Mostrando postagens com marcador Patagônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Patagônia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Trekking na Patagônia Argentina: El Chaltén pelo Ednardo

Algumas semanas antes da nossa viagem pra Patagônia ano passado fomos a um aniversário de um amigo e conhecemos o Ednardo, que também tinha uma viagem pra Patagônia marcada para a mesma época. O roteiro dele era um pouco diferente do nosso: Ushuaia, Torres del Paine para o Circuito W, El Calafate e Buenos Aires. Foi nessa conversa que o Gui empolgou total com o Big Ice, o trekking no Perito Moreno.

Aí, um dia estávamos chegando no albergue em El Calafate e demos de cara com quem na recepção? Com o Ednardo! Esse mundo é realmente minúsculo. Ele e uma amiga, a querida Adriana, tinham acabado de chegar de Torres del Paine e foram uma ótima companhia pros nossos dias em El Calafate. Fizemos até o passeio de barco pelos glaciares juntos. 

Mas o cara gostou tanto de passar frio que decidiu voltar à Patagônia este ano, desta vez para trekking em El Chaltén, na Argentina. O esquema dele foi bem diferente do nosso: enquanto nós ficamos 2 dias em El Chaltén e fizemos as trilhas apenas até os mirantes do Fitz Roy e do Cerro Torre, ele decidiu ir até a base das duas montanhas, acampando no meio do caminho. Eita, cabra macho! A maioria da galera faz essas trilhas mas não acampa, pois dá pra ir e voltar no mesmo dia e dormir no hotel quentinho. 

Pedi pra ele escrever um post aqui no blog, mas era tanta coisa pra contar que foi melhor escrever um diário completo da viagem. Como essa história de acampar não é comigo, deixo aqui a dica do site Ednardo em Chaltén, com sua divertida narração em cearencês e informações detalhadas do planejamento, roteiro e gastos da viagem. Além das fotos lindas!

Segue também os links diretos para o diário dos dias dos principais passeios:

Dia 20 de novembro em El Chaltén: Trilha ao Cerro Torre
O Ednardo começou a trilha pelo sentido inverso da maioria, em direção ao Cerro Torre. A narração dele me fez ficar arrependida de não ter feito a trilha completa, pois ela não é tão difícil e a paisagem da base do Cerro é realmente impressionante, com direito a glaciar e icebergs.
Só não pode por a mão no gelo, né, Ednardo? :)
Dia 21 de novembro em El Chaltén: Trilha ao Cerro Fitz Roy
Depois da visita ao Cerro Torre, o outro dia foi dedicado ao Fitz Roy, a estrela de El Chaltén. E não é que o pobre andou tudo isso e o danado estava encoberto? Como aconteceu com a gente :( Esse Fitz Roy é muito temperamental mesmo.
Mas mesmo assim deu pra posar com a bandeira do time do coração na frente do campo de gelo. É tanto amor pelo Ceará que ele carrega essa bandeira pra tudo que é canto! Figura demais. O complicado é esticá-la no vento patagônico.
Dia 25 de novembro em El Calafate: Passeio à Estância Cristina
Taí outro passeio que ele fez que me arrependi de não ter feito. O roteiro incluiu um passeio de barco entre icebergs e uma trilha de 12km, até o mirante do Glaciar Upsala e seu belíssimo lago. Na trilha também são avistados fósseis da época que o lugar era mar. Bem interessante!
Além disso, o passeio foi observado pelas nuvens patagônicas e seus formatos incríveis!
Dia 26 de novembro em El Calafate: Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno
Foi o Ednardo que convenceu o Gui a fazer o Big Ice, mas ele mesmo não encarou! Tanto na viagem de 2012 nem na de 2013 ele optou pelo mini trekking, por ter feito trilhas pesadas antes.
E valeu a pena o repeteco: desta vez o Perito Moreno estava ensolarado! Beleza triplicada. 








Ednardo, obrigada pelas dicas ! E, se quiser complementar alguma coisa, os comentários estão a disposição! 

Caso você tenha alguma dúvida, pode deixar um comentário aqui também, que eu aciono o Ednardo para responder caso eu não saiba :)

Veja aqui: tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs. 


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Patagônia - Índice de Posts

A Patagônia é um destino gelado e inesquecível. Paisagens deslumbrantes e surpreendentes, especialmente para nós, brasileiros, acostumados com os termômetros lá em cima.

