos fundadores.

Depois percorremos a linha de produção: a parte do recebimento das uvas, que só funciona de janeiro a março, época da colheita; e os tanques imensos de fermentação dos vinhos e espumantes, enquanto a enóloga explicava todo o processo de produção. Nas visitas em dias de semana dá pra ver a linha de engarrafamento e rotulagem funcionando, deve ser interessante.

Compare com o guarda corpo no canto esquerdo da foto pra ter uma ideia do tamanho dos tanques!

Seguimos então pras caves de armazenamento dos vinhos, nos barris de carvalho. Os vinhos licorosos ficam por 15 anos nos barris! Esses são bem mais doces.

Os barris dos deliciosos licorosos.

Também estão expostos para os visitantes os cálices utilizados pelos papas Bento XVI e Francisco nas suas visitas ao Brasil, pois os vinhos servidos foram a linha Talento, da Salton. Interessante reparar a diferença entre eles, que segue o estilo de cada pontífice.

Os cálices utilizados pelos Papas Bento XVI e Francisco, respectivamente, nas suas visitas ao Brasil.


Os cálices ficam expostos na cave para armazenamento dos espumantes, que foi construída em forma de labirinto, com algumas estátuas de anjos iluminam o caminho levemente (os espumantes têm que ficar no escuro mesmo!). Um pouco cafona, mas a galera gostou. E claro que paramos pra fotografar e ficamos perdidos 🙂 . A enóloga voltou pra nos resgatar.

Os anjos/lustres da cave

A parte final da visita é pelos jardins da vinícola, mas não fizemos por causa da chuvarada. Fomos só até o hall de entrada, onde há um painel “egípcio”, e ela explicou como o vinho era feito antigamente.

Mas ninguém bebe nada nesse passeio?

O melhor fica pro final! 🙂 A degustação acontece na loja, onde ela apresenta vários tipos de vinhos e espumantes, e dá dicas de como se degustar um vinho, inclusive até dar o gole, segurar a taça, etc. Foi bem interessante! Mas o interesse na explicação foi tanto que esqueci de tirar foto 😛

Não serviram o vinho do papa nem o licoroso durante a degustação. Antes de ficar decepcionado, vem a dica valiosa: é só pedir pra enóloga lá no balcão, eles te servem numa boa. O vinho licoroso é bem diferente, gostei bastante.

Como era a primeira vinícola que visitávamos, trouxemos apenas uma garrafa do Marselan, o vinho para exportação da Salton que não envelhece em barril (!). Uma delícia.

A visita à Salton é daquelas focadas em grupos grandes de agência, mas eles têm estrutura pra isso. A visita é bem completa, explicando cada etapa da produção, além de ser bem interessante visitar uma indústria. E você pode combinar com outras atrações do roteiro do Vale do Rio Antas ou do roteiro de cantinas históricas, como vou contar no próximo post!

Veja tudo sobre o Rio Grande do Sul no Colecionando Ímãs

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Rio Grande do Sul: Índice de Posts

Nosso foco ao visitar o Rio Grande do Sul foram as vinícolas de Bento Gonçalves. Passamos uma semana nas terras gaúchas, e além dos vinhos de Bento também visitamos os cânions de Cambará do Sul, Gramado e Canela.

Foi 1 noite em Cambará do Sul, 3 em Bento Gonçalves e 2 em Gramado, além de pernoites em Porto Alegre pertinho do aeroporto nos dias de chegada e saída, por causa dos horários dos voos.

Veja todos os posts que publicamos e prepare a sua viagem também!

Onde ficar?

Bento GonçalvesGramado
super8bento_fachada
Hotel barato no Vale dos Vinhedos: Super 8Pousada Aardvark Inn

Cânions

canion_fortaleza

Cânions do Rio Grande do Sul

 

 

 

 

 

Bento Gonçalves

cantina_strapazoni-smallbarcarolla
Os Caminhos de Pedra4 vinícolas no Vale dos Vinhedos
6 vinícolas fora do Vale dos VinhedosVinícola Salton
marco_luidi_cavedonguerino_carro
Vinícola Marco Luigi Don Guerino: a vinícola depois da pizza

Gramado e Canela

Enquanto Bento Gonçalves é um programa pra adultos, pois as visitas às vinícolas não sáo tão interessante para as crianças, Gramado e Canela têm o foco nos pequenos. Como não temos filhos, separamos apenas dois dias pra lá para conhecer as atrações principais: um dia pra Gramado, com a igreja de pedra e o Lago Negro; e um dia pra Canela, visitando o Parque do Caracol.

Mas deixo aqui o link pra um post da Silvia, do Matraqueando, onde descobri o maravilhoso restaurante Magnólia, em Canela. Vale a visita!

Magnólia: o restaurante retrô mais incrível da Serra Gaúcha

Porto Alegre

Nesta viagem não visitamos Porto Alegre, mas passeamos bastante por lá no #Tchencontro, um encontro de blogueiros de viagem. Confira nosso roteiro!

Um  passeio gaúcho no #Tchêncontro !

