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domingo, 3 de novembro de 2013

Museu Aeroespacial Smithsonian - Centro Udvar-Hazy

Eu já tinha mostrado pra vocês o ímã de DC neste post. Mas quando cheguei no Museu Aeroespacial e vi este com o ônibus espacial viajando pelo Sistema Solar não resisti! É uma graça, né? Um dos meus preferidos da coleção.

Voltando ao assunto do post... a melhor parte de DC são os museus Smithsonian. São vários no National Mall, um ao lado do outro, dos mais diversos assuntos: História Americana, História Natural, Antropologia, Artes. Mas o nosso preferido fica bem longe do Capitólio: o Centro Udvar-Hazy, a segunda parte do Museu Aeroespacial Smithsonian (a primeira fica no National Mall). No Udvar-Hazy ficam as aeronaves maiores, que não cabem no museu do centro de DC.

O galpão é imenso, dividido em várias alas: Guerra Fria, Segunda Guerra Mundial, Aviação Comercial, Aviação Executiva, Acrobática, Vertical, Espacial, Esportiva, etc. O mapa é fantástico, tem o nome de cada aeronave e você pode consultá-lo aqui.

Logo na entrada, o Gui já deu aquele sorrisão quando deu de cara com o Lockheed SR-71 Blackbird, um avião de reconhecimento, e até hoje o mais veloz de propensão a jato.


Depois foi a minha vez de surtar com o ônibus espacial Discovery: ele foi utilizado em 39 missões pro espaço entre 1984 e 2011, quando foi aposentado. Analisando a fuselagem dá pra ver as marcas do atrito com a atmosfera. Incrível!

No site do museu você pode olhar a aeronave por dentro também, muito legal.


Não parei de lembrar do museu quando fui assistir ao filme Gravidade, com a Sandra Bullock e o George Clooney. Se você ainda não viu, não perca! É muito legal. Mostra os astronautas trabalhando em um experimento fora do ônibus espacial, e depois, começa a confusão... Mas, sem spoiler!

Além do ônibus, no museu você também pode ver um sistema de propulsão como o que o personagem do George Clooney usa, e o braço mecânico que conecta a personagem da Sandra Bullock na Explorer, no início do filme. Uma réplica do telescópio Hubble fica no museu do National Mall.

 

O Space Hangar tem muito mais: foguetes, mísseis, antimísseis, satélites. Nas fotos abaixo: o experimento antimíssil HOE, o míssil Redstone e o foguete Pegasus XL.

 

Voltando ao Boeing Aviation Hangar, do lado direito do Blackbird ficam as seções de Guerras do Vietnã, da Coréia, Guerra Fria e Aviação Militar Moderna. Para os realmente aficcionados, há uma exposição com motores também.

Nas fotos abaixo: o helicóptero Bell UH-1H Iroquois, tão famoso pelos filmes da Guerra do Vietnã; o avião de combate McDonnell F-4S Phantom II, junto com o Republic F-105D Thunderchief e o russo MiG-21F; e o Grumman F-14D(R) Tomcat, avião de combate também famoso pelo filme Top Gun.

 

No lado esquerdo do Hangar estão os aviões utilizados na Segunda Guerra Mundial. Há aeronaves japonesas, como Aichi M6A1 Seiran na foto abaixo (não foi usada em combate), aeronaves alemãs...

 

... e, o maior destaque do museu: o Enola Gay, o avião que jogou a bomba atômica na cidade japonesa de Hiroshima.


Pra mim toda guerra é uma estupidez, então não vou nem entrar no mérito do ataque. Mas ver o avião de perto é realmente impactante. Fiquei muito impressionada com o tamanho da aeronave (veja na foto abaixo), e uma funcionária nos explicou que tanta potência era necessária por causa do peso da bomba, de uma tonelada. Ela nos contou também que a bomba foi armada em pleno vôo, pois se fosse armada em solo e desse alguma coisa errado, toda a base militar americana iria pelos ares.

Também explicou a origem do nome: foi batizada pelo piloto com o nome da sua mãe.


Como uma aeronave de guerra de grande porte, havia campos de visão para monitoração tanto na cabine quando no fundo da aeronave.