Nossa viagem foi de duas semanas. É só clicar nas fotos para abrir os posts. Inspire-se!


O primeiro post é sobre o planejamento do roteiro. Como as distâncias na Patagônia são bem grandes, uma ajuda na preparação da viagem é bem útil.

Buenos Aires não fica na Patagônia, mas já que teríamos que passar por lá de qualquer maneira, porque não dar um passeio?

Ainda em Buenos Aires, os detalhes da visita da atração mais surpreendente: o Zoológico de Luján, onde você pode interagir com os animais.

A primeira parada na Patagônia foi no fim do mundo: Ushuaia, a cidade mais austral do planeta. O belo passeio de barco pelo Canal de Beagle para avistar pinguins, lobos marinhos e um belo farol é mostrado neste post.

Além do Canal de Beagle, Ushuaia tem outras belas atrações, descritas aqui.

O primeiro post sobre a cidade de El Calafate tem um resuminho das atrações da cidade, para ajudar a planejar quantos dias ficar lá.

Este foi o principal motivo da viagem: conhecer o Glaciar Perito Moreno bem de perto! Nosso relato sobre o Big Ice, o trekking sobre o Glaciar. Aqui tem as respostas para as suas dúvidas!
Post sobre outro passeio maravilhoso em El Calafate: a navegação entre todos os glaciares do Parque, vendo de pertinho os paredões e icebergs, e podendo correr pra dentro do barco antes de congelar.

Ficamos só 2 dias em El Chaltén, a capital argentina do trekking. Mas deu pra ver os belos Cerro Fitz Roy e Cerro Torre fazendo trilhas não muito complicadas.
Depois da Argentina pegamos um ônibus pro Chile, e fizemos uma visita relâmpago ao Parque Torres del Paine. Alugamos um carro e passamos um dia tentando ver as Torres, mas o tempo não deixou... Mesmo assim foi uma bela visita!
Punta Arenas foi a porta de saída da Patagônia. Tivemos pouco tempo lá, e a atração que visitamos foi no mínimo inusitada: o Cemitério!










Trekking na Patagônia Argentina: El Chaltén pelo Ednardo: Um amigo que fizemos na Patagônia voltou lá este ano, desta vez para fazer as trilhas de El Chaltén. E criou um site com as dicas bem detalhadinhas! Neste post tem a explicação da viagem dele e o link para o site.








Espero que você tenha criado coragem depois das dicas! :)


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Patagônia 11/11: Punta Arenas

FICHA TÉCNICA       
Período: 07/04/2012
Hotel: Hostal la Estancia
Transporte até a cidade: Ônibus desde Puerto Natales
Transporte na cidade: Pé!


Fomos parar em Punta Arenas porque a TAM só tinha vôo com milhas saindo de lá. Achamos que seria mais seguro dormir um dia na cidade, mas nem precisava, porque um dos pontos de parada do ônibus que sai de Puerto Natales é o aeroporto de Punta Arenas.

Punta Arenas fica às margens do Estreito de Magalhães, que era a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico antes da construção do Canal do Panamá. Foi cruzado pela primeira vez por Fernão de Magalhães, daí o nome.

A cidade tem um centrinho histórico, onde nos hospedamos. O problema foi que tinha acontecido uma enchente muito séria uns dias antes, e as ruas estavam cobertas de lama, inclusive a do nosso albergue.

Efeitos da enchente em Punta Arenas

Tivemos um finalzinho de tarde e uma manhã na cidade, e conseguimos visitar só dois pontos turísticos: 

Praça Muñoz Gamero: praça principal do Centro, há uma escultura de Fernão de Magalhães e uma feirinha de artesanato, onde comprei o ímã. :)

Igreja na Praça Muñoz Gamero

Cemitério: Acho bem estranho um cemitério ser uma atração turística mas... o cara do albergue nos recomendou, então fomos. As "esculturas" nos arbustos são até bonitas, imitam os dedos apontando para o céu. 

  
Dedinhos do Cemitério

Catedral: É pertinho do Cemitério e bem grande. Não tiramos fotos!

A cidade tem outras atrações que não visitamos. A principal é a Isla Magdalena, onde tem uma pinguinera. Outra atração que deve ser interessante é a  réplica do navio que o navegador utilizou para a sua travessia, fica um pouco longe do Centro. Por causa do frio de rachar que tava fazendo, também não fomos no mirante da cidade, de onde se avista o Estreito de Magalhães.

