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quarta-feira, 23 de julho de 2014

20 dias de carro entre Los Angeles, São Francisco e Las Vegas: Parte 2

A primeira parte deste roteiro foi pela costa, de Los Angeles a São Francisco pela Highway 1. A segunda parte foi ainda mais inesquecível: deixamos a costa de São Francisco e passamos por alguns dos maravilhosos parques nacionais americanos, para finalizar em Las Vegas. A figura abaixo mostra os 3000 km rodados em 8 dias, finalizados por 4 dias inteiros em Vegas. Uma viagem realmente espetacular, como jamais podíamos imaginar!



Também disponibilizamos o roteiro no Google Maps. As atrações que visitamos nesta segunda parte estão marcadas com pins verdes, e as cidades onde dormimos, com pins azuis, e há também o caminho que percorremos na segunda parte (por restrições do Google Maps Lite, não deu pra disponibilizar o caminho da primeira parte no mesmo mapa). Não botei ele aqui porque tem informação demais, então use o link abaixo para visualizar em tela inteira.


O que mais nos impressionou nos parques americanos foi a organização: os sites são cheios de informação, em todos você recebe um mapa e um jornalzinho com as atrações daquela estação (e são muitas!). As principais atrações são acessíveis de carro, e super bem sinalizadas. Dá pra alugar carro e ir tranquilamente, até mesmo se você for cadeirante, pois os principais mirantes são acessíveis. 

Mas se você é do tipo que sonha em fazer o Circuito W em Torres del Paine, não precisa se desapontar! Há várias opções de trekking nos parques, mas ficamos só no básico mesmo por falta de tempo. Visite os sites para ver as opções. 

Outra coisa bem impressionante é a enorme quantidade de visitantes em todos eles. Os americanos realmente adoram viajar! Vimos muitos aposentados, grupos de motociclistas, e famílias de motorhome, uma ótima opção para este roteiro pela distância e isolamento dos parques. Veja o relato inspirador da viagem de motorhome em família no Felipe, o pequeno viajante

Para este trecho, repetimos o mesmo carro da primeira parte: um Chrysler 200, um carro tipo o Toyota Corolla, da locadora Alamo (contratado com desconto no site Orlando Tickets Online). O 4x4 fez falta apenas no Monument Valley, onde as estradas internas são de terra e estão em péssimas condições. Mas, como na maioria dos contratos de locação não é permitido andar em estradas de terra, não sei se compensa o aluguel de um 4x4. 

Chega de papo e vamos aos destinos! Os parques estão na ordem da nossa visita, com a distância percorrida até chegar lá desde o destino anterior. Foram grandes distâncias percorridas no deserto americano, mas foi muito tranquilo e até menos cansativo do que imaginávamos. A única preocupação era manter o tanque e o estômago cheios, pois as cidades são bem distantes umas das outras e não há muitos pontos de abastecimento entre elas.


Yosemite National Park : 280 km

O primeiro parque que visitamos após deixar São Francisco, o Yosemite foi o parque mais bonito de toda a viagem. Tem um post só pra ele contando todos os detalhes da nossa aventura lá com neve. 


Com neve ou sem neve, se você está planejando uma viagem até São Francisco, vale a pena reservar de 2 a 3 dias para visitá-lo. Só não pense em fazer um bate-volta, como o Gustavo Belli fez: chegando ao parque a estrada fica sinuosa e a viagem não rende. Durma pelo menos uma noite!


Death Valley National Park: 690 km

Depois do Yosemite, o próximo parque foi o Death Valley National Park, a 690 km em direção a Las Vegas. Para não ficar tão cansativo pra um dia só, andamos 520 km até a cidade de Lone Pine, onde passamos a noite, e depois foi o dia inteiro de deserto.

Confesso que não esperávamos tanto no parque, mas foi incrível! O Death Valley tem paisagens monumentais, tão imensas que as fotos não conseguem mostrar. Tem que ir até lá pra conhecer. Se você for a Las Vegas, tire um dia para conhecer o parque.



Hoover Dam: 230 km

Deixamos o Death Valley pra dormir em Las Vegas, já que tem muitas opções de hotel. Mas ainda não foi a hora da jogatina: acordamos cedo e seguimos para Tusayan, próxima ao Grand Canyon South Rim, fazendo um pit stop de engenheiro no caminho: a cinematográfica Hoover Dam! Conhecemos todos os detalhes da barragem, inclusive visitando as instalações da usina hidrelétrica.





Grand Canyon National Park: 390 km

Após o pitstop em Hoover Dam, no mesmo dia pegamos mais 390 km de estrada até Tusayan, a cidade que fica próxima ao Grand Canyon South Rim. O Grand Canyon é incrível, mas confesso que foi o parque que menos gostamos.


Mas é claro que valeu a pena, pra tirar essa foto aí. :)

Na primeira versão do roteiro, voltaríamos pra Vegas depois do Grand Canyon, pelo mesmo caminho da vinda. Aí, descobri que passando por cima do Grand Canyon (veja o caminho no mapa do início do post) passaríamos por duas atrações espetaculares: Monument Valley e Antelope Canyon. Como estávamos com dois dias meio sobrando no roteiro, deu certinho.


Monument Valley Navajo Tribal Park: 288 km

Fizemos um desvio de 250km na viagem entre Tusayan e Page para conhecer um lugar espetacular: o Monument Valley Navajo Tribal Park.

