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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Não falo nada de russo, e agora?



Isso é meio complicado mesmo... Ainda mais em Moscou que recebe menos estrangeiros. Pouquíssima gente fala inglês, e só nas principais atrações havia traduções. No metrô de Moscou, por exemplo, é tudo em russo. Mas, não desista! Eu também não falo absolutamente nada de russo e sobrevivi.

O que você tem que fazer é estudar o alfabeto deles: aprenda o som de cada letra que algumas coisas você vai conseguir entender, porque a palavra é parecida com português. É bem divertido! Eu fiquei tão animada que lia tudo o que aparecia na frente. Tava parecendo o molequinho daquela propaganda da Caixa "gente, o Dudu tá lendo!" :-D

Pra você ver que dá pra entender alguma coisa: telefone, por exemplo, se escreve "телефон": т é T mesmo, л tem som de L, ф de F, e H, de N. Tente ler em voz alta: telefon. Viu que é parecido com português? Se eu te contar que д tem som de D e C, de S, você vai até entender o que está escrito na placa aí ao lado. :)

"Ué, como assim, H tem som de N, C tem som de S?" Pois é, só pra complicar mais um pouquinho, tem letra que pra eles significa uma coisa e pra gente outra. Confunde, mas a gente aprende depois de alguns treinos. A notícia boa é que cada letra tem um som só, não muda de acordo com a posição na palavra, como acontece com o C e o S em português, por exemplo.

Saber o alfabeto te ajuda também a andar pela cidade, pois provavelmente seu mapa vai estar traduzido, mas a placa com o nome da rua não. Então, pra se achar no mapa, tem que conseguir ler.

Várias lojas estrangeiras também traduzem seu nome pro alfabeto russo, mas aí não tem dúvida: já são velhas conhecidas. :)

 

Mas é claro que russo é russo e português é português, então mesmo sabendo o alfabeto tem muita coisa que não dá pra entender. Em restaurantes, pedíamos o English Menu, e depois apontávamos pra atendente/garçom o que tínhamos escolhido. Teve um café em Moscou que eles até tinham o menu em inglês, mas nenhum funcionário entendia (!) porque tava escrito só em inglês.

Outra tática que utilizamos foi papel e caneta, quando não dava pra apontar. Escrevemos o que queríamos num papel, e entregamos pro atendente. Foi assim que conseguimos comprar 20 bilhetes de metrô de uma vez pra aproveitar o desconto: escrevi 20 num papelzinho e entreguei pra moça.

Quando nos perdíamos e precisávamos pedir informação pra alguém, arriscávamos um "Do you speak English" pros mais jovens e, se não rolasse, mostrávamos o nome em russo no guia do Fodor's pra pessoa apontar o caminho. Além de estudar o alfabeto, um pouco de mímica também salva :)

Uma coisa que ajudou bastante quando não tinha inglês em lugar nenhum foi o dicionário offline que baixei pro IPad, o Dict Box (também disponível no ambiente Android). Quando não tinha English Menu, era ele que nos salvava das enrascadas gastronômicas.

Pra conseguir digitar a palavra em russo pro dicionário traduzir, você precisa habilitar o teclado russo pro seu IPad/IPhone. Segue o passo a passo.

1) Vá em "Ajustes - Geral - Teclados"



2) Clique em "Adicionar Novo Teclado"


3) Na lista que aparecer, escolha "Russo"


4) O novo teclado já está disponível. Como você tem mais de um teclado, vai aparecer um novo botão ao lado da barra de espaços com um desenho de um globinho, que serve para mudar de teclados.
Lá dentro do Dict Box, é só digitar a palavra que você quer no campo que fica no alto da tela. Enquanto você digita, ele já vai te sugerindo palavras que começam com aquelas letras.
No lado direito, aparece o histórico das palavras pesquisadas (Wordbook).



5) O resultado da pesquisa é diferente caso você esteja online ou offline. Como você provavelmente vai estar offline, o resultado aparece como a figura abaixo. Ele pega de diferentes dicionários, e um deles vai ter a tradução pro inglês.


