Museu Aeroespacial Smithsonian – Centro Udvar-Hazy

Eu já tinha mostrado pra vocês o ímã de DC neste post. Mas quando cheguei no Museu Aeroespacial e vi este com o ônibus espacial viajando pelo Sistema Solar não resisti! É uma graça, né? Um dos meus preferidos da coleção.Voltando ao assunto do post… a melhor parte de DC são os museus Smithsonian. São vários no National Mall, um ao lado do outro, dos mais diversos assuntos: História Americana, História Natural, Antropologia, Artes. Mas o nosso preferido fica bem longe do Capitólio: o Centro Udvar-Hazy, a segunda parte do Museu Aeroespacial Smithsonian (a primeira fica no National Mall). No Udvar-Hazy ficam as aeronaves maiores, que não cabem no museu do centro de DC.

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O galpão é imenso, dividido em várias alas: Guerra Fria, Segunda Guerra Mundial, Aviação Comercial, Aviação Executiva, Acrobática, Vertical, Espacial, Esportiva, etc. O mapa é fantástico, tem o nome de cada aeronave e você pode consultá-lo aqui.

Logo na entrada, o Gui já deu aquele sorrisão quando deu de cara com o Lockheed SR-71 Blackbird, um avião de reconhecimento, e até hoje o mais veloz de propensão a jato.

 

Depois foi a minha vez de surtar com o ônibus espacial Discovery: ele foi utilizado em 39 missões pro espaço entre 1984 e 2011, quando foi aposentado. Analisando a fuselagem dá pra ver as marcas do atrito com a atmosfera. Incrível!

No site do museu você pode olhar a aeronave por dentro também, muito legal.

 

Não parei de lembrar do museu quando fui assistir ao filme Gravidade, com a Sandra Bullock e o George Clooney. Se você ainda não viu, não perca! É muito legal. Mostra os astronautas trabalhando em um experimento fora do ônibus espacial, e depois, começa a confusão… Mas, sem spoiler!

Além do ônibus, no museu você também pode ver um sistema de propulsão como o que o personagem do George Clooney usa, e o braço mecânico que conecta a personagem da Sandra Bullock na Explorer, no início do filme. Uma réplica do telescópio Hubble fica no museu do National Mall.

 

 

O Space Hangar tem muito mais: foguetes, mísseis, antimísseis, satélites. Nas fotos abaixo: o experimento antimíssil HOE, o míssil Redstone e o foguete Pegasus XL.

 

 

Voltando ao Boeing Aviation Hangar, do lado direito do Blackbird ficam as seções de Guerras do Vietnã, da Coréia, Guerra Fria e Aviação Militar Moderna. Para os realmente aficcionados, há uma exposição com motores também.

Nas fotos abaixo: o helicóptero Bell UH-1H Iroquois, tão famoso pelos filmes da Guerra do Vietnã; o avião de combate McDonnell F-4S Phantom II, junto com o Republic F-105D Thunderchief e o russo MiG-21F; e o Grumman F-14D(R) Tomcat, avião de combate também famoso pelo filme Top Gun.

 

 

No lado esquerdo do Hangar estão os aviões utilizados na Segunda Guerra Mundial. Há aeronaves japonesas, como Aichi M6A1 Seiran na foto abaixo (não foi usada em combate), aeronaves alemãs…

 

 

… e , o maior destaque do museu: o Enola Gay, o avião que jogou a bomba atômica na cidade japonesa de Hiroshima (e provocou a morte de mais de 140 mil pessoas instantaneamente).

 

Pra mim toda guerra é uma estupidez, então não vou nem entrar no mérito do ataque. Mas ver o avião de perto é realmente impactante. Fiquei muito impressionada com o tamanho da aeronave (veja na foto abaixo), e uma funcionária nos explicou que tanta potência era necessária por causa do peso da bomba, de uma tonelada. Ela nos contou também que a bomba foi armada em pleno vôo, pois se fosse armada em solo e desse alguma coisa errado, toda a base militar americana iria pelos ares.

