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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Museu da Segunda Guerra Mundial em Moscou

Quando falei pra um amigo que adora equipamentos militares que iríamos pra Rússia, ele disse logo: "A Rússia é potência militar, devem ter ótimos museus militares lá!". É mesmo né, não tinha pensado nisso. Como o meu Guia Frommer's não trazia nenhum museu militar na lista de atrações de Moscou e o Gui sempre gosta deste tipo de passeio, fui pesquisar na internet e vi que havia vários. O Museu Central das Forças Armadas me pareceu interessante, mas como o site em inglês era bem tosco, fiquei com receio que as explicações no interior do museu em inglês também fossem. Tem também o Museu Memorial do Cosmonauta, que conta a história da exploração espacial russa e parece ser bem interessante. Mas como tínhamos ido ao Museu Aeroespacial Americano há pouco tempo, achamos que ficaríamos decepcionados com o museu russo. Leia aqui o post sobre o Museu Americano e veja se não tenho razão. :)

Escolhi então o Parque da Vitória, onde visitamos o Museu da Grande Guerra Patriótica, que é como eles chamam a Segunda Guerra Mundial. Apesar do site também ser tosco, fiquei com vontade de ver os dioramas, além do parque.

Chegando na estação de metrô Park Pobedy o tema II Guerra já toma conta. No meio da avenida que separa o metrô do parque há também o Arco do Triunfo russo, em homenagem à vitória das tropas russas sobre Napoleão Bonaparte, na famosa Batalha de Borodino, em 1812. Irônico construir uma cópia do Arco do Triunfo de Paris para comemorar uma vitória sobre os franceses, não?

 
Mural sobre a vitória na II Guerra na estação de metrô Park Pobedy, e o Arco do Triunfo russo.

Na entrada do Parque há um longo caminho até o museu, com pedras que marcam cada um dos anos da II Guerra. Há fontes nas laterais, mas elas ficam desligadas até maio por causa do frio. Do lado esquerdo fica a Igreja de São Jorge, mais uma linda igreja ortodoxa. O Gui se empolgou com os reflexos e deu uma de maluco da pocinha.

 
Uma das placas com os anos da II Guerra com o Museu ao fundo; a Igreja de São Jorge e seu reflexo.

Chegando perto do obelisco, pudemos ver seus entalhes representando as batalhas e, lá no topo, a Deusa da Vitória. É bem impressionante, já que o obelisco tem cerca de 140 metros de altura e é todo detalhado. Na sua frente há uma estátua de São Jorge matando um dragão que representa o nazismo.

Obelisco e a estátua de São Jorge

O museu é dividido em duas partes: a primeira parte fica no prédio atrás do obelisco, e a segunda, com os armamentos, ao ar livre, do lado esquerdo do parque. Começamos pelo prédio, onde a simpática senhora com a colinha em inglês nos mostrou o caminho (contei esta história neste post).

Começamos pelo belo Hall da Tristeza, em homenagem aos 26 milhões de russos que morreram durante a guerra (apenas para comparação, foram 6 milhões de judeus). As 26 mil lágrimas de cristal simbolizam as lágrimas das mães que choraram por seus filhos mortos. Há também o Hall da Fama, uma sala circular com o nome dos heróis da guerra (inclusive civis). A abóbada e a estátua do centro da sala impressionam pela grandiosidade.


Hall da Tristeza e Hall da Fama. 

A principal atração do museu são os dioramas de guerra: cenários que misturam imagens e objetos e reproduzem as batalhas, mesma técnica utilizada nos museus de história natural. Repare nas fotos abaixo: os fundos são imagens, mas as grades e o canhão da segunda foto são reais, criando o efeito tridimensional. Em uma das salas entramos com um grupo de crianças de uma escola que estava visitando o museu, e as monitoras fecharam a porta, apagaram as luzes e os sons da batalha também foram reproduzidos. O Gui achou meio bobo, mas eu achei legal. :)

Em todas as salas há lugares para homenagens aos mortos, onde sempre havia flores em número par. Para eles, quantidade par é para os mortos, e ímpar para os vivos. Ficamos reparando no metrô, e víamos muitas pessoas carregando flores, mas sempre em quantidades ímpares. Nada de uma dúzia de rosas vermelhas na Rússia!