E não precisa ficar com receio de "conversar" com os russos. Eles são mais sérios, mas todos nos atenderam cordialmente e tentaram ajudar como podiam. Houve algumas exceções, mas gente mal educada tem em qualquer lugar. Teve até uma senhorinha de um museu que pegou uma colinha pra nos ensinar onde era o início da visita, foi muito engraçado. Ela lia o papelzinho, escrito com o alfabeto russo, e nos dizia algo como: "right, downstairs, left". Uma simpatia. 

E aí, criou coragem pra comprar a passagem pra Rússia? :)


Veja tudo sobre a Rússia no Colecionando Ímãs em: Rússia - Índice de Posts.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Planejando uma viagem à Rússia


Acabamos de chegar de uma grande viagem por Portugal, Espanha e Rússia. "Rússia?" - perguntou o chefe - "Você tem parente lá?". Não, chefe, não tenho... Não é uma viagem muito comum, parece que é tão longe, né? Mas a Rússia era um dos itens da minha bucket list viajante: queria pisar na Praça Vermelha e explorar o Hermitage, um dos grandes museus do mundo.

Não conhecia ninguém que tinha ido, e o país não é dos mais receptivos para turistas estrangeiros, exigindo visto de entrada para cidadãos europeus e americanos, por exemplo (brasileiros são isentos). Então, estudei bastante coisa, aprendi outras por lá mesmo, e este post é pra contar por onde começar.

Meu primeiro passo foi o Viaje na Viagem, como sempre. O Riq nunca esteve na Rússia, mas recomendou vários blogs de quem já esteve. O que me ajudou muito no começo do planejamento foi o Arquivo de Viagens, da Luiza, que alugou um carro e passou por várias cidades russas na sua viagem. Ela é doida por um Patrimônio da Humanidade :)

Vendo a viagem da Luiza escolhi ficar apenas nas duas principais, São Petersburgo e Moscou. Aí comprei o guia do Fodor's, em inglês, pela internet. Ele é meio chato de ler porque não tem foto nenhuma... Também não tinha algumas atrações, como os Museus Militares de Moscou e o Museu sobre o Cerco de Leningrado (acho que o pessoal lá não gosta muito de guerra). Mas suas descrições foram úteis durante nossos passeios.

Outras fontes de consulta foram:

LuRussa: a Lu morou em São Petersburgo entre 2001 e 2006, e voltou lá em 2012 pra visitar os amigos. Os relatos sobre a vida lá são interessantíssimos, e as dicas sobre comida foram especialmente esclarecedoras. Experimentei tudo que ela tinha sugerido: chocolate, sorvete, iogurte, crepe, sopa, panqueca, ravioli, na versão russa, claro! Viciamos no Teremok, que ela tinha indicado.

Falando Russo: O blog é escrito por um brasileiro apaixonado pela Rússia e tudo que é relacionado à ela: língua, cultura, política e, claro, destinos de viagem. Tem de tudo um pouco por lá.

Viajar e Pensar: se seu sonho de viagem inclui paisagens lindas e muita aventura, dê uma olhada na viagem do Gus Belli na Transiberiana. Ele também dá sua opinião sobre a melhor época pra viajar e a viagem de trem noturno entre Moscou e São Petersburgo.

Mochileiros: o Digobora aproveitou uma promoção do Melhores Destinos e deixou um relato divertidíssimo, dá pra pegar várias dicas lá.

Guias em PDF: baixamos os guias "In Your Pocket" (em inglês) para Moscou e São Petersburgo. O legal deles é que são superatualizados, com dicas de restaurantes, espetáculos e atrações.

Dá trabalho, mas devo dizer que a viagem foi maravilhosa, e valeu muita a pena todo o estudo!