A paisagem é hipnotizante, você não consegue parar de admirar e fotografar. Foi só um pit stop, mas que arrependimento de não ter ficado pra ver o por do sol!



Page: 195 km

As últimas atrações naturais do nosso giro pelo deserto estavam na cidade de Page. Não é que os papeis de parede do Windows são reais? O Antelope Canyon era um daqueles sonhos que você nem imagina ser tão fácil de realizar. E não é só isso: é na cidade de Page que o rio Colorado faz a curva, chamada de Horseshoe bend. 



Las Vegas: 443 km

Finalizamos a viagem com chave de ouro: Las Vegas! Achei que não ia gostar, ia achar tudo brega, mas adorei a cidade. Tem muita coisa pra ver, e uma animação contagiante! Se você não gosta de jogatina, pode só passear pelos cassinos para ver o luxo, ou curtir os diversos espetáculos, a infraestrutura dos hoteis, fazer compras nos dois outlets, andar numa roda gigante panorâmica, numa montanha russa no alto de um prédio, dirigir uma Ferrari.

A minha atração preferida foi, sem dúvida, o espetáculo Love do Cirque du Soleil, em homenagem aos Beatles. É realmente maravilhoso, e só ele já vale a viagem.

Mais informações de Vegas em breve!

Resumo

Construí uma planilha no Google Drive com o nosso roteiro completo (parte 1 + parte2), mastigadinho pra você copiar. Não deixe de dar uma olhada em cada post, lá explico o porquê de algumas decisões que tomamos. 




Quer mais?

Apesar de tantos parques, deixamos o deserto americano com gostinho de quero mais. Se você gostar de viajar de carro, aproveite pra conhecer outros parques da região:
Eu já tô pensando no próximo roteiro! (como sempre :))

Dúvidas? Comente!


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Nossas impressões do Grand Canyon National Park


FICHA TÉCNICA       
Período: chegada dia 4/4/2014 a noite, saída dia 6/4/2014
Hotel: Red Feather Lodge (Ótimo!)
Transporte: Carro alugado
Distância: 433km desde Las Vegas, com pit stop em Hoover Dam

Continuando nosso roteiro iniciado em Los Angeles, depois da nossa visita à Hoover Dam seguimos para Tusayan, a cidade que fica próxima ao Grand Canyon South Rim.

O Grand Canyon tem 446 km de extensão, e sua entrada mais próxima de Las Vegas é a West Rim, onde tem aquela passarela de vidro. A West Rim fica dentro de uma reserva indígena, e não faz parte do parque nacional. Seguindo os conselhos do Viaje na Viagem e do Aprendiz de Viajante, seguimos para o parque nacional (South Rim) pois lá estão as paisagens mais famosas. Os dois blogs explicam direitinho cada pedacinho, passa lá pra saber os detalhes.

Tusayan não tem nada, é apenas uma vila pros turistas que não têm dinheiro pra ficar hospedados na Grand Canyon Village, dentro do parque. Mas é bem pertinho.

Acordamos no outro dia e seguimos direto para o parque, ver essa vista aí da foto :) Incrível, né?

Grand Canyon

O parque nacional é basicamente formado de diversos mirantes, de onde você pode ter diferentes vistas do Grand Canyon. A esquerda do Centro de Visitantes fica a Hermit Road, aberta entre março e novembro, onde os carros não podem circular. Você pode visitar os mirantes com os ótimos ônibus gratuitos do parque, de bicicleta (veja o relato da Camilla do Ensaios de Viagem aqui), ou até a pé, pois alguns mirantes são relativamente próximos uns dos outros.

 
Ônibus que circulam pelo Grand Canyon National Park, e parada perto do Centro de Visitantes

Do lado direito do Centro de Visitantes fica a Desert View Drive, onde os carros são permitidos na maioria dos mirantes. Aqui eles são mais distantes uns dos outros, então pra ir a pé fica mais complicado.

No último mirante fica a Desert View Tower, onde você pode observar o Grand Canyon do alto. Foi construída em 1932 como uma réplica de uma antiga torre indígena (que desâmino que me dá quando fico sabendo que uma construção com cara de velha só tem a cara :/ ).

Desert View Tower

Ficamos o dia todo pulando de mirante em mirante, para conferir os diferentes ângulos como os das fotos abaixo (na segunda, dá pra ver as voltinhas do Rio Colorado).

 
Vistas do Grand Canyon

Mas... é só isso. Achamos o parque um pouco monótono, sabe? No Yosemite e no Death Valley, a cada mirante era uma paisagem surpresa, como mostramos nos posts. No Grand Canyon, é mais do mesmo. Sinceramente, foi o parque que menos gostamos. #prontofalei

Pra ver uma paisagem diferente, fique até o final da tarde: as cores das montanhas se transformam, é lindo. Há alguns mirantes recomendados para ver o por do sol, mas ficamos no perto do Centro de Visitantes mesmo.


Se tiver mais tempo e preparo físico, dizem que de perto as cores do Grand Canyon são ainda mais bonitas. Mas você tem que acampar: descer e subir no mesmo dia não é recomendado, pois a subida é muito cansativa.

E você, gostou do Grand Canyon ou também ficou decepcionado como nós? Conte nos comentários!



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