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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Como ir pra Ásia com milhas... Sem ter o suficiente!

Este post é só dicas. Como a viagem ainda não aconteceu, não tem ímã!

Nossas próximas férias seriam em fevereiro no Sudeste Asiático. O roteiro já tava redondinho: Tailândia, Camboja, Malásia e Cingapura. As passagens até lá já tinham sido providenciadas. Aí...


Caí da escada aqui do prédio mês passado e torci o pé, com direito a ligamento parcialmente rompido. Resultado: o médico disse que em fevereiro ainda vou estar fazendo fisioterapia e não vai rolar a viagem.

Mas eu não podia deixar de passar pra vocês o que aprendi neste planejamento!

Desde que imaginei este roteiro, pesquisei os preços das passagens no Matrix e para meu total desespero, pra duas pessoas saindo de Brasília seriam cerca de 10 mil reais!

Preço das passagens pra uma pessoa saindo de Brasília!

Ave Maria, assim não ia sobrar nada pra gastar lá... Eu também não tinha milhas suficientes: fui conferir no site da Tam, e seriam necessários 60 mil pontos cada trecho! 240 mil ida e volta pra mim e pro Gui, mas eu só tinha 140 mil.

Mas eu tinha que dar um jeito de baratear essas passagens, então fiquei pensando em como usar as milhas pra ajudar. Tirar a ida e comprar a volta? Pesquisei apenas um trecho (ida ou volta) e as passagens estavam quase o mesmo preço de ida e volta, não ia rolar. Tirar ida e volta pra mim e comprar pro Gui também ia acabar complicando pra ir no mesmo vôo: como a Tam não faz mais reserva pra emissão com milhas, não ia dar pra pesquisar as possibilidades de compra na hora, então desisti.

Então pensei na possibilidade de ir até o meio do caminho com milhas, e comprar o outro trecho. Esta estratégia também teria a vantagem de dar uma descansada no meio do caminho, pra viagem não ficar tão longa. A partir da tabela de pontos da Tam (consulte para atualizações), montei todas as possibilidades de rotas pra lá, marcando quantos pontos seriam necessários por trecho (clique no mapa para ampliar):


Veja aqui os países que compõe cada região.

Eu tinha pensado em ir por Dubai (Oriente Médio) ou pela Europa, mas não tinha milhas suficientes pra chegar lá. Com os pontos que eu tinha, eu só poderia pegar os trechos até 35.000 pontos, que seriam Brasil - América do Norte, Brasil - África (Sul ou Norte) ou Oriente Médio - Ásia Oriental. A pontuação pra emitir com as parceiras da Star Alliance não varia de acordo com a demanda como as da TAM, então dá pra se planejar. Neste post tem as dicas para tirar passagens com milhas na TAM.

Atualização: desde março de 2014 a TAM saiu da Star Alliance e entrou na One World, outra aliança entre empresas aéreas, mas a tática descrita ainda é válida.  

Tirando com milhas uma destas três possibilidades, teria que comprar o outro trecho. Mas quais seriam os países de escala? Olhei a pesquisa que eu tinha feito no Matrix no começo para conhecer as empresas e vi que na África havia a Ethiopian ou a South African; nos EUA, United ou Delta; e, no Oriente Médio, Qatar, Emirates e Ethiad. Então, busquei passagens passando pela Etiópia, África do Sul, EUA, Doha, Dubai e Abu Dhabi, a sede de cada uma das empresas, respectivamente.

Voltei pro Matrix e pesquisei os preços dos seguintes trechos:
- Escala em Joanesburgo, África do Sul (rota azul - segunda parte): 1700 reais pela Ethiad
- Escala em Adis Abeba, Etiópia (rota verde - segunda parte): 2500 reais pela Ethiopian
- Escala em Los Angeles, Estados Unidos (rota vermelha - segunda parte): 2300 reais pela United
- Escala em Abu Dhabi, Emirados Árabes (rota roxa - primeira parte): 3700 reais pela Ethiad

Optamos por passar por Joanesburgo pelo preço, pela duração da viagem, e por serem 10.000 milhas a menos por trecho que passando pelos EUA. Pesquisando melhor as opções entre Joanesburgo e Bangkok/Cingapura, optamos pela Emirates, com stop de dois dias em Dubai na volta, o que encareceu um pouquinho. Comprar a passagem saindo de Joanesburgo teve um custo adicional: o IOF, pois apesar da Emirates ter escritório no Brasil, como a origem não era aqui foi debitado como uma compra internacional.