 

E chega de falar de guerra: no canto esquerdo do hangar ficam as alas civis, com um número enorme de aeronaves, das mais diversas. As seções são: Aviação Geral, Comercial, Executiva, Esportiva, Acrobática, Vertical e Ultraleves.
A maior estrela é o imenso Concorde, na seção de Aviação Executiva. Foi até difícil enquadrá-lo!


Na seção de Aviação Vertical, além dos helicópteros "normais" há experimentos curiosos, como os das fotos abaixo: o protótipo de plataforma voadora Hiller 1031-A-1 e o helicóptero solitário Hiller YROE-1 (que me lembrou os criados pelos da Vincis do Povo da exposição do Cai Guo-Qiang).
Na terceira foto, da esquerda pra direita, estão os helicópteros: Bell Model 30 Ship 1A GenevieveBell Model 47BBell H-13J (presidencial) e Robinson R44 Astro G-MURY.

 

Entre as aeronaves de acrobacia, a foto mostra o Loudenslager Laser 200. Também vimos umas coisas bem malucas, como o Pathfinder Plus, um projeto da Nasa de vôo de duração ilimitada, de alta altitude, movido a energia solar (a foto mostra só um pedacinho dos 36 metros de comprimento das asas). Outro aeronave bem estranha é a Virgin Atlantic Global Flyer, usada para uma volta ao mundo sem escalas.

 

O museu tem muito, muito mais que as fotos daqui, e vale uma visita! Comparado ao Intrepid (falamos sobre ele neste post), de Nova York, o Smithsonian tem um número muito maior de aeronaves, apesar do Intrepid apresentar também um ônibus espacial, um Blackbird e um Concorde como destaques. A diferença do Intrepid é conhecer o porta aviões e um submarino, que não estão no Smithsonian.

Acho que visitar os dois é meio repetitivo, eu escolheria o Smithsonian. Mas, como eu não sou tão apaixonada por aviação assim, você pode ler nossos dois posts e tirar suas conclusões :)

Como Chegar

O Centro Udvar-Hazy fica perto do Aeroporto de Dulles, e o site do museu tem todos os detalhes de como chegar de carro ou de transporte público.

No nosso caso, como nosso vôo era as 22h, resolvemos passear no museu antes do embarque: deixamos o hotel ao meio dia e já fomos pro aeroporto. Quando chegamos pra fazer o check-in, o funcionário da United nos disse que era muito cedo, e que não há lockers no aeroporto desde o 11 de setembro. Aí fiz uma cara de coitada "Mas a gente queria ir no museu...", o funcionário se comoveu abriu o check-in pra gente :)  As malas de mão levamos pro museu, e como não lá também não havia lockers, ficamos carregando durante a visita. Parece que agora tem, segundo o site.

Talvez não seja uma boa ideia repetir nossa tática, pois você pode pegar um funcionário da United que não tenha essa boa vontade toda e daí não tem o que fazer com as malas, já que os lockers do museu não são muito grandes. De qualquer forma, passar pelo aeroporto é a melhor forma de chegar no museu: pegue o ônibus 5A pro aeroporto e depois a van pro museu.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Roteiro de Bike em Washington DC

FICHA TÉCNICA       
Período: 03/12/2012 a 07/12/2012
Hotel: The Embassy Row Hotel (minha resenha no Trip Advisor aqui)
Transporte até a cidade: Ônibus desde Nova York
Transporte na cidade: Metrô e bike

No primeiro dia em DC andamos pelo National Mall, a "Esplanada dos Ministérios" americana. É a principal atração da cidade, onde estão os famosos prédios públicos, os principais museus e diversos memoriais de guerra (como gostam de uma guerra estes americanos...).
Em uma ponta fica o Capitólio, no lado oposto, o Lincoln Memorial e, no centro, o obelisco Washington Memorial. Olhando no mapa tudo parece pertinho, mas 4 km separam os dois extremos. Depois de andarmos o dia todo entre os diversos monumentos, deu uma preguiça de voltar a noite pra ver os monumentos iluminados e ter que andar tudo de novo... Então lembramos da estação das bikes para aluguel ao lado do nosso hotel, pegamos umas e foi o máximo! Daí pensei: devíamos ter feito isso de manhã, o passeio seria muito menos cansativo. Por isso estou aqui para sugerir esta ideia pra vocês.