A cidade também tem uma Zona Franca, que dizem que é muito bom para comprar roupas de frio. O cara do albergue disse que não valia tão a pena assim, mas muita gente começa a viagem por aqui para comprar as roupas necessárias. Demos uma voltinha pelo Centro mas as lojas estavam todas fechadas por causa da Semana Santa.

Os relatos da Patagônia terminam aqui. Espero que aticem os futuros visitantes, e sejam úteis no planejamentos da viagens!

Vou pensar no próximo post, porque ainda tem muuuuito ímã pra mostrar!


Veja tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs em: Patagônia - Índice de Posts.


domingo, 22 de julho de 2012

Patagônia 10/11: Torres del Paine

 
FICHA TÉCNICA       
Período: 04/04/2012 a 06/04/2012
Hotel: Hotel Charles Darwin (minha resenha no tripadvisor aqui)
Atração inesquecível: Parque Torres del Paine
Restaurante show: Hotel Charles Darwin
Transporte na cidade: Pé!
Transporte até o parque: Carro alugado

Como pegamos as passagens com milhas TAM, a volta do passeio da Patagônia foi de Punta Arenas, no Chile. Assim, já que teríamos que ir pra lá mesmo, porque não conhecer as belezas da Patagônia Chilena também? A principal atração de lá é o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas Torres. Infelizmente não tínhamos muito tempo mais, então reservamos um dia só pro parque.

Contrariando as recomendações da tripulação do Viaje na Viagem, não ficamos hospedados dentro do Parque, mas em Puerto Natales, a cidade mais próxima de lá. As hospedagens do Parque ou são caríssimas, ou são muito simples, voltada pro pessoal que vai fazer o circuito W de trekking. Decidimos ficar em Puerto Natales, e pegar um passeio para o Parque, como o que o Ricardo Freire fez aqui.

Conversamos com o concierge do hotel e ele nos disse que, além das excursões pro Parque, também poderíamos alugar um carro para ir. Não me lembro exatamente dos valores, mas lembro que o valor do carro alugado ficava menor do que das excursões para nós dois (no final ficou mais caro, porque a gasolina no Chile é caríssima !). Mas, pela flexibilidade, decidimos ir de carro alugado. Lá existem várias locadoras, mesmo assim foi um pouco difícil de achar porque deixamos pra última hora, mas acabamos achando um carro da Samsung (!) disponível.

Em uma das locadoras, conhecemos um chileno figuraça, o Sr. Patricio Porras ("nunca vou poder viajar pro Brasil com um sobrenome desses!"), que nos deu a dica de chegar pela entrada norte do parque e sair pela sul, fazendo o caminho contrário das excursões. Assim, poderíamos passar pela Cueva del Milodón (uma caverna entre o parque e a cidade) no horário mais sossegado. Segundo ele, o sol da tarde na Cueva é bem bonito.

Saímos cedo (mas nem tanto), e começou até a nevar no caminho! Lindo... mas imagina o frio de lascar. Chegando perto do Parque a estrada é de terra, e lá dentro também, mas não tinha buraco não.

Tava nevando! (clique na foto para ampliar)

Chegando no Parque, já encontramos os seus felizes habitantes, os guanacos! São parentes das lhamas, e são super sossegados. O Parque é cheio deles, principalmente o setor Laguna Azul, pois quase não tem fluxo de turistas.

  
Placa da entrada do Parque, e o simpático guanaco (clique nas fotos para ampliar!)

O setor Laguna Azul é bem mal sinalizado e como estávamos sem mapa, acabamos nos perdendo. Mas achamos um posto dos guardas florestais, que nos deu as dicas. Na verdade a Laguna Azul não é tão bonita como as outras lagoas do Parque (pelo menos sem sol), acho que não valeu muito a pena fazer este caminho mais longo. Tem uma outra entrada pela Laguna Amarga que é utilizada como saída das excursões, talvez fosse melhor ter ido por lá.

Laguna Azul. E essa não é a mais bonita do Parque! (clique na foto para ampliar)

Ainda víamos sinais do incêndio ocorrido em dezembro de 2011, mas nada que diminuísse as belezas do Parque. No caminho para as Torres tem a bela Cascata Paine, nome também do rio que corta o Parque.

