Quando estivemos em Ko Phi Phi, na Tailândia, descobrimos que estávamos em um dos melhores pontos de mergulho do mundo, mas não sabíamos mergulhar 🙁
Por isso, quando escolhemos a Colômbia como destino e descobrimos que San Andres também é um lugar incrível para o mergulho por ter uma imensa barreira de corais, decidimos não esperar mais para tirar a certificação.
Mas é aí, tirar em San Andrés ou em Brasília? Brasília tem várias escolas de mergulhos, apesar de não ter mar. 🙂 A galera apaixonada por mergulho daqui mergulha no Lago Paranoá mesmo, ou no lago de Mara Rosa.
Estávamos desanimados de fazer em Brasília pelo checkout ser no Lago Paranoá, que não tem nada pra ver. Mas decidimos fazer a certificação de mergulho aqui por vários motivos: o preço; não “gastar as férias” aprendendo o básico; a língua; e, principalmente, minha insegurança.
Eu nunca fui muito boa com água. Não tenho medo, mas fico insegura em lugares muito fundos, por isso sempre uso salva vidas quando faço snorkel. Aí tava com medo de não dar conta dessa história de cilindro.
Conversamos então com o Julior, da Brasilia Dive, que foi indicado pela minha amiga Camilla do Ensaios de Viagem. Ele é instrutor Naui e me deu bastante segurança quando disse que eu poderia começar as aulas e sentir como era, e daí decidiria se eu iria continuar. O meu amigo Marcelo, do Across the Universe, aproveitou a companhia e foi se certificar também, depois de passar vontade nas viagens como a gente.
São 5 períodos: uma aula teórica na sexta a noite, duas na piscina no sábado e domingo de manhã e duas no lago no outro fim de semana.
A aula teórica é meio desesperante, tipo “tudo que pode acontecer de errado no mergulho, e como sair vivo”. Mas é bem interessante.
No outro dia de manhã, começamos na piscina rasa com exercícios de respiração e apnéia. A segunda parte foi aprender sobre o equipamento: como montar, checar se está tudo ok, vestir e, finalmente, entrar na água com tanta tralha.
A turma!
Na água continuamos os exercícios, como o que fazer se o regulador sair da boca ou se entrar água na máscara, e foi nessa hora que minha certificação entrou em risco: não consegui fazer o exercício da água da mascara de jeito nenhum, e fiquei com a tarefa de casa de tentar na piscina do prédio, que também não rolou 🙁
Que stress ! No outro dia fui mesmo assim, e consegui fazer os exercícios de navegabilidade e os de flutuação (mais ou menos). No final, tive uma aula de reforço: depois de vários exercícios preparatórios, consegui terminar o de tirar água da máscara. \o/
Tudo ok com a máscara!
Mas ainda estava bem insegura. As aulas são bem corridas, é muita coisa pra aprender. Mas fomos pro lago no outro fim de semana, no calçadão da Ponte JK.
Dessa vez nosso instrutor foi o Robson, e a turma foi dividida em duplas. Isso é bom, porque a visibilidade do lago é de 3 metros, você praticamente só vê quem está do seu lado, o que é bem tenso. No primeiro dia só navegamos, e no segundo repetimos os exercícios da piscina. Bebi água, tossi, engasguei, mas consegui 😀
Certificados !
É nóis na Naui!
Não falei nada do Gui né? Pra ele foi bem mais fácil. No começo ele ficou com uma dificuldade na equalização (retirar a pressão do ouvidos), mas aprendeu rapidinho.
Conclusão: valeu a pena ter tirado a certificação em Brasília. Foi legal ter tido a aula teórica em português, porque são muitos detalhes, e com um grupo pequeno tivemos mais atenção do instrutor. Só achei as aulas um pouco corridas, pois seria melhor treinar mais cada exercício.
Valeu, Brasília Dive!
Veja também: Mergulho em San Andrés
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