Uma dica de economia é a carteirinha de estudante internacional. Aqui em Brasília quem faz curso de idiomas pode tirar carteirinha, mas nem me preocupei em fazer a da ISIC porque na Europa o desconto sempre é vinculado à sua idade também (até 26 anos). E não é que lá na Rússia TODAS as atrações tinham um descontão pra estudante, sem limite de idade? O Hermitage, inclusive, é grátis! Passava raiva a cada plaquinha de desconto. Então, se você é estudante, leve a sua carteirinha!

Pra finalizar, um conselho pras ciumentas... Se você quer matar o seu namorado/marido cada vez que ele torce o pescoço pra alguma que passa por aí, não vá. Você vai passar raiva o dia todo, as mulheres de lá são realmente lindas. É só Gisele Bundchen passando na rua, impressionante. O Gui nem tinha olhos pra mim enquanto estávamos lá, mas o meu consolo era que elas também não estavam nem aí pra ele! :)

Segredinho: tem muito cara lindo também. ;)

E o melhor até agora: este é só o começo da série de posts sobre a Russia.

Conhece a Rússia? Tem mais alguma dica de planejamento pra compartilhar? Compartilhe por aqui!


Veja tudo sobre a Rússia no Colecionando Ímãs em: Rússia - Índice de Posts.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dicas para emitir passagens com milhas TAM

Post atualizado em 7/7/2014. Desde 31/3/2014, a TAM deixou a Star Alliance e passou a fazer parte da One World. 

Essa semana consegui tirar mais uma passagem com milhas TAM. Eu não entendo porque o povo fala tão mal do programa de fidelidade da TAM. Pra mim ele é excelente, já consegui viajar várias vezes com milhas, principalmente para o exterior. A viagem para NYC, por exemplo, foi com milhas, que eu estava remarcando de uma passagem que tinha tirado pra Europa antes.

Antes que vocês achem estranho alguém falando bem da TAM, esclareço que este post NÃO é patrocinado! :)

Mas é claro que eles não vão ter vaga no dia e horário exato que você quer, né? Afinal, eles estão te dando a passagem mas não são uma instituição de caridade. Por isso, as vezes pode ser meio chatinho conseguir fazer o roteiro planejado, mas é possível. Veja as dicas.

1. Multiplus Fidelidade: A primeira coisa que você tem que fazer é criar um cadastro no site da TAM. Para ter acesso ao seu extrato você também precisa se cadastrar no site da Multiplus, a empresa que cuida do programa de milhagem da TAM e de outras empresas. Você pode usar as milhas para comprar itens no Ponto Frio ou se hospedar nos hotéis da rede Accor, por exemplo. Geralmente os produtos requerem uma grande quantidade de pontos e não valem a pena, mas o que eu já troquei além de passagens TAM foi combustível nos Postos Ipiranga/Texaco. O interessante do combustível é que dá pra trocar menos de 10 mil pontos, então é ideal pra usar naqueles quebradinhos de pontos que estão pra vencer mas não são suficientes para tirar uma passagem aérea.

Pra entrar no site da Multiplus, você precisa do seu CPF e da assinatura eletrônica. No site da TAM, você precisa do seu número fidelidade TAM e da assinatura eletrônica. E para emitir passagem você precisa do número fidelidade TAM e da senha de emissão, que você tira no site da Multiplus. Ufa, melhor anotar todos esses números em algum lugar secreto, hein!

2. Star Alliance One World: Tem muita gente que reclama que a TAM não disponibiliza passagens com a quantidade de milhas que anunciam na suas tabelas de resgate. As passagens dentro do Brasil geralmente não passam dos 10 mil pontos da tabela, mas para o exterior é realmente difícil encontrar. Tanto que o Melhores Destinos até anuncia como promoção cada vez que aparece passagem por 20 mil pontos pros EUA.