Cascata Paine (clique na foto para ampliar)
Pagamos a entrada na portaria da Laguna Amarga (precinho salgado, uns 60 reais pra cada) e, cadê as Torres? Tudo nublado :( Aproveitamos pra fazer um lanchinho e esperar pra ver se o tempo abria. 40 minutos depois e nada! Já bateu o arrependimento de não ter dormido no Parque... Vou ter que voltar lá de novo um dia!

Cadê as Torres?? :(  Era pra ter outras montanhas atrás dessas... (clique na foto para ampliar)

Continuamos na estrada para conhecer as outras belezas do Parque. Os lagos têm um tom de verde espetacular, e após lago Nordenskold tem uma pequena trilha até o Salto Grande, lindíssimo. Dele também sai uma trilha para um mirante dos Los Cuernos, outros picos belíssimos do Parque. Até tentamos pegar um pedacinho da trilha, mas quem disse que o vento deixava? Nunca vi uma ventania daquela, saca só a dificuldade de ficar em pé nas fotos!

Salto Grande (clique na foto para ampliar)

  
Eu lutando contra o vento para (tentar) ver os picos Los Cuernos (clique nas fotos para ampliar!)

Depois do Salto Grande, veio a vista do Lago Pehoé, outra maravilha. Olha lá um dos hotéis que dava pra ter ficado! :)

Lago Pehoé (clique na foto para ampliar)

Seguimos para o Lago Grey, passando pelo Salto Chico. Ele fica ao lado do Hotel Explora, o mais chique do Parque. A trilha é legal porque margeia o lago. Mas Jesuis, que frio. Fui lá, vi correndo e voltei correndo! Finalizamos no Lago Grey, que abriga o Glaciar Grey e seus icebergs. Tem uma trilha bem bonita no meio da mata até o lago, e dá pra chegar bem pertinho. Tem que andar até o outro lado da "praia" pra ver o glaciar ao fundo.

  
Trilha e o Lago Grey e seus icebergs (clique nas fotos para ampliar!)

Com essa andança toda, acabamos saindo do Parque umas 17h, e já era a visita da Cueva. Começou a anoitecer, e daí tivemos essa bela vista da lua cheia no Lago Toro.

Lua cheia no Lago Toro  (clique na foto para ampliar)

Apesar da lua cheia, a volta não foi muito legal não. Saindo deste lado do Parque, a estrada de terra tem quase 60 km, e fazer de noite foi bem estressante. Se for fazer esta rota, tem que sair umas 16h do Parque no máximo, pra fazer a volta toda de dia. Saindo este horário também dá tempo de passar pela Cueva (confirme o horário de fechamento), pois ela já tá pertinho da estrada de asfalto.

Se quiser ver a lua cheia, melhor dormir no Parque. :) Foi o que deveríamos ter feito, como fizemos em El Chaltén, pra ter mais chance de ver as Torres. Apesar da entrada pro Parque valer por 2 dias, é muito longe de Puerto Natales pra ir 2 dias seguidos, e ainda arriscar não ver nada de novo.

As mais belas atrações da Patagônia acabam por aqui. No próximo post, Punta Arenas, a porta de saída da Patagônia chilena e nosso último imã. :)


Veja tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs em: Patagônia - Índice de Posts.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Patagônia 9/11: El Chaltén

FICHA TÉCNICA       
Período: 01/04/2012 a 02/04/2012
Hotel: Hotel La Aldea (minha resenha no tripadvisor aqui)
Atração inesquecível: Cerro Fitz Roy
Transporte até a cidade: Ônibus desde El Calafate
Transporte na cidade: Pé!


El Chaltén é um povoado dentro do Parque Nacional los Glaciares. A cidadezinha foi fundada como base para as trilhas para os Cerros Fitz Roy e Torres dentro do Parque, e é considerada a capital do trekking da Argentina. Pra mim deveria ser considerada a capital do vento, nunca vi uma coisa daquela. Venta muito, o tempo todo, até cansa!

Tem trilha pra uma semana de andança, mas claro que não queríamos andar tudo isso... Só ver o Fitz Roy mesmo. Mas como ele fica encoberto a maior parte do tempo, achamos melhor dormir uma noite lá, para ter mais chance de vê-lo. El Chaltén significa "a montanha que fuma" na língua indígena, para terem uma ideia de como ele está sempre escondido.