Lembra dos 10 mil reais iniciais para duas pessoas? No final, os custos ficaram assim:

Taxas Trecho Brasilia - Joanesburgo (milhas): R$ 584,34
Trecho Joanesburgo - Bangkok: R$ 4.125,43 (dólar a R$ 2,47)
IOF Trecho Joanesburgo - Bangkok: R$ 241,73                                       
TOTAL: R$ 4.951,50

Economia de 50% com dormidinhas e passeios no meio do caminho em Joanesburgo e Dubai. Nada mal, hein?

Pena que não vou poder comprovar pessoalmente se o plano foi uma boa idéia, pelo menos por enquanto. Mas e você, já utilizou alguma tática parecida? Comente aqui!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Dicas para emitir passagens com milhas TAM

Post atualizado em 7/7/2014. Desde 31/3/2014, a TAM deixou a Star Alliance e passou a fazer parte da One World. 

Essa semana consegui tirar mais uma passagem com milhas TAM. Eu não entendo porque o povo fala tão mal do programa de fidelidade da TAM. Pra mim ele é excelente, já consegui viajar várias vezes com milhas, principalmente para o exterior. A viagem para NYC, por exemplo, foi com milhas, que eu estava remarcando de uma passagem que tinha tirado pra Europa antes.

Antes que vocês achem estranho alguém falando bem da TAM, esclareço que este post NÃO é patrocinado! :)

Mas é claro que eles não vão ter vaga no dia e horário exato que você quer, né? Afinal, eles estão te dando a passagem mas não são uma instituição de caridade. Por isso, as vezes pode ser meio chatinho conseguir fazer o roteiro planejado, mas é possível. Veja as dicas.

1. Multiplus Fidelidade: A primeira coisa que você tem que fazer é criar um cadastro no site da TAM. Para ter acesso ao seu extrato você também precisa se cadastrar no site da Multiplus, a empresa que cuida do programa de milhagem da TAM e de outras empresas. Você pode usar as milhas para comprar itens no Ponto Frio ou se hospedar nos hotéis da rede Accor, por exemplo. Geralmente os produtos requerem uma grande quantidade de pontos e não valem a pena, mas o que eu já troquei além de passagens TAM foi combustível nos Postos Ipiranga/Texaco. O interessante do combustível é que dá pra trocar menos de 10 mil pontos, então é ideal pra usar naqueles quebradinhos de pontos que estão pra vencer mas não são suficientes para tirar uma passagem aérea.

Pra entrar no site da Multiplus, você precisa do seu CPF e da assinatura eletrônica. No site da TAM, você precisa do seu número fidelidade TAM e da assinatura eletrônica. E para emitir passagem você precisa do número fidelidade TAM e da senha de emissão, que você tira no site da Multiplus. Ufa, melhor anotar todos esses números em algum lugar secreto, hein!

2. Star Alliance One World: Tem muita gente que reclama que a TAM não disponibiliza passagens com a quantidade de milhas que anunciam na suas tabelas de resgate. As passagens dentro do Brasil geralmente não passam dos 10 mil pontos da tabela, mas para o exterior é realmente difícil encontrar. Tanto que o Melhores Destinos até anuncia como promoção cada vez que aparece passagem por 20 mil pontos pros EUA.

Mas esse povo esquece que a TAM faz parte de um grupo de empresas aéreas que compartilham os seus programas de milhagem, a Star Alliance One World (em 31/7/2014, a TAM deixou a Star Alliance a passou a fazer parte da One World). Então, se o site da TAM não mostra passagem "barata" a preço de tabela, é porque a TAM não disponibilizou, mas esta pesquisa não inclui as demais companhias da Star Alliance One World. Para pesquisar nestas companhias, você tem que ligar para o Call Center da TAM, não dá pra fazer pelo site. E foi assim que consegui passagem da LAN, da United e da TAP pelos pontos da tabela.

Lembrando que, se você voar em alguma companhia da Star Alliance One World, pode apresentar seu número fidelidade no check-in que os pontos cairão na sua conta TAM.