 
Os dioramas com as batalhas, e duas flores em homenagem aos mortos. 

No restante do museu há objetos, fotos, documentos e pôsteres relativos à guerra, como a mesa onde Stalin traçava as estratégias. Esta parte do museu não é tão legal porque há poucas explicações em inglês. Em cada ambiente há um cartaz em inglês com a explicação, mas não na identificação de cada item, o que me deixou um pouco perdida. Como não há um grande fluxo de visitantes estrangeiros nos museus históricos russos, eles parecem não se preocupar muito.

Tivemos o mesmo problema no Museu do Cerco de Leningrado, em São Petersburgo, e só não fiquei tão perdida porque tinha lido antes o post da Lu sobre ele, que fala russo. O museu do Cerco conta a história do terrível bloqueio à cidade de Leningrado (hoje São Petersburgo) durante a II Guerra imposto pelos nazistas. A cidade ficou 882 dias sendo impedida de receber suprimentos, e os bombardeiros, a fome  e o frio mataram cerca de 1 milhão de pessoas, metade da população da cidade na época.

No museu de Moscou também há algumas informações sobre o Cerco.

Fotos e documentos históricos

Saindo do prédio, seguimos para a exposição dos armamentos de guerra. Apesar das placas indicarem que a entrada para a exposição é atrás do prédio, na verdade é ao lado, então ficamos perdidos um bom tempo procurando por onde entrar.

A exposição é gigante, e bem interessante. Logo na entrada tem a área de combates terrestres, com tanques, artilharia anti aérea, ferrovias e até uma trincheira em tamanho real, pra você conhecer o ambiente minúsculo dos soldados. Nas fotos abaixo: um tanque entrincheirado e os escudos utilizados pelos soldados nas trincheiras; tanques alemães e soviéticos.

 
Um tanque entrincheirado e os escudos utilizados pelos soldados nas trincheiras; 
tanques alemães; tanques soviéticos (é, ainda tinha neve!)

A seção de ferrovias foi a que achamos mais interessante, porque nunca tínhamos visto em outros museus. Além de uma locomotiva e seus vagões (incluindo um vagão hospital), havia o resto de uma ponte bombardeada durante o conflito; um destruidor de trilhos usado pelos alemães; e um canhão gigantesco sobre trilhos (olha o Gui perto do negócio na última foto, ele é do tamanho das rodas).

 
Resto de uma ponte bombardeada durante o conflito; Destruidor de trilhos usado pelos alemães; 
Canhão gigantesco sobre trilhos (procure o Gui).

No pavilhão das aeronaves havia helicópteros e aviões soviéticos, americanos e alemães. As japonesas ficavam em outra seção específica.

 

No fim, havia a seção marítima, que estava um pouco sem graça porque os tanques estavam secos para manutenção, e não havia embarcações muito grandes como o porta aviões do Intrepid de NYC, mais moderno. Mas deu pra ver alguns navios, um lança torpedos e um carro anfíbio (que na verdade fica no pavilhão).

 
Navio de guerra, lança torpedos e carro anfíbio.

Foi uma visita muito cansativa porque o Parque é imenso, mas valeu a pena pelas informações e pela beleza do parque na luz do fim da tarde.