Saímos de El Calafate no ônibus das 9h (acho), e foram cerca de 3h de viagem. Pegamos a empresa "El Chaltén Travel", e depois descobrimos que a mais pra direita vendia passagem mais barata. Mas o ônibus era bom, e o motorista parava na estrada em um mirante do Fitz Roy que, claro, estava encoberto.

Ali o danado escondido !

Trilhas de El Chaltén (Fonte: www.southroad.com.ar)
Na chegada, o ônibus para num posto da guarda florestal, e todo mundo tem que descer para ouvir as instruções sobre as trilhas e sobre prevenção de incêndios. Quem vai fazer escalada tem que se registrar.

Chegamos ao hotel, ao lado da rodoviária, deixamos as malas e fomos almoçar em um restaurante na pracinha em frente, que não me lembro o nome, mas era bom e barato. Pegamos o mapinha, e escolhemos as trilhas da tarde e do outro dia de manhã.

A ideia era pegar trilhas de no máximo 4 horas ida e volta, já que teríamos só uma tarde e uma manhã na cidade. Quando vi as classificadas como fáceis, fiquei toda corajosa! Mal sabia eu...

Escolhemos as trilha do Lago Capri, por ter um mirante do Fitz Roy, e a Lago Torre - Camping Poincenot, pelo mirante para o Cerro Torre no caminho

Depois do almoço, saímos esperando que o tempo maluco da Patagônia mudasse para vermos a montanha. Atravessamos a cidade até o início da trilha, marcada pelas placas de sinalização. É tudo muito bem organizado, não precisa mesmo de guia. 

Logo depois desta plaquinha, já deu pra perceber que a classificação das trilhas é para os fortes. Como assim fácil se eu tenho que subir uma montanha? Reformulei a classificação do mapa de "Muy Fácil", "Fácil", "Médio" e "Difícil" para: "Canseira", "Aguenta Firme", "Melhor não", e "Impossível"!

(Pessoal, não se assustem, é que a gente não é lá muito preparado. Todo mundo ultrapassava a gente nas trilhas, inclusive um chinês carregando uma mochila e um menininho de 3 anos nas costas, e ensinando o moleque a falar "Argentina!")

O começo da trilha tinha uma bela vista do vale do Rio das Voltas, mas foi a pior parte. Era uma subida e, na curva do morro, ventava um absurdo! Dava medo de escorregar montanha abaixo por causa daquele vento todo. Rolou uma discussão pela desistência, mas continuamos, e depois dessa curva começava a mata e ficava bem mais tranquilo.

  
Placa explicativa sobre a trilha ao Fitz Roy, e vale do Rio das Voltas (clique nas fotos para ampliar!)


Chegamos ao mirante e... nada. Tava tudo nublado ainda ! Que droga. Mas a vista deve ser lindíssima (saca só a foto do wikipedia), vou ter q voltar lá um dia. Gastamos as 4h previstas para ir e voltar.

  
"Vista" do mirante do Cerro Fitz Roy, e Lago Capri (clique nas fotos para ampliar!)


No outro dia, acordamos cedo pra ver as cores do nascer do sol no Fitz Roy. Desta vez, deu tudo certo! O tempo estava limpo, e deu pra ver tudo sem sair do quarto do hotel. Uma vista magnífica!

Fitz Roy ao nascer do sol.

Arrumamos as malas, desocupamos o quarto e partimos para a trilha do mirante para o Cerro Torre. A sacanagem desta trilha é que ela já começa no alto do morro! Aí até você chegar na parte "muy fácil" já foi uma canseira. :) Mas nesta venta bem menos que na anterior, então foi realmente mais tranquilo.

Depois de quase uma hora de caminhada, chegamos ao mirante, e desta vez (quase) toda a beleza do vale estava lá aos nossos pés. Só fomos até o mirante, porque não ia dar tempo de pegar o ônibus, mas dá pra chegar bem mais perto. Foi 1h30 para ir e voltar.

Vista do mirante do Cerro Torre e dos Glaciares Grande e Torre.
Conclusões:
- Vale a pena a viagem para El Chaltén para ver os Cerros Torre e Fitz Roy, que são muito bonitos mesmo. As trilhas até o mirante exigem um preparo mínimo, mas dá pra fazer.
- A tática de dormir lá pelo menos um dia também foi acertada, pois tivemos mais chances de ver o Fitz Roy descoberto. Dá pra vê-lo da cidade toda, já o Cerro Torre tem que fazer a trilha pra ver.
- Nos arrependemos um pouco de não ter marcado o ônibus para mais tarde, e continuar mais um pouco na trilha do Cerro Torre. Não tinha nada de mais interessante para fazer em El Calafate para termos ido embora mais cedo.

