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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Trekking na Patagônia Argentina: El Chaltén pelo Ednardo

Algumas semanas antes da nossa viagem pra Patagônia ano passado fomos a um aniversário de um amigo e conhecemos o Ednardo, que também tinha uma viagem pra Patagônia marcada para a mesma época. O roteiro dele era um pouco diferente do nosso: Ushuaia, Torres del Paine para o Circuito W, El Calafate e Buenos Aires. Foi nessa conversa que o Gui empolgou total com o Big Ice, o trekking no Perito Moreno.

Aí, um dia estávamos chegando no albergue em El Calafate e demos de cara com quem na recepção? Com o Ednardo! Esse mundo é realmente minúsculo. Ele e uma amiga, a querida Adriana, tinham acabado de chegar de Torres del Paine e foram uma ótima companhia pros nossos dias em El Calafate. Fizemos até o passeio de barco pelos glaciares juntos. 

Mas o cara gostou tanto de passar frio que decidiu voltar à Patagônia este ano, desta vez para trekking em El Chaltén, na Argentina. O esquema dele foi bem diferente do nosso: enquanto nós ficamos 2 dias em El Chaltén e fizemos as trilhas apenas até os mirantes do Fitz Roy e do Cerro Torre, ele decidiu ir até a base das duas montanhas, acampando no meio do caminho. Eita, cabra macho! A maioria da galera faz essas trilhas mas não acampa, pois dá pra ir e voltar no mesmo dia e dormir no hotel quentinho. 

Pedi pra ele escrever um post aqui no blog, mas era tanta coisa pra contar que foi melhor escrever um diário completo da viagem. Como essa história de acampar não é comigo, deixo aqui a dica do site Ednardo em Chaltén, com sua divertida narração em cearencês e informações detalhadas do planejamento, roteiro e gastos da viagem. Além das fotos lindas!

Segue também os links diretos para o diário dos dias dos principais passeios:

Dia 20 de novembro em El Chaltén: Trilha ao Cerro Torre
O Ednardo começou a trilha pelo sentido inverso da maioria, em direção ao Cerro Torre. A narração dele me fez ficar arrependida de não ter feito a trilha completa, pois ela não é tão difícil e a paisagem da base do Cerro é realmente impressionante, com direito a glaciar e icebergs.
Só não pode por a mão no gelo, né, Ednardo? :)
Dia 21 de novembro em El Chaltén: Trilha ao Cerro Fitz Roy
Depois da visita ao Cerro Torre, o outro dia foi dedicado ao Fitz Roy, a estrela de El Chaltén. E não é que o pobre andou tudo isso e o danado estava encoberto? Como aconteceu com a gente :( Esse Fitz Roy é muito temperamental mesmo.
Mas mesmo assim deu pra posar com a bandeira do time do coração na frente do campo de gelo. É tanto amor pelo Ceará que ele carrega essa bandeira pra tudo que é canto! Figura demais. O complicado é esticá-la no vento patagônico.
Dia 25 de novembro em El Calafate: Passeio à Estância Cristina
Taí outro passeio que ele fez que me arrependi de não ter feito. O roteiro incluiu um passeio de barco entre icebergs e uma trilha de 12km, até o mirante do Glaciar Upsala e seu belíssimo lago. Na trilha também são avistados fósseis da época que o lugar era mar. Bem interessante!
Além disso, o passeio foi observado pelas nuvens patagônicas e seus formatos incríveis!
Dia 26 de novembro em El Calafate: Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno
Foi o Ednardo que convenceu o Gui a fazer o Big Ice, mas ele mesmo não encarou! Tanto na viagem de 2012 nem na de 2013 ele optou pelo mini trekking, por ter feito trilhas pesadas antes.
E valeu a pena o repeteco: desta vez o Perito Moreno estava ensolarado! Beleza triplicada. 








Ednardo, obrigada pelas dicas ! E, se quiser complementar alguma coisa, os comentários estão a disposição! 

Caso você tenha alguma dúvida, pode deixar um comentário aqui também, que eu aciono o Ednardo para responder caso eu não saiba :)

Veja aqui: tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs. 


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Patagônia - Índice de Posts

A Patagônia é um destino gelado e inesquecível. Paisagens deslumbrantes e surpreendentes, especialmente para nós, brasileiros, acostumados com os termômetros lá em cima.