Mas esse povo esquece que a TAM faz parte de um grupo de empresas aéreas que compartilham os seus programas de milhagem, a Star Alliance One World (em 31/7/2014, a TAM deixou a Star Alliance a passou a fazer parte da One World). Então, se o site da TAM não mostra passagem "barata" a preço de tabela, é porque a TAM não disponibilizou, mas esta pesquisa não inclui as demais companhias da Star Alliance One World. Para pesquisar nestas companhias, você tem que ligar para o Call Center da TAM, não dá pra fazer pelo site. E foi assim que consegui passagem da LAN, da United e da TAP pelos pontos da tabela.

Lembrando que, se você voar em alguma companhia da Star Alliance One World, pode apresentar seu número fidelidade no check-in que os pontos cairão na sua conta TAM.

3. Call Center: Aqui vem a parte mais chata, conseguir ligar pro Call Center da TAM. Se a gente pudesse pesquisar as passagens das parceiras no site, talvez ele não fosse tão congestionado. Fica a dica, TAM!
Nesta parte crucial do processo tenho várias dicas:
- Ligue cedinho, nos demais horários o call center da TAM fica totalmente congestionado.
- Não dá mais pra fazer reserva de passagem com milhas, tem que emitir na hora. Então, tenha certeza antes de ligar!
- Eu não sei como é o sistema de busca de passagens, mas os resultados das pesquisas variam entre os atendentes. Na última passagem que eu tirei, estava falando com uma atendente, aí ela me pediu para digitar a senha de novo e depois disso caí em outra atendente. Esta segunda disse que não tinha passagem, aí eu retruquei: "Ué, mas a atendente anterior me disse que tinha!" Aí ela: "Ah é... Tem mesmo." E não foi a primeira vez que isso aconteceu. Então, se um disser que não tem, tente de novo no outro dia pelo menos. Vai que o próximo acha...
- Se você está ligando para emitir, entre identificado, isto é, digite seu número fidelidade e sua senha no início do processo. Você vai ter duas tentativas para cada número: se o sistema não te reconhecer, é melhor desligar e começar de novo. Senão, a atendente não vai conseguir emitir sua passagem, vai te mandar de volta para o menu de senhas e você vai ser atendido por outra pessoa. Isto é, vai ter que explicar tudo de novo.

Vale lembrar que a TAM cobra uma taxa de 40 reais para emissão de passagens pelo telefone, o que não acontece na emissão pelo site. Mas, para as parceiras, não tem jeito.

Mas também não adianta você brigar com o atendente porque ele não está procurando direito, as vezes ninguém disponibilizou mesmo assentos naquele trecho com milhas. É aí que entra o seu planejamento antes da ligação e minha dica mais importante: flexibilidade!

4. Seja Flexível com os Destinos: Quando fui pra Patagônia a minha ideia era voltar de El Calafate, mas não conseguia passagem saindo de lá de jeito nenhum. Aí, abri o Google Maps e vi que Punta Arenas tinha aeroporto e dava pra ir de El Calafate pra lá de ônibus (não era tão perto, mas a Patagônia também não tem muitas opções de cidades com aeroportos). Refiz o meu planejamento, e consegui passagem saindo de Punta Arenas.

Sublinhei o "refiz o meu planejamento" porque, mudando a origem/destino da viagem, você vai estar incluindo outra cidade no roteiro, mais deslocamentos e, consequentemente, mais gastos (de tempo e de $$). A minha sugestão é que você desenhe as diferentes opções de roteiro, com as diversas opções de origem/destino, antes mesmo de ligar no Call Center. Se você ligar sem planejar direito e tiver passagem, vai bater aquela ansiedade e você vai acabar emitindo sem pensar direito nas consequências.

5. Seja Flexível com as Datas: Imagino que provavelmente você queira ir sexta e voltar domingo, certo? Sinto muito, não vai rolar. As companhias não vão te dar lugar em vôos que elas conseguem vender os assentos, então, pense em outras possibilidades, como ir quinta e voltar sexta, por exemplo. Sugiro até que você não tenha datas fixas para as férias: se tiver um período para se encaixar, melhor. Se não tiver passagem em uma semana, pode ter na outra.