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Hotel barato no Vale dos Vinhedos: Super 8

ima_poa_peqComo nosso objetivo em Bento Gonçalves era beber o máximo de vinho possível, e estaríamos de carro alugado para facilitar nosso giro pelo estado, escolher hotel em Bento foi uma preocupação. Como ir pras vinícolas?

Procuramos hotel então dentro do Vale dos Vinhedos, mas a maioria é super luxuoso e, obviamente, caro. Encontramos então o recém inaugurado Super 8, que fica no início do Vale, na beira da estrada. Barato e ótimo!

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O hotelzinho de beira de estrada é até bom! Fonte: Booking.com.

Localização

Pra visitar as vinícolas do Vale dos Vinhedos é uma ótima opção. Ele é no comecinho do Vale, no início da sua estradinha. Nós fomos de carro, parando em cada portinha para conhecer os produtos.

Leia também: 4 vinícolas no Vale dos Vinhedos

Além do Vale dos Vinhedos, as demais atrações de Bento Gonçalves também são rurais, então ficar perto da estrada facilita a vida. No Super 8 é só pegar a estrada em frente pra seguir pros vários roteiros da cidade, como os Caminhos de Pedra.

Leia também: Os Caminhos de Pedra em Bento Gonçalves

Instalações

Ficamos lá três noites, o quarto era pequeno mas confortável. A cama e os travesseiros eram ótimos, e o aquecedor funcionava direitinho (é daqueles ar condicionados que resfriam ou aquecem, então deve servir no verão também).

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Caminhas, travesseiros e cobertores de qualidade.

O quarto tinha tudo que precisávamos: tv, cofre, frigobar.  O banheiro era grande e temático 🙂

super8bento_cofre super8bento_banheiro

super8bento_tv

Os detalhes do quarto do Super8.

Falando em frigobar, ele foi bem importante! No dia que chegamos, fomos jantar na Pizza entre Vinhos, uma pizzaria maravilhosa do Vale dos Vinhedos (não percam!). Mas como a pizza lá era grande, trouxemos o que sobrou pra guardar no frigobar e comer no outro dia.

Leia também: Don Guerino: a vinícola depois da pizza

E não comemos pizza fria! No térreo tem microondas, pratos e talheres descartáveis (eles vendem pratos congelados). No dia seguinte descemos lá e saboreamos a pizza, nas grandes mesas onde também é servido o café da manhã.

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A vendinha do térreo e os microondas pra você esquentar sua pizza. 🙂


O café da manhã é bom, com boa variedade, mas é bem cheio, pois o hotel é grande. Acorde mais cedo um pouquinho pra não comer com pressa.

O estacionamento é aberto, em frente ao hotel. É seguro mas não é grande, em um dos dias que estávamos lá ele ficou lotado. Acho que teria que parar em uma das ruas do bairro próximo se não couber.

O único problema do hotel são as paredes dos quartos, muito finas, então dava pra ouvir barulhos vindos dos outros quartos. Mas ainda assim eu super recomendo, pelo preço e pela localização pertinho do Vale. Como ainda há muitas vinícolas que quero conhecer, com certeza vou optar novamente pelo Super 8 na minha próxima visita ao Vale. 🙂

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domingo, 9 de outubro de 2016

Visitando a vinícola Marco Luigi

ima_poa_peqHá tantas vinícolas em Bento Gonçalves que é até difícil escolher qual visitar. Mas sugiro que você não deixe de incluir a Marco Luigi no roteiro! Como essa foi nossa vinícola preferida lá, decidi escrever um post só pra ela pra contar todos os detalhes.

Leia também: 4 vinícolas no Vale dos Vinhedos

Ela fica lá no alto do Vale dos Vinhedos. O Centro de visitantes tem uma arquitetura super interessante, incluindo um restaurante e um salão para eventos, dentro dos vinhedos.

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O Centro de Visitantes da Marco Luigi

A visita guiada custa 10 reais e começa no próprio centro de visitantes, com a história da família contada pelas fotos que decoram o local. O guia então nos leva para o galpão de armazenagem, nos fundos do centro, onde primeiramente conhecemos os grandes tanques de inox. Após a a uva ser espremida, este “suco” é armazenado neste tanques por alguns meses, durante a fermentação dos vinhos e espumantes.

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Os tanques de fermentação.

Depois de alguns meses de fermentação, os vinhos vão para barris de carvalho e os espumantes, pras garrafas, pra envelhecerem. Esses armazéns geralmente são construídos no subsolo, pra manter a temperatura baixa. O da Marco Luigi foi o mais legal de todos: uma das paredes da sala é um rochedo imenso! Muito louco, né? O guia explicou que eles foram escavar o terreno para fazer o local de armazenamento no subsolo, e quando encontraram esse pedrão resolveram deixar ele lá mesmo. Até ajuda a ficar friozinho. 

marco_luidi_cave

O pedrão que guarda os barris.

Após o período de envelhecimento no barril, o vinho é engarrafado, e alguns ainda ficam mais um tempinho envelhecendo. As garrafas também ficam armazenadas no subsolo, longe da luz, calor e umidade, até serem comercializadas.

marco_luidi-garrafas

O estoque da vinícola.