Nossa viagem foi de duas semanas. É só clicar nas fotos para abrir os posts. Inspire-se!


O primeiro post é sobre o planejamento do roteiro. Como as distâncias na Patagônia são bem grandes, uma ajuda na preparação da viagem é bem útil.

Buenos Aires não fica na Patagônia, mas já que teríamos que passar por lá de qualquer maneira, porque não dar um passeio?

Ainda em Buenos Aires, os detalhes da visita da atração mais surpreendente: o Zoológico de Luján, onde você pode interagir com os animais.

A primeira parada na Patagônia foi no fim do mundo: Ushuaia, a cidade mais austral do planeta. O belo passeio de barco pelo Canal de Beagle para avistar pinguins, lobos marinhos e um belo farol é mostrado neste post.

Além do Canal de Beagle, Ushuaia tem outras belas atrações, descritas aqui.

O primeiro post sobre a cidade de El Calafate tem um resuminho das atrações da cidade, para ajudar a planejar quantos dias ficar lá.

Este foi o principal motivo da viagem: conhecer o Glaciar Perito Moreno bem de perto! Nosso relato sobre o Big Ice, o trekking sobre o Glaciar. Aqui tem as respostas para as suas dúvidas!
Post sobre outro passeio maravilhoso em El Calafate: a navegação entre todos os glaciares do Parque, vendo de pertinho os paredões e icebergs, e podendo correr pra dentro do barco antes de congelar.

Ficamos só 2 dias em El Chaltén, a capital argentina do trekking. Mas deu pra ver os belos Cerro Fitz Roy e Cerro Torre fazendo trilhas não muito complicadas.
Depois da Argentina pegamos um ônibus pro Chile, e fizemos uma visita relâmpago ao Parque Torres del Paine. Alugamos um carro e passamos um dia tentando ver as Torres, mas o tempo não deixou... Mesmo assim foi uma bela visita!
Punta Arenas foi a porta de saída da Patagônia. Tivemos pouco tempo lá, e a atração que visitamos foi no mínimo inusitada: o Cemitério!










Trekking na Patagônia Argentina: El Chaltén pelo Ednardo: Um amigo que fizemos na Patagônia voltou lá este ano, desta vez para fazer as trilhas de El Chaltén. E criou um site com as dicas bem detalhadinhas! Neste post tem a explicação da viagem dele e o link para o site.








Espero que você tenha criado coragem depois das dicas! :)


terça-feira, 10 de julho de 2012

Patagônia 9/11: El Chaltén

FICHA TÉCNICA       
Período: 01/04/2012 a 02/04/2012
Hotel: Hotel La Aldea (minha resenha no tripadvisor aqui)
Atração inesquecível: Cerro Fitz Roy
Transporte até a cidade: Ônibus desde El Calafate
Transporte na cidade: Pé!


El Chaltén é um povoado dentro do Parque Nacional los Glaciares. A cidadezinha foi fundada como base para as trilhas para os Cerros Fitz Roy e Torres dentro do Parque, e é considerada a capital do trekking da Argentina. Pra mim deveria ser considerada a capital do vento, nunca vi uma coisa daquela. Venta muito, o tempo todo, até cansa!

Tem trilha pra uma semana de andança, mas claro que não queríamos andar tudo isso... Só ver o Fitz Roy mesmo. Mas como ele fica encoberto a maior parte do tempo, achamos melhor dormir uma noite lá, para ter mais chance de vê-lo. El Chaltén significa "a montanha que fuma" na língua indígena, para terem uma ideia de como ele está sempre escondido.

Saímos de El Calafate no ônibus das 9h (acho), e foram cerca de 3h de viagem. Pegamos a empresa "El Chaltén Travel", e depois descobrimos que a mais pra direita vendia passagem mais barata. Mas o ônibus era bom, e o motorista parava na estrada em um mirante do Fitz Roy que, claro, estava encoberto.

Ali o danado escondido !

Trilhas de El Chaltén (Fonte: www.southroad.com.ar)
Na chegada, o ônibus para num posto da guarda florestal, e todo mundo tem que descer para ouvir as instruções sobre as trilhas e sobre prevenção de incêndios. Quem vai fazer escalada tem que se registrar.