Também explicou a origem do nome: foi batizada pelo piloto com o nome da sua mãe.

Como uma aeronave de guerra de grande porte, havia campos de visão para monitoração tanto na cabine quando no fundo da aeronave.

 

 

E chega de falar de guerra: no canto esquerdo do hangar ficam as alas civis, com um número enorme de aeronaves, das mais diversas. As seções são: Aviação Geral, Comercial, Executiva, Esportiva, Acrobática, Vertical e Ultraleves.

A maior estrela é o imenso Concorde, na seção de Aviação Executiva. Foi até difícil enquadrá-lo!

 

Na seção de Aviação Vertical, além dos helicópteros “normais” há experimentos curiosos, como os das fotos abaixo: o protótipo de plataforma voadora Hiller 1031-A-1 e o helicóptero solitário Hiller YROE-1 (que me lembrou os criados pelos da Vincis do Povo da exposição do Cai Guo-Qiang).

Na terceira foto, da esquerda pra direita, estão os helicópteros: Bell Model 30 Ship 1A GenevieveBell Model 47BBell H-13J (presidencial) e Robinson R44 Astro G-MURY.

 

 

Entre as aeronaves de acrobacia, a foto mostra o Loudenslager Laser 200. Também vimos umas coisas bem malucas, como o Pathfinder Plus, um projeto da Nasa de vôo de duração ilimitada, de alta altitude, movido a energia solar (a foto mostra só um pedacinho dos 36 metros de comprimento das asas). Outro aeronave bem estranha é a Virgin Atlantic Global Flyer, usada para uma volta ao mundo sem escalas.

 

O museu tem muito, muito mais que as fotos daqui, e vale uma visita! Comparado ao Intrepid (falamos sobre ele neste post), de Nova York, o Smithsonian tem um número muito maior de aeronaves, apesar do Intrepid apresentar também um ônibus espacial, um Blackbird e um Concorde como destaques. A diferença do Intrepid é conhecer o porta aviões e um submarino, que não estão no Smithsonian.

Acho que visitar os dois é meio repetitivo, eu escolheria o Smithsonian. Mas, como eu não sou tão apaixonada por aviação assim, você pode ler nossos dois posts e tirar suas conclusões 🙂

Como Chegar

O Centro Udvar-Hazy fica perto do Aeroporto de Dulles, e o site do museu tem todos os detalhes de como chegar de carro ou de transporte público.

No nosso caso, como nosso vôo era as 22h, resolvemos passear no museu antes do embarque: deixamos o hotel ao meio dia e já fomos pro aeroporto. Quando chegamos pra fazer o check-in, o funcionário da United nos disse que era muito cedo, e que não há lockers no aeroporto desde o 11 de setembro. Aí fiz uma cara de coitada “Mas a gente queria ir no museu…”, o funcionário se comoveu abriu o check-in pra gente 🙂  As malas de mão levamos pro museu, e como não lá também não havia lockers, ficamos carregando durante a visita. Parece que agora tem, segundo o site.

Talvez não seja uma boa ideia repetir nossa tática, pois você pode pegar um funcionário da United que não tenha essa boa vontade toda e daí não tem o que fazer com as malas, já que os lockers do museu não são muito grandes. De qualquer forma, passar pelo aeroporto é a melhor forma de chegar no museu: pegue o ônibus 5A pro aeroporto e depois a van pro museu.


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Um comentário sobre “Museu Aeroespacial Smithsonian – Centro Udvar-Hazy

  1. Camila Torres Autor da Postagem

    Oi Cícero,

    Obrigada pelo comentário, o texto estava realmente falho ao não citar o tamanho da tragédia. Valeu pelo toque, me levou a reescrever uma parte dele.
    Não tirei a menção completa à aeronave porque, afinal, ela está no museu, e participou de um capítulo importantíssimo na história da humanidade.
    Temos que conhecer a história para não repeti-la, concorda?

    Obrigada novamente, e volte sempre.
    Camila

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