A minha última viagem foi tão complicada de planejar que eu fiz uma planilha antes de ligar no Call Center, com as possibilidades de ida, quais poderiam ser as datas de volta, quantos dias de viagem e quantos dias de folga eu teria que pedir pro chefe para cada opção. Então, quando a atendente me disse em que dia havia disponibilidade para a ida, eu já sabia quais poderiam ser minhas opções para a volta.

Tabela de opções de datas de viagem (as datas estão no formato americano, por causa do Google Drive)

E, finalmente, a mais difícil para nós, brasileiros, que gostamos de deixar tudo pra última hora:

6. Antecedência: As passagens na América do Sul podem ser emitidas com 3 meses de antecedência e, para outros destinos, com 6 meses podem ser emitidas com um ano de antecedência. Claro que, quanto antes você ligar, mais fácil de achar passagens nos dias e destinos que você quer.

A última é: tenha paciência! O processo pode ser realmente cansativo, mas é uma ótima economia. :)

E você, já conseguiu emitir passagens com milhas na TAM ou em outras companhias? Conte suas dicas nos comentários!

Mais dicas sobre emissão de passagens com milhas em: Como ir pra Ásia com milhas... Sem ter o suficiente!



domingo, 28 de outubro de 2012

Não tenha medo de albergue! Nem de B&B, guest house...

Depois que escrevi o post de planejamento pra Europa, achei que ficou faltando dicas mais detalhadas sobre hospedagem. Como somos viajantes econômicos, já testamos várias possibilidades, e a nossa preferida é vista por muitos brasileiros com desconfiança: albergues! (ou hostel, em inglês)

No Brasil, albergue tem o significado de alojamento de moradores de rua, mas não é só isso. São hospedagens voltadas para o público jovem, que busca diversão, informalidade e interação com os outros hóspedes. Aqui no Brasil eles estão aparecendo aos poucos, mas no exterior eles se multiplicam. É uma ótima escolha pra quem viaja sozinho, pois a maioria dos hóspedes está ali pra conhecer gente nova.

 
Terraço com vista pro Duomo no Plus Florence, em Florença/Itália + Piscina no Plus Berlim/Alemanha

Além de diversão, a galera também não quer gastar muito. Por isso uma característica dos albergues são os quartos coletivos, onde você paga pela cama em um quarto com outras pessoas. Geralmente há armários individuais e trancados com chave para cada hóspede. Os banheiros também são compartilhados.

Mas... e quem, como eu e o Gui, não gosta de dividir quarto nem banheiro? O albergue também é pra você :) É só escolher suítes privativas com banheiro. A maioria dos albergues também oferece estas opções, com qualidade! Olha só alguns que a gente já ficou:
  
Cozinha do nosso apê no Lavender Circus, em Budapeste/Hungria + Banheiro da suíte no Orleans, em Barcelona/Espanha 

 
Suíte no La Estancia, em Punta Arenas/Chile + Suíte no Plus Florence, em Florença/Itália

Além do clima jovem e de maior interação entre os hóspedes, tem sempre wifi disponível, e computadores pra galera usar a internet (e fazer backup das fotos). Também há uma preocupação em inventar atividades, como saídas para bares (os pub crawls) e até festinhas dentro do próprio albergue. Muitos também deixam a TV na sala comum, já que não dá pra colocar nos quartos coletivos. E esqueça aquelas mamatas de hotel como carregadores de bagagens ou arrumação diária dos quartos. Alguns, inclusive, cobram pelas toalhas e lençóis, fique atento pra incluir estes custos na sua programação, ou leve de casa.