Veja tudo sobre a Rússia no Colecionando Ímãs em: Rússia - Índice de Posts


sábado, 28 de dezembro de 2013

Artesanato Russo no Mercado Ismailovo

Claro que quando fui pra Rússia, já fui com espaço extra na mala pra trazer as lindas matryoshkas, aquelas bonequinhas russas que ficam uma dentro da outra. Vi várias sendo oferecidas nos pontos turísticos e até nas lojas do hotel, mas segundo o Guia Frommer's, o melhor lugar do artesanato russo é o Mercado Ismailovo, deixamos pra fazer as compras lá (inclusive deste ímã lindo aí ao lado!).

O mercado era ao lado do nosso hotel, com uma carinha de parque de diversões. Deixamos pra ir no sábado de manhãzinha, pois segundo o Guia no fim de semana há mais expositores e é bem cheio. Fomos umas 10 da manhã e foi cedo demais, muitas bancas estavam fechadas quando chegamos mas abriram depois. Acho que tinha que pagar a entrada, mas era bem baratinho.

Se você não tá hospedado aqui, é só pegar o metrô para a estação Partizanskaya (Партизанская) e seguir o fluxo da galera.

Mercado Ismailovo visto do parque que fica ao lado (sim, o rio estava congelado!)

Quando chegamos já demos de cara com as mil bancas de matryoshkas. Tem para todos os gostos e bolsos, mas tem pouca diferença entre as bancas. Além das figuras das camponesas, há também as com figuras conhecidas: vimos várias do Putin, Obama e até do Neymar! Mas as mais bonitinhas são as camponesas mesmo, e foram estas que trouxemos de presente pra família. Quanto mais elaborada a pintura e mais bonequinhas dentro, mais caras (a que trouxemos de 5 peças custou quase 60 reais). E os russos não são muito bons de desconto! Mesmo comprando várias eles não abaixaram o preço.

Uma das várias bancas de matryoskas

A Rússia é o maior país do mundo, então seu artesanato também é muito rico. Além das matryoskas, vimos outras coisas lindas por lá: as miniaturas dos ovos Fabergé (falei sobre os verdadeiros no post sobre o Kremlin); uns Papais Noeis lindíssimos, que eu só não trouxe por causa do tamanho;...

 

... as cerâmicas Gzhel e os objetos em madeira pintados com a técnica Khokhloma (fotos abaixo - a segunda não foi tirada no mercado, mas lá também há este tipo de produto)... 

 

... e um monte de lembranças da antiga União Soviética: porta vodca, flâmulas, cintos, gorros de inverno, mochilas e até fuzis (!). O vendedor da banca das armas tinha cara de poucos amigos então não deu pra ficar tirando muitas dúvidas sobre o que aquela arma estava fazendo ali... Mas pelo que entendi ela ainda funciona.

 
 

Isso porque não tiramos foto nem da metade do mercado... Ele realmente é bem grande, e além das fotos daqui também tem camisetas, posteres soviéticos, quadros, antiguidades, as pinturas Palekh (em formatos de ovos) e, claro, ímãs de geladeira :) Já mostrei no instagram nossas comprinhas: uma matryoshka com desenhos de paisagens de Moscou, e uma imitação do famoso ovo fabergé, além do ímã que ilustra este post.



Boas compras! :)



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Hotel em Moscou: Best Western Vega Hotel & Convention Center

Moscou é uma das cidades mais caras do mundo, e os hoteis na região central são uma fortuna. Por isso optamos pelo Best Western Vega Hotel & Convention Center, que apesar de ser bem distante do centro, tinha uma estação de metrô super perto, e nos levava até a Praça Vermelha em uns 30 minutos. O metrô de Moscou, além de lindo, é muito eficiente.

O hotel é parte de um complexo construído para os Jogos Olímpicos de 1980, e é gigantesco! São quase mil apartamentos, centro de convenções, trocentos restaurantes. É tudo muito bem organizado, há um grande número de funcionários, os quartos são limpos, confortáveis e quentinhos.

 

O banheiro é bem simples, mas bem equipado pras meninas, com secador de cabelo e espelho de maquiagem.

