5 dias em São Petersburgo

Série Roteiros Magnéticos: lista dos nossos passeios no destino, para você se inspirar
FICHA TÉCNICA

Período: 24/04/2013 a 28/04/2013
Hotel: Nevsky Contour Hotel
Atração inesquecível: Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado
Transporte até a cidade: Trem Sapsan
Transporte na cidade: Metrô e pé

Quando eu estive em Praga, tive a sensação de estar na cidade mais bonita do mundo (o Rio de Janeiro não conta!). Cada prédio tem seu detalhezinho, uma fachada linda. Aí, em 2013 fomos pra São Petersburgo, e Praga perdeu seu posto.

A estação de trem já era impressionante. Pegamos o metrô pro hotel, lindo como o de Moscou. Sair na rua então… dá até tontura porque a gente quer olhar pra todos os lados ao mesmo tempo, ainda mais que chegamos na hora do entardecer. A Veneza do Norte nos conquistou instantaneamente.

 

Estação de Trem, Estação de Metrô e a primeira praça que encontramos, na Avenida Nevsky.


Já esperávamos este deslumbramento em uma cidade que foi construída com este propósito: ser linda. O czar Pedro, o Grande, queria uma capital com cara europeia, não com a seriedade moscovita. Ao chegar na beira do Rio Neva, viu ali o lugar perfeito e, apesar da enorme dificuldade da construção por causa da umidade do solo, a cidade se ergueu tão bela quanto Veneza e seus canais, uma mistura de Praga e Amsterdam. E foi a capital russa de 1703 até 1917, quando ocorreu a Revolução.

As guerras e revoluções também mexeram no nome da cidade. Como “burgo” é um nome alemão, com o início da Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha o nome da cidade mudou para Petrogrado, mais russo. Depois da morte de Lênin, líder da Revolução, passou a ser chamada de Leningrado em sua homenagem. Finalmente em 1991, após a queda da URSS, a população escolheu em um plebiscito o nome original, e a cidade voltou a ser chamada de São Petersburgo. Ou simplesmente, Piter.

Sabe onde aprendi tudo isso? Em uma das estações de metrô da cidade. 🙂
Passa lá no post “Não falo nada de russo, e agora?” pra aprender a ler o cirílico.

Metrô de SPb com os vários nomes da cidade.


Vendo as fotos para escrever este post percebi como entramos em poucos prédios. A cada luz diferente saíamos pra tirar fotos das ruas, das fachadas dos prédios, das igrejas, dos canais.

 

Caminhando em Piter.


E encaramos o frio congelante para apreciá-la também a noite.

Avenida Nevski a noite.


Ficamos 5 dias na cidade, e foi pouco. Há muitas atrações, e como eu disse, gastamos muito tempo só andando na rua e fotogrando. Segue a lista do que vimos nos 5 dias:

Museu Hermitage: Na disputa com o Louvre como o maior do mundo, o Hermitage estava na minha bucket list viajante, por aficionada de museus que sou. Compramos o passaporte de dois dias pra ficar menos cansativo, mas ainda assim não conseguimos ver tudo, o museu é realmente imenso. Vou escrever um post sobre ele, mas desde já destaco a coleção impressionista e o luxo do próprio Palácio e dos cômodos preservados.

Museu Hermitage


Balé no Teatro Mikhailovsky: Como vir ao país onde nasceu o balé e não assistir nenhum espetáculo? Como não conseguimos ingressos a preços acessíveis para os espetáculos do famoso Bolshoi, em Moscou, pesquisei sobre balé em São Petersburgo, e descobri diversos espetáculos em cartaz no site BalletandOpera.com (que cobra uma taxa absurda sobre os ingressos, use apenas para consulta).

Mas, como escolher?