Ah! Se alguém for pra lá, por favor, procure meu cachecol azul que o vento levou :)


Veja tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs em: Patagônia - Índice de Posts.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Patagônia 8/11: Navegação no Parque Nacional dos Glaciares

Outro passeio maravilhoso no Parque Nacional dos Glaciares é a Navegação "Todo Glaciares". Nem só de Perito Moreno vive o Parque Nacional, que em seus 7240 km² abriga muitos outros glaciares, que podem ser conhecidos em um passeio de barco.

Há duas opções de navegação, incluindo ou não o Perito Moreno. Escolhemos a que passa pelo Perito também, pois não tínhamos chegado pertinho da sua face norte. Este passeio também é bem caro, pagamos cerca de 250 reais por pessoa (incluindo a entrada no Parque).


Neste também vão te buscar de van no hotel, depois você muda pra um ônibus que te leva até o porto. Os barcos são enormes, acho que devem caber umas 300 pessoas lá dentro. Há uma lanchonete no barco que vende uns lanches não tão caros, mas é bem limitada. Quando decidi comprar um sanduíche, não tinha mais! Então, leve o seu almoço. 


  
Exterior e interior do catamarã. Chique né? (clique para ampliar)

Na hora de ir para área externa fica um pouco tumultuado, mas tendo paciência dá pra ver e tirar as fotos (nem pense em ficar guardando lugar o tempo todo, é frio demais!). Também tem uma narração em espanhol e em inglês com informações sobre as atrações do passeio. 

  
Povo morrendo de frio e se estapeando para tirar as fotos (clique para ampliar)

A navegação é realizada no Lago Argentino e, em pouco tempo, começamos a avistar os icebergs originados do Glaciar Upsala. Ele é o único do parque que tem este comportamento de soltar icebergs e é também o maior do passeio, ocupando uma área de 765 km² (bem impressionante, né?). Os icerbergs têm aqueles tons de azul incríveis que vemos nos glaciares.

Icebergs provenientes do Glaciar Upsala (clique nas fotos para ampliar!)

Icebergs com o Glaciar Upsala ao fundo

O glaciar, é claro, também é impressionante. Mas o barco não pode chegar tão pertinho por causa dos icebergs. 

Glaciar Upsala

Neste dia não tivemos sorte com o clima. O tempo estava bem fechado, com aquela garoinha de vez em quando. Aí, o barco não pode fazer uma das partes mais legais do passeio, que é a visita à Baía Onelli, onde os passageiros desembarcam para fazer uma trilha de 800m na mata, avistam os glaciares Onelli, Bolados e Agassiz, e icebergs provenientes do Onelli (Fonte: http://www.patagonia.com.br/atividade.php?atv=8). Deve dar pra tirar umas fotos bem legais, pertinho dos icebergs. Mas, na Patagônia, não dá pra esperar o tempo ficar bom, porque ele pode mudar de ideia!

O próximo glaciar visitado é o Spegazzini, o que tem os paredões mais altos, que podem chegar a 130 m de altura! Seus paredões são lindíssimos, com as pontas que parecem suspiros :) O barco chega bem pertinho desta vez.



Glaciar Spezannini e seus suspiros  

Depois de um longo tempo de navegação, chegamos à face norte do Perito Moreno. Não dá pra se cansar dele, ficamos babando de novo. Seus paredões são bem diferentes do Spegazzini, mais retos.


Paredões do Perito Moreno
Túnel formado pela ação do rio nas paredes do Glaciar.

Tchau, Perito! Sentiremos saudades.



Veja tudo sobre a Patagônia no Colecionando Ímãs em: Patagônia - Índice de Posts.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Reserve seu hotel pelo Booking.com!

Gostou dos nossos posts? Você pode retribuir fazendo um ótimo negócio: é só fazer sua próxima reserva de hotel usando o link abaixo. Além de aproveitar os ótimos preços e as várias opções do Booking.com, você ainda deixa uma comissão para nós. Desde já, nosso muito obrigado!