 

Apesar das várias opções de restaurantes dentro do hotel, mas não comemos em nenhum, achamos meio caros. Só comemos lá no primeiro dia, quando chegamos tarde, super cansados da viagem e decidimos pedir comida no quarto. Apesar da fome, a comida tava bem ruinzinha (acho que era de microondas).

A vizinhança do hotel não era chique, mas tinha um Subway, onde tomamos café da manhã em alguns dias, e um shopping de lojas populares com supermercado e praça de alimentação. Depois que descobrimos este supermercado compramos um monte de coisa e tomávamos café no hotel mesmo (tem frigobar no quarto).

O hotel fica pertinho do Mercado Ismailovo, um gigantesco mercado de artesanato, que é muito legal de visitar e comprar as lindas matrioshkas russas. :)


E não se esqueça de procurar sua hospedagem por nossos links para o Booking.com ! Além de fazer a reserva em um site confiável, você ainda deixa uma comissão pra gente. :)



Veja tudo sobre a Rússia no Colecionando Ímãs em: Rússia- Índice de Posts.

domingo, 8 de setembro de 2013

Rússia: Índice de Posts

A Rússia é um país incrível. Um povo lindo e distante, com uma história riquíssima e uma língua bem complicada. Por exigir visto da maioria dos países (não dos brasileiros!), não há muito estrangeiros, então dá um trabalhinho pra visitar. Aqui você tem os links para os posts que descomplicam um pouco a sua viagem pra este país tão especial, e que mostram o que há de mais bonito nas duas cidades que visitamos: Moscou e São Petersburgo.

Posts Gerais

Planejando uma viagem à Rússia: neste post estão as dicas básicas de planejamento e links para outros blogs úteis.







Não falo nada de russo, e agora?: Pelo baixo número de turistas estrangeiros no país, muitas coisas estão escritas só em russo. Mas, não se desespere, que é possível aprender a ler aquelas letras doidas!

Aventuras nos trens russos: Se tem uma coisa que foi difícil pra gente na Rússia foi andar de trem. Neste post tem os detalhes das nossas aventuras e dicas para facilitar sua vida nestas viagens!



Moscou


Período: 19/04/2013 a 24/04/2013
Atração inesquecível: Praça Vermelha
Restaurante recomendado: Fast food russa Tepemok
Transporte até a cidade: Avião desde o Brasil com milhas TAM, pagando o valor de uma passagem pra Europa (veja dicas para resgatar passagens com milhas aqui)
Transporte na cidade: Metrô


A imponente Praça Vermelha: a histórica Praça é uma visita marcante, tanto durante o dia quanto a noite.

Por trás dos muros do Kremlin: a história riquíssima da Monarquia russa está escondida atrás dos muros do poder. Os tesouros expostos são impressionantes!




Artesanato Russo no Mercado Ismailovo: Além das bonecas matryoshkas e dos ovos Fabergé, tem muita coisa bonita no mercado (e soviética também, como ... um fuzil!)





Museu da Segunda Guerra Mundial em Moscou: O Museu da Grande Guerra Patriótica (como os soviéticos chamam a Segunda Guerra Mundial) fica no belo Parque da Vitória, e tem documentos, armamentos e homenagens às 26 milhões de russos mortos no conflito.







Outras fotos de Moscou no nosso álbum do Flickr.


São Petersburgo

Período: 24/04/2013 a 28/04/2013
Atração inesquecível: Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado
Transporte até a cidade: Trem Sapsan
Transporte na cidade: Metrô e pé

Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado: Por fora, ela é tão linda quanto sua irmã mais famosa, a Catedral de São Basílio, em Moscou. Mas, por dentro, é incomparável: toda coberta por mosaicos com motivos bíblicos, acho que é uma das igrejas mais bonitas que já visitei.





5 dias em São Petersburgo: Todos os passeios que fizemos nos 5 dias que estivemos nessa maravilhosa cidade.









Outras fotos de São Petersburgo no nosso álbum do Flickr.



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