Washington DC tem um esquema de aluguel de bikes, o Capital Bikeshare, que pode ser usado por moradores e turistas. Há mais de 190 estações espalhadas em DC, Arlington e Alexandria, e funciona assim: você paga uma taxa fixa e pode pegar a bike emprestada quantas vezes quiser no período. Até 30 minutos de empréstimo é de graça, depois você paga taxas a cada 30 minutos. Para turistas há opções para adesão por 1 ou 3 dias, e os valores estão explicadinhos nos totens de autoatendimento nas estações (foto abaixo). Há também a cobrança de um seguro no cartão de crédito, cujo valor é devolvido no fim do período, se você não sumir com a bike. :)

 
Estação de aluguel das bikes: totem para passar o cartão de crédito e as bicicletas disponíveis

Para pegar emprestado, escolha uma bike das que estão disponíveis, regule a altura do banco e vá para o totem. Passe o cartão e digite o número da bike que escolheu. O totem vai te dar um código pra digitar no tecladinho da bike escolhida, a luz fica verdinha e daí você a puxa do totem e aproveita seus minutos. Pra devolver, é só chegar em uma estação com postos vagos e colocar a bike no lugar. A luz fica verdinha e tá tudo ok.

Pra saber onde estão as estações, você pode utilizar o Spotcycle, um aplicativo para smartphone mão na roda com o mapa das estações, que mostra até quantas bikes ou espaços de devolução há disponíveis em cada estação. Precisa de conexão com a internet.

Então, vamos passear! Há diversas estações ao redor do National Mall (mapa completo aqui). O melhor deste esquema de empréstimo é que você não precisa se preocupar com onde vai deixar a bike. É só devolver na estação pertinho da atração, passear e depois emprestado de novo!

As atrações sugeridas estão marcadas com os pins azuis no mapa abaixo. Os caminhos a serem percorridos de bike estão traçados em azul, e a pé no traço rosa.

Você pode começar o seu passeio de bike da estação mais próxima do seu hotel, e vir pedalando até o Mall. Washington não tem muitas ciclovias, mas os motoristas são bem cuidadosos e ninguém fica tirando fino de ciclista. Pedalamos até no horário de rush mas não nos sentimos ameaçados em nenhum momento. No site do Capital Bikeshare há as dicas para pedalar com segurança.


Clique aqui para ver o mapa maior. Pins azuis: atrações; traço rosa: caminho a pé; traço azul: caminho de bike

Se seu hotel é longe, pegue o metrô até a estação Union Station e conheça a bela estação de trem da cidade (se você já passou por lá na chegada, pode descer na Capitol South Metro). Siga o traço rosa do mapa e vá andando até a próxima atração: o Capitólio, o belo prédio do Congresso Americano.

Capitólio

É possível conhecer o seu interior em uma visita guiada, que pode ser agendada pelo site. Achei a visita meio resumida, são visitadas apenas salas que não são mais utilizadas pelos congressistas. Mas valeu a pena ver a beleza do interior da cúpula.

Interior da cúpula do Capitólio

Em frente ao Capitólio há a Biblioteca do Congresso, a maior do mundo, e onde está um tesouro da humanidade: um dos exemplares da Bíblia de Gutemberg, o primeiro livro impresso. O prédio também é muito bonito, especialmente a sala de leitura (que você pode ver através de um vidro no andar superior).

 
Interior da Biblioteca do Congresso (clique nas fotos para ampliar)

Saindo da Biblioteca, é hora de pegar a bike. Há duas estações próximas (veja no mapa acima): acesse o WiFi grátis na biblioteca e veja qual tem bike disponível. Para aproveitar o aluguel, sugiro deixar os museus do National Mall pra outro dia, pois você vai gastar bastante tempo neles. Então, faça o caminho marcado em azul no mapa: vá admirando os prédios do Mall (dê uma paradinha para aproveitar o outro ângulo do Capitólio) e siga direto pra Casa Branca, deixando a bike na estação do Ronald Reagan Building.