  
Sala de Convivência com TV e computadores no The Secret Garden, em Cracóvia/Polônia + Computadores e Mural de Atividades no Hostel International Point em El Calafate/Argentina 

Há dois sites principais para a reserva em albergues: HostelBookers e HostelWorld. Já usei os dois várias vezes e deu sempre certo. Preste atenção porque o preço é por pessoa, não por quarto, e eles cobram 10% do valor no ato da reserva, que não é devolvido em caso de cancelamento. As características do albergue ficam na seção "Instalações" (é lá que diz se tem ou não toalha/lençol incluídos). Nas opiniões dos hóspedes o "ambiente" também é avaliado, isto é, se o lugar é legal, fácil de conhecer a galera. Pra nós isto não é tão importante, mas talvez seja pra você. :)

Outro detalhe de albergue é que olhar as resenhas do Trip Advisor não adianta muito. Geralmente o povo do trip não tem muito costume de albergue, então reclamam de algumas coisas meio básicas, como não arrumar os quartos diariamente. As resenhas dos próprios sites de reserva são mais interessantes.

Também já experimentamos os bed&breakfast e guest houses, outras formas de hospedagem. Ambos são parecidos com as nossas pousadas: geralmente o dono mora no local e aluga outros quartos para hóspedes. Bem tranquilo também, mas pode ser meio estranho no começo... Em alguns o ambiente do B&B e da casa dos donos é tão misturado que dá uma sensação de estar invadindo a casa de alguém, mas depois a gente se acostuma. Em Ushuaia, vimos a dona passando de toalha na sala de café... Em Búzios, a gente chegava e o dono tava lá deitado no sofá vendo TV. Mas a interação com os donos é sempre interessante pra entender a cultura do lugar e pegar dicas, por isso estas hospedagens também são bem legais. Em Búzios o dono fez até um churrasco de peixe pra gente que ficou uma delícia.

 
Suíte no Casa de Grillos B&B, em El Calafate/Argentina  + Piscina, Varanda e a peixada rolando na Mega Búzios Guest House ,  em Búzios/RJ

Viram? Tem muito jeito de economizar com hospedagem, é só abrir as possibilidades. Qualquer dúvida escrevam!

sábado, 20 de outubro de 2012

Planejando uma viagem à Europa

É até ridículo eu escrever um post sobre planejamento de viagens pra Europa se tem tanto blog show que dá todas as dicas. Mas, eu posso pelo menos fazer um post de links pra outros, né? :)

A primeira decisão de todas é ir de excursão ou por conta própria. Como eu disse no post de estréia, não gostamos de viajar de pacote, de ter aquele roteiro preso, hora pra tudo. Eu recomendaria pacote para quem não fala nada de inglês (um pouquinho já serve para ir sozinho) ou para grupos/casais com interesses muito diferentes: um gosta de museu, o outro de esporte, o outro de ficar dormindo no hotel, o outro de sair a noite. Melhor obedecer ao guia da excursão que não sai briga.

Se você tem preguiça de planejar a viagem o pacote também pode ser uma boa. Ou... você pode encomendar o seu caderno de viagem sob medida pra Patrícia, do Turomaquia. Serviço 5 estrelas! :)

Decidiu que vai viajar por conta própria? Continue...

O primeiro que você tem que ler é o passo a passo do Viaje na Viagem. O Riq Freire explica que você não precisa ir pra todos os países na sua primeira viagem, como escolher o meio de transporte dentro do continente, e sugere uma quantidade de dias em cada cidade. Siga os links apontados no texto, que eles são ainda mais detalhados.

Pra começar, na primeira vez que vai pra Europa todo mundo tem um lugar que quer conhecer mais que os outros, né? A partir deste lugar favorito, siga o passo a passo que descrevi no post sobre planejamento: estude o destino, veja quantos dias vai precisar ficar lá e, se sobrar férias, inclua outros lugares (principalmente se eles estiverem a uma viagem de trem de distância...). Não faça a lista de lugares e tente encaixar nas férias: além de não aproveitar plenamente a beleza de cada cidade, você volta da viagem um caco. Como diz a Silvia, do Matraqueando, a Europa não vai sair do lugar! Você pode deixar alguma cidade pra próxima vez. Sim, você vai querer ir de novo.