Chegamos ao hotel, ao lado da rodoviária, deixamos as malas e fomos almoçar em um restaurante na pracinha em frente, que não me lembro o nome, mas era bom e barato. Pegamos o mapinha, e escolhemos as trilhas da tarde e do outro dia de manhã.

A ideia era pegar trilhas de no máximo 4 horas ida e volta, já que teríamos só uma tarde e uma manhã na cidade. Quando vi as classificadas como fáceis, fiquei toda corajosa! Mal sabia eu...

Escolhemos as trilha do Lago Capri, por ter um mirante do Fitz Roy, e a Lago Torre - Camping Poincenot, pelo mirante para o Cerro Torre no caminho

Depois do almoço, saímos esperando que o tempo maluco da Patagônia mudasse para vermos a montanha. Atravessamos a cidade até o início da trilha, marcada pelas placas de sinalização. É tudo muito bem organizado, não precisa mesmo de guia. 

Logo depois desta plaquinha, já deu pra perceber que a classificação das trilhas é para os fortes. Como assim fácil se eu tenho que subir uma montanha? Reformulei a classificação do mapa de "Muy Fácil", "Fácil", "Médio" e "Difícil" para: "Canseira", "Aguenta Firme", "Melhor não", e "Impossível"!

(Pessoal, não se assustem, é que a gente não é lá muito preparado. Todo mundo ultrapassava a gente nas trilhas, inclusive um chinês carregando uma mochila e um menininho de 3 anos nas costas, e ensinando o moleque a falar "Argentina!")

O começo da trilha tinha uma bela vista do vale do Rio das Voltas, mas foi a pior parte. Era uma subida e, na curva do morro, ventava um absurdo! Dava medo de escorregar montanha abaixo por causa daquele vento todo. Rolou uma discussão pela desistência, mas continuamos, e depois dessa curva começava a mata e ficava bem mais tranquilo.

  
Placa explicativa sobre a trilha ao Fitz Roy, e vale do Rio das Voltas (clique nas fotos para ampliar!)


Chegamos ao mirante e... nada. Tava tudo nublado ainda ! Que droga. Mas a vista deve ser lindíssima (saca só a foto do wikipedia), vou ter q voltar lá um dia. Gastamos as 4h previstas para ir e voltar.

  
"Vista" do mirante do Cerro Fitz Roy, e Lago Capri (clique nas fotos para ampliar!)


No outro dia, acordamos cedo pra ver as cores do nascer do sol no Fitz Roy. Desta vez, deu tudo certo! O tempo estava limpo, e deu pra ver tudo sem sair do quarto do hotel. Uma vista magnífica!

Fitz Roy ao nascer do sol.

Arrumamos as malas, desocupamos o quarto e partimos para a trilha do mirante para o Cerro Torre. A sacanagem desta trilha é que ela já começa no alto do morro! Aí até você chegar na parte "muy fácil" já foi uma canseira. :) Mas nesta venta bem menos que na anterior, então foi realmente mais tranquilo.

Depois de quase uma hora de caminhada, chegamos ao mirante, e desta vez (quase) toda a beleza do vale estava lá aos nossos pés. Só fomos até o mirante, porque não ia dar tempo de pegar o ônibus, mas dá pra chegar bem mais perto. Foi 1h30 para ir e voltar.

Vista do mirante do Cerro Torre e dos Glaciares Grande e Torre.
Conclusões:
- Vale a pena a viagem para El Chaltén para ver os Cerros Torre e Fitz Roy, que são muito bonitos mesmo. As trilhas até o mirante exigem um preparo mínimo, mas dá pra fazer.
- A tática de dormir lá pelo menos um dia também foi acertada, pois tivemos mais chances de ver o Fitz Roy descoberto. Dá pra vê-lo da cidade toda, já o Cerro Torre tem que fazer a trilha pra ver.
- Nos arrependemos um pouco de não ter marcado o ônibus para mais tarde, e continuar mais um pouco na trilha do Cerro Torre. Não tinha nada de mais interessante para fazer em El Calafate para termos ido embora mais cedo.

Ah! Se alguém for pra lá, por favor, procure meu cachecol azul que o vento levou :)


Veja tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs em: Patagônia - Índice de Posts.


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