Os seguranças da Casa Branca são muito chatos, então, apesar de ser só uma foto rápida, melhor devolver a bike e ir andando pra frente do prédio. Procure pelas hortas da Michelle Obama (ao invés dos jardins, ela quis construir hortas como parte de sua campanha contra a obesidade).

A Casa Branca enfeitadinha pro Natal (e com o zoom da câmera, porque é loooonge)

Sugiro pegar a bike de novo e fazer o finalzinho do caminho no mapa: vá para a estação do Washington Monument (WM), para tirar foto do mesmo, claro. :)
Ô pino fotogênico este.

Washington Monument

O lado direto do Mall é um belo parque, com vários Memoriais de guerra. Neste pedacinho é melhor ir a pé, pois nos Memoriais é considerado falta de respeito entrar com a bicicleta. Mas é uma delícia de caminhada, você vai gostar. O caminho está traçado em rosa no mapa.

O primeiro Memorial é o da Segunda Guerra Mundial, bem ao lado direito do WM.

Memorial da II Guerra Mundial

Seguindo pelo lado direito do espelho d'água, você passa pelos Constitution Gardens, e se depara com paisagens lindas. Um ótimo lugar pra ver os patinhos e dar uma descansadinha.

Constitution Gardens

O próximo Memorial é o dos Veteranos da Guerra do Vietnã, que tem três partes: uma pedra negra em forma de quina com o nome dos mortos e desaparecidos no conflito, a escultura Três Soldados, e a escultura as Mulheres do Vietnã, em homenagem à mulheres que trabalharam na Guerra.

 
O muro dos Veteranos da Guerra do Vietnã e o Monumento Três Soldados


No fim do Mall você encontra o famoso Lincoln Memorial, o "Zeus" norte americano. É bem interessante ver a figura tão famosa. E perceber como os americanos realmente o tratam como um deus. Na frente do Memorial você tem aquela vista famosa do Mall, que aparece tanto no discurso do Martin Luther King quanto no filme do Forrest Gump :)

 
Exterior e interior do Lincoln Memorial, e espelho d'água em frente ao Memorial

Do outro lado do Lincoln Memorial há o Memorial aos Veteranos da Guerra da Coreia, que é bem interessante. Os desenhos feitos na pedra são incríveis (não tenho foto).

  
Memorial aos Veteranos da Guerra da Coreia


Saindo do Lincoln Memorial é melhor pegar a bike novamente, e aí você tem duas opções: se já cansou de Memorial, vá direto até a estação de metrô Smithsonian, último ponto da linha rosa e seu caminho pro hotel.  Ou, você pode seguir a linha rosa e visitar os memoriais ao redor do Tidal Basin: Marthin Luther King Jr., Franklin Roosevelt e Thomas Jefferson Memorial. Observe que há duas estações no caminho pra você deixar a bike pra tirar foto. Depois, é só seguir pro metrô Smithsonian.

No nosso caso, como fomos em dezembro e anoiteceu cedo, não fomos aos Memoriais ao redor do lago. Só sentamos em um banquinho na beira do lago e ficamos admirando o por do sol. :)

Thomas Jefferson Memorial no por do sol

Ah! Não esqueça de voltar a noite pra ver os monumentos iluminados: Capitólio, Casa Branca, Washington Memorial (Obelisco) e Lincoln Memorial. Neste caso não precisa largar a bike, já que é só parar pra tirar foto mesmo. Só lembre-se de dar uma paradinha em alguma estação a cada 30 minutos para aproveitar da gratuidade do período. :)

Capitólio iluminado com direito à árvore de Natal

Observação importante 1: no Mall não há opções de restaurantes e lanchonetes (pelo menos não no inverno), exceto dentro de alguns museus no lado esquerdo ao Washington Memorial. Você pode visitar os arredores da Casa Branca em busca de lanchonetes se a fome bater. Nós almoçamos em uma rua de restaurantes próxima ao Capitólio.

Observação importante 2: você também pode conhecer o lado dos Memoriais em um dia e deixar o Capitólio e a Biblioteca Pública para outro. Neste caso, desça na estação de metrô Federal Triangle e siga o roteiro a partir da Casa Branca.

Espero que tenham gostado das dicas, e possam aproveitar a visita a este lugar tão cheio de atrações de um jeito mais divertido :)
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