FICHA TÉCNICAPeríodo: 7/7/2016 a 8/7/2016 |
Nosso destino de inverno neste ano foi o Rio Grande do Sul. O objetivo principal era degustar os vinhos da Serra Gaúcha, mas não poderíamos deixar as belezas naturais do estado de fora! Então começamos o roteiro pelo Parque Nacional Aparados da Serra, no município de Cambará do Sul, onde estão localizados os lindos cânions do Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina.

Lindo demais o cânion Fortaleza, né?
A melhor época para visitá-los é de maio a agosto, quando os nevoeiros não são tão frequentes. Mas é muuuuuito frio! Leve os casacos e reserve um hotel com aquecedor em Cambará do Sul!
Mas como se tiver nevoeiro não dá pra ver nada, pra não correr o risco de perder a viagem deixamos o planejamento deste dia em aberto, nem reservamos hotel. Aí depois do café da manhã em Porto Alegre vi no perfil do Parque Nacional no Twitter (@pnas_pnsg) que o tempo estava aberto, então seguimos. O perfil é ótimo, eles atualizam diariamente com as condições climáticas. O site do Parque também tem bastante coisa, inclusive mapas!
Na verdade são dois Parques: no Parque Nacional Aparados da Serra fica o cânion Itaimbezinho, e toda a estrutura do ICMBio. No Parque Nacional da Serra Geral fica o cânion Fortaleza. Os passeios pelas bordas superiores, para as vistas panorâmicas dos cânions, saem de Cambará do Sul. Passeios no interior do cânion saem de Praia Grande, em Santa Catarina.
Como tínhamos separado apenas dois dias do roteiro para Cambará, ficamos só nos passeios menos longos, e conseguimos conhecer a parte superior dos dois cânions mais famosos, o Itaimbezinho e o Fortaleza. A Roberta do Territórios fez a Trilha do Rio do Boi, saindo de Praia Grande.
Primeiro Dia: Cânion Itaimbezinho

O lindo canion Itaimbezinho
Saindo de Porto Alegre há dois caminhos pra lá: por Novo Hamburgo e pela BR-101, são quase a mesma distância. Fomos pela 101, mas depois a Fran do Viagens que Sonhamos disse que prefere por Novo Hamburgo, que a subida da serra é mais suave.
Realmente, o Sandero 1.0 que alugamos sofreu um pouco neste trecho. 🙂
Saímos cedo de Porto Alegre, almoçamos na estrada e fomos direto para o Parque Nacional Aparados da Serra, onde fica o cânion Itaimbezinho. Entre Cambará do Sul e o Parque são 20 km de estrada de terra (quê isso, governador ?!?), e brasileiros pagam 8 reais para entrar. O acesso pela RS-020 está fechado, tem que passar em Cambará do Sul. No site do Parque você pode baixar o mapa.
São duas trilhas neste pedaço do Parque: a Trilha do Vértice, com 1,2 km ida e volta, e a Trilha do Cotovelo, com 6km ida e volta. No centro de visitantes tem banheiro, bebedouro e um balcão de informações.

O Parque é super organizado, e as trilhas bem sinalizadas.
Como chegamos no parque as 14h, começamos pela do Cotovelo, pois ela fechava as 15h. Levamos duas horas ida e volta, a Trilha é tranquila, por uma estrada plana.

Você ainda pode curtir a beleza das araucárias durante a Trilha do Cotovelo
O primeiro mirante é o da cascata Véu de Noiva, e os demais pros impressionantes paredões.

A cascata dentro do cânion Itaimbezinho
Depois que chegamos lá percebemos que 12h é o melhor horário para a visita, pois do contrário, uma das duas paredes estará na sombra. Como pela manhã são as paredes gaúchas que recebem a luz do sol, é o melhor horário pra avistar as cachoeiras.
A Trilha do Vértice é mais curta, e mais bonita ainda ! O salto Andorinha é muito impressionante, e dá pra chegar pertinho.

Cascata Andorinha. Vá de manhã pra sua foto ficar melhor que a minha!
Mas, de novo, seria melhor ter ido de manhã pra ver as cachoeiras. Talvez chegar umas 10h, fazer a trilha do Vértice, e depois chegar no mirante da trilha do Cotovelo um pouco antes do meio dia.
Segundo Dia: Cânion Fortaleza
Dormimos em Cambará do Sul e no outro dia de manhã foi a vez do Parque Nacional da Serra Geral, onde fica o Cânion Fortaleza. Também tem que pegar estrada de terra, e essa tava bem ruim. Este parque praticamente não tem estrutura, só um banheiro simples na guarita de entrada. Não precisa pagar, e você pode baixar o mapa aqui.
As trilhas deste Parque são mais curtas, mas tem subidas e alguns trechos tem muitas pedras. Nada que complique muito a vida.

Trilha pro mirante do cânion Fortaleza. É subida, mas vai que dá.
Começamos pela trilha do Mirante: é só seguir até o fim da estrada do Parque, parar o carro e subir para apreciar a maravilhosa vista do cânion Fortaleza.

O cânion Fortaleza é lindo demais!
Chegamos lá meio dia, e a parte catarinense já estava na sombra. Acho que se chegar um pouco antes dá pra apreciar melhor. Mas no caso do Fortaleza, é a tarde que o sol ilumina as cachoeiras. Acho que hoje faria o inverso: iria para o Fortaleza no dia da chegada, pois a luz melhor pra ele é no começo da tarde, e no Itaimbezinho no outro dia pela manhã.
São uns 30 minutos de trilha até o topo do Mirante. Do lado direito dá até pra ver o litoral gaúcho, é super alto mesmo.

Se tiver medo de altura vá, só não precisa sentar na borda do cânion né.
Depois voltamos de carro até o início da Trilha da Cachoeira do Tigre Preto. Essa passa dentro da mata em alguns trechos, e estava um pouco escorregadia. Se quiser ver a cachoeira de frente, você tem que atravessar o rio pelas pedras, é tranquilo (pelo menos com a vazão que ele tinha neste dia).

Atravessando o rio sem se molhar!
Logo a frente tem uma placa pro mirante da cachoeira, que é super bonita. Até lá são uns 25 minutos de caminhada. Seguindo mais uns 15 minutos na trilha você avista a Pedra do Segredo, uma verdadeira equilibrista. 🙂

A cachoeira e a Pedra do Segredo, a equilibrista.
De volta a Cambará almoçamos crepe na A Taberna, um dos poucos lugares abertos depois de 15h. Queríamos conhecer as criações de abelha do Apiário Cambará, mas ficaria tarde para seguirmos pra Bento Gonçalves.
Dicas Extras
1) Dá pra conhecer os dois cânions no mesmo dia?
Com nosso Sandero 1.0 demoramos bastante pra chegar nos parques por causa da estrada de terra. Talvez se você estiver com um carro melhor e sair bem cedo consiga, mas pra fazer todas as trilhas ainda acho que um em cada dia é o mais sensato. O ideal seria dormir 2 dias em Cambará, porque tanta andança deu uma canseira de seguir pra Bento no mesmo dia…
2) Dá pra ficar mais tempo?
A Roberta ficou 5 dias e fez várias trilhas por lá:
http://www.territorios.com.br/5-dias-nos-canyons-do-sul/
Também dá pra combinar com a Serra Catarinense, que tá bem ali, do outro lado do cânion.
3) Dá pra levar criança?
Dá uma olhada lá no Viagens que Sonhamos, que a Fran levou o filhote! http://www.viagensquesonhamos.com.br/2014/11/cambara-do-sulvisitando-os-canyons-com.html
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