3. Call Center: Aqui vem a parte mais chata, conseguir ligar pro Call Center da TAM. Se a gente pudesse pesquisar as passagens das parceiras no site, talvez ele não fosse tão congestionado. Fica a dica, TAM!
Nesta parte crucial do processo tenho várias dicas:
- Ligue cedinho, nos demais horários o call center da TAM fica totalmente congestionado.
- Não dá mais pra fazer reserva de passagem com milhas, tem que emitir na hora. Então, tenha certeza antes de ligar!
- Eu não sei como é o sistema de busca de passagens, mas os resultados das pesquisas variam entre os atendentes. Na última passagem que eu tirei, estava falando com uma atendente, aí ela me pediu para digitar a senha de novo e depois disso caí em outra atendente. Esta segunda disse que não tinha passagem, aí eu retruquei: "Ué, mas a atendente anterior me disse que tinha!" Aí ela: "Ah é... Tem mesmo." E não foi a primeira vez que isso aconteceu. Então, se um disser que não tem, tente de novo no outro dia pelo menos. Vai que o próximo acha...
- Se você está ligando para emitir, entre identificado, isto é, digite seu número fidelidade e sua senha no início do processo. Você vai ter duas tentativas para cada número: se o sistema não te reconhecer, é melhor desligar e começar de novo. Senão, a atendente não vai conseguir emitir sua passagem, vai te mandar de volta para o menu de senhas e você vai ser atendido por outra pessoa. Isto é, vai ter que explicar tudo de novo.

Vale lembrar que a TAM cobra uma taxa de 40 reais para emissão de passagens pelo telefone, o que não acontece na emissão pelo site. Mas, para as parceiras, não tem jeito.

Mas também não adianta você brigar com o atendente porque ele não está procurando direito, as vezes ninguém disponibilizou mesmo assentos naquele trecho com milhas. É aí que entra o seu planejamento antes da ligação e minha dica mais importante: flexibilidade!

4. Seja Flexível com os Destinos: Quando fui pra Patagônia a minha ideia era voltar de El Calafate, mas não conseguia passagem saindo de lá de jeito nenhum. Aí, abri o Google Maps e vi que Punta Arenas tinha aeroporto e dava pra ir de El Calafate pra lá de ônibus (não era tão perto, mas a Patagônia também não tem muitas opções de cidades com aeroportos). Refiz o meu planejamento, e consegui passagem saindo de Punta Arenas.

Sublinhei o "refiz o meu planejamento" porque, mudando a origem/destino da viagem, você vai estar incluindo outra cidade no roteiro, mais deslocamentos e, consequentemente, mais gastos (de tempo e de $$). A minha sugestão é que você desenhe as diferentes opções de roteiro, com as diversas opções de origem/destino, antes mesmo de ligar no Call Center. Se você ligar sem planejar direito e tiver passagem, vai bater aquela ansiedade e você vai acabar emitindo sem pensar direito nas consequências.

5. Seja Flexível com as Datas: Imagino que provavelmente você queira ir sexta e voltar domingo, certo? Sinto muito, não vai rolar. As companhias não vão te dar lugar em vôos que elas conseguem vender os assentos, então, pense em outras possibilidades, como ir quinta e voltar sexta, por exemplo. Sugiro até que você não tenha datas fixas para as férias: se tiver um período para se encaixar, melhor. Se não tiver passagem em uma semana, pode ter na outra.

A minha última viagem foi tão complicada de planejar que eu fiz uma planilha antes de ligar no Call Center, com as possibilidades de ida, quais poderiam ser as datas de volta, quantos dias de viagem e quantos dias de folga eu teria que pedir pro chefe para cada opção. Então, quando a atendente me disse em que dia havia disponibilidade para a ida, eu já sabia quais poderiam ser minhas opções para a volta.

Tabela de opções de datas de viagem (as datas estão no formato americano, por causa do Google Drive)

E, finalmente, a mais difícil para nós, brasileiros, que gostamos de deixar tudo pra última hora:

6. Antecedência: As passagens na América do Sul podem ser emitidas com 3 meses de antecedência e, para outros destinos, com 6 meses podem ser emitidas com um ano de antecedência. Claro que, quanto antes você ligar, mais fácil de achar passagens nos dias e destinos que você quer.

A última é: tenha paciência! O processo pode ser realmente cansativo, mas é uma ótima economia. :)

E você, já conseguiu emitir passagens com milhas na TAM ou em outras companhias? Conte suas dicas nos comentários!

Mais dicas sobre emissão de passagens com milhas em: Como ir pra Ásia com milhas... Sem ter o suficiente!



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