A visita termina com a degustação dos vários produtos, que vão sendo descritos pelo enólogo. Acho que foram uns 6 no total. Tava tudo tão bom que saímos de lá com 3 garrafas! O Cabernet Sauvignon foi nosso preferido, bem mais leve que os Cabernets em geral.

marco_luigi_degustacao

A degustação na Marco Luigi

Mesmo já tendo visitado várias vinícolas e conhecido as etapas da produção do vinho e do espumante, achamos que valeu muito a pena a visita à Marco Luigi. A visita é rápida, e as instalações da vinícola são tão interessantes que nem ficou tão repetitivo. E a degustação… dá até água na boca de lembrar.

Agradeço imensamente a Fran do Viagens que Sonhamos pela dica! Veja lá no post dela o que ela falou sobre a Marco Luigi.

E aí, deu vontade de conhecer a vinícola? Quando estiver por lá, pode trazer mais umas cinco garrafas pra mim, por favor? 🙂

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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

4 vinícolas no Vale dos Vinhedos

ima_poa_peqOs vinhos foram as estrelas da nossa viagem pro Rio Grande do Sul, e por isso as vinícolas no Vale dos Vinhedos foram um dos pontos altos da viagem. Trouxemos 12 (!) garrafas na bagagem! Ao invés de ímãs, nesta viagem trouxemos vinhos como souvenir. 🙂

Como pegamos apenas um dia de sol em Bento Gonçalves, dividimos o dia para o roteiro Caminhos de Pedra pela manhã (link pro post aí embaixo), e para o Vale dos Vinhedos a tarde. Ficou corrido e daí só deu tempo pra 4 vinícolas. Bom motivo pra voltar: conhecer as outras 25!

Leia também: Os Caminhos de Pedra em Bento Gonçalves

No Vale, as que visitamos foram:

Miolo

miolo

A Miolo é uma das maiores vinícolas brasileiras, mas acabamos nem visitando a fábrica. Nossa curiosidade por lá era outra: conhecer o Wine Garden! Nos finais de semana com tempo bom eles estacionam um food truck no gramado na vinícola, e aí a gente fica ali aproveitando o dia, o sol, as comidinhas, um vinhozinho ou espumante. Um charme!

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O Wine Garden tem os vinhedos como pano de fundo. No verão deve ser mais lindo ainda!

Você pode escolher entre mesinhas e sentar em almofadas, e ficar ali de boa. Tem até parquinho pra criançada aproveitar também.

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O conforto e charme do Wine Garden da Miolo. 


Quem me deu essa super dica foi a Fran, do Viagens que Sonhamos, que também tem um post sobre o Wine Garden.

A Miolo tem vários tipos de visitação, que você pode conferir no site deles. Não fizemos nenhuma, só demos uma passada na loja para levar um souvenir 🙂 . Lá na loja não tem degustação.

Barcarolla

barcarolla

A Paula, do Mochilinha Gaúcha, me recomendou “parar na Barcarolla pra bater um papo com o enólogo”. Então, estacionamos logo no belo casarão de madeira, e o enólogo estava mesmo lá, pronto para uma conversa.

Nos explicou sobre as uvas, sobre como armazenar o vinho, como harmonizar. A degustação de dois rótulos é grátis, mais que isso eles pedem pra levar uma garrafa. Como não atender a este pedido tão elegante? 🙂 Trouxemos um Merlot 2012.

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Os produtos expostos na loja de pedra, no subsolo do casarão.

Mais informações e vendas no site da Barcarolla: http://www.vinicolabarcarola.com.br/

Leia também no Mochilinha: Vinícola Barcarolla Butique, a do coração!

 

Marco Luigi

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Olha que charme o espaço de armazenamento dos vinhos!

A Marco Luigi é maravilhosa! Foi nossa preferida. Gostamos tanto que escrevi um post só pra ela! Passa lá pra ver os detalhes da visita.

Leia também: Visitando a vinícola Marco Luigi

Casa Valduga

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No fim do dia demos uma passadinha rápida na loja da Casa Valduga, pois as visitas já estavam encerradas. Esta vinícola tem um projeto de ecoturismo bem interessante, inclusive tem 4 hotéis dentro da vinícola. Mais informações aqui.

O balcão de degustação fica dentro da loja, é só chegar lá e escolher algum que o enólogo te serve. Experimentamos alguns rótulos e trouxemos um, claro!

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A loja da vinícola.

infelizmente o dia terminou e não pudemos continuar as visitas… Mas ainda demos uma paradinha no restaurante Jardim Leopoldina, para fazer um lanchinho e curtir o fim de tarde. É um lugar lindo, com um grande jardim ao redor do casarão de madeira. Além do cardápio do restaurante, dizem que os sorvetes também são excelentes! Vale a pena uma paradinha.

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O lindo casarão do Jardim Leopoldina.

E você, conhece o Vale dos Vinhedos? Recomenda alguma vinícola? Recomende nos comentários, os leitores e a blogueira agradecem!

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