Na nossa primeira viagem meus lugares imperdíveis eram Paris e Itália (Roma, Florença e Veneza). Estimei que gastaríamos mais ou menos uns 15 dias nos dois e, como tínhamos 31 dias, o Gui quis incluir Londres e eu, a Espanha.

E como foi que eu descobri quantos dias gastaria? Para tomar esta decisão, pesquiso o que tem pra fazer no destino, e vou calculando quantos dias vou precisar pra ver tudo com relativa calma (o Riq tem sugestões aqui). Pra essa pesquisa, começo pelos guias impressos. Ainda não tinha falado deles, né? Pois eu adoro! Tenho um monte.


Gosto dos guias porque dão uma resumida nas atrações do lugar, então dá pra ter uma ideia geral da cidade. Eles também são ótimos para quando você está lá: ao entrar em alguma atração, o guia pode te dar as dicas de onde olhar primeiro. Neste quesito de descrição de atrações, os Guias Visuais da Folha são imbatíveis, e os guias visuais de bolso são ainda melhores, porque não são pesados pra carregar na mochila o dia todo :)

No meio dos blogs, a série "Europa a 50 Euros por Dia", do Matraqueando, também dá uma ótima geral em vários destinos, listando atrações grátis e aquelas que vale a pena colocar a mão no bolso. Não uso tanto os blogs no planejamento geral mais sim para obter os detalhes, porque em geral os blogueiros adoram dar aquelas dicas explicadinhas.

Na hora de escolher os destinos,  lembre-se que andar de trem na Europa é uma delícia e com avião você perde, no mínimo, a metade do dia. Então, explore melhor os arredores da cidade onde você está, ao invés de pegar avião toda vez que vai trocar de hotel. E enquanto está calculando os dias em um destino, não se esqueça dos bate-voltas! Fomos pra Siena e Pisa a partir de Florença; Toledo, a partir de Madri; Figueres, a partir de Barcelona; Pompéia e Capri, a partir de Roma; Kutná Hora, a partir de Praga.

Depois de ter escolhido os destinos e os transportes (dá pra comprar as passagens pela internet), escolha onde ficar utilizando sites como Hoteis.com, Booking.com, HostelWorld e HostelBookers. Ficar no centro da cidade costuma ser caro, então tentamos escolher hotéis perto do metrô, o que nos deixa pertinho das atrações. Pra quem tá de férias, o que são 15 minutos dentro do metrô pra ir pro centro? Em toda cidade da Europa tem metrô ou VLT, que funcionam muito bem. Em cidades muito grandes, como Londres e Paris, só tome cuidado para não pegar um hotel perto de uma estação muito longe do centro, pois geralmente a passagem é mais cara.

Pra finalizar, compre as entradas para evitar filas gigantes, como na Vaticano e na Casa da Anne Frank, em Amsterdam. NUNCA compre para o dia da sua chegada, você pode se atrasar. Eu também não compraria para atrações mirante, como a Torre Eiffel e a London Eye. Estava nublado no dia que escolhemos pra Torre Eiffel e acabamos sem ver muita coisa.

No, fim, a minha planilha fica assim:


Bom, acho que os links já são suficientes para o planejamento... Além do Viaje na Viagem, Turomaquia e Matraqueando, outros blogs que adoro e usei nos meus  planejamentos foram:
- Londres (e etc): Dri Everywhere - ela mora em Londres e dá dicas mastigadinhas da cidade... e do resto do mundo.
- Alemanha: Alemanha! Por que não? - A Angela mora na Alemanha e roda tudo por lá.
- Paris: Conexão Paris - O blog é tão completo que fiquei perdida em tantas atrações.

A minha última dica é: faltou as aulas de História na escola? Já que você não vai ter um guia para te explicar, dê uma estudadinha antes de ir. Wikipédia, a seção de História dos guias impressos. Afinal, entrar no Palácio de Versailles sem entender a Revolução Francesa é desperdiçar um momento único de entender a História da Humanidade.
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