Contei então com a preciosa ajuda da russa Svetakoshka através do fórum do TripAdvisor, que neste tópico tira dúvidas sobre espetáculos de balé na cidade. Ela me indicou os teatros Mariinsky (do Kirov) e Mikhailovsky como as melhores companhias, e apontou os demais espetáculos como “para turistas”. Escolhemos o espetáculo “La Sylphide” no Mikhailovsky, compramos o ingresso no próprio site do teatro aqui no Brasil, e levamos impresso. Deu tudo certo!

Espetáculo “La Sylphide” no Teatro Mikhailovsky


O teatro é pequeno, acho que de qualquer lugar se tem uma boa visão. Também gostamos bastante do espetáculo, mas, como eu não entendo muito de balé, talvez teria gostado mais de algo mais clássico (como Lago dos Cisnes ou Giselle).

Tsarskoye Selo (Palácio de Catarina): São Petersburgo têm dois palácios imponentes nos seus arredores, Peterhof e o Tsarskoe Selo. Peterhof é o mais visitado, pela beleza de suas fontes e seus jardins. Porém, como fomos em abril e ainda estava muito frio, as fontes ainda estavam desligadas, e por isso optamos pelo Tsarskoe Selo e sua famosa sala de âmbar. Vou deixar pra contar os detalhes em um post futuro, ok?

Interior e exterior do Palácio Tsarskoye Selo


Mas deixo aqui uma informação importante: decidimos ir de trem e foi uma complicação chegar lá, como contei aqui. Pergunte no seu hotel como chegar lá de ônibus, é bem mais simples.

Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado: Já contei todos os segredos desta igreja neste post, e repito: vale a viagem. É a igreja mais bonita que já visitei na vida, com o interior todo enfeitado em mosaicos. Por fora, é tão linda que era irresistível não fotografá-la sempre que passávamos por ela.

Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado


Museu do Cerco de Leningrado: Como contei no post sobre o Museu da Segunda Guerra Mundial em Moscou, os nazistas tinham uma tática de guerra diferente para a cidade de São Petersburgo: matar toda a sua população de fome. Eles cercaram a cidade para impedir seu abastecimento, num bloqueio que durou quase 900 dias, matando quase 50% da população de frio, fome e bombardeios (cerca de 1 milhão de pessoas). No auge da fome, a população contava com apenas um pão de 125g por dia, obtido através dos cartões de ração, como mostrados nas fotos abaixo da exibição.

 

Os cartões para ração diária e a comida para um dia inteiro no auge da crise


O Museu do Cerco de Leningrado conta os capítulos desta história terrível: o racionamento de comida, os roubos de cartões, o canibalismo, os órfáos sozinhos em casa ao lado dos corpos dos pais. E a incrível força dos habitantes: os artistas que mediram e desenharam todos os monumentos da cidade para que pudessem ser reconstruídos; a estrada da vida, montada sobre um lago congelado que não deixou que a cidade desaparecesse.

Não gostei tanto assim do museu pelo mesmo problema do Museu da Segunda Guerra Mundial em Moscou: quase nada em inglês, apenas uma página resumindo cada ambiente. Não dá pra entender os detalhes. Me animei a ir por causa do post da LuRussa sobre o museu, mas ela fala russo, aí é tranquilo.

Ainda sobre a Segunda Guerra em Leningrado: eram tantos bombardeios que em todo o lado direito da Avenida Nevsky havia cartazes dizendo que aquele lado da rua era mais seguro nestas horas. Ainda há um preservado.

Fortaleza de Pedro e Paulo: A fortaleza foi uma das primeiras construções da cidade, para protegê-la durante a guerra contra a Suécia, e posteriormente transformou-se em uma prisão (até Dostoiévski foi um de seus presos políticos). Hoje é um ponto de encontro da cidade, às margens do Rio Neva, com museus, a catedral onde estão enterrados vários czares, e obras de arte espalhadas em seus jardins. Não tivemos muita sorte na nossa visita, pois a principal atração do lugar, a Catedral, estava sendo restaurada. E tava MUITO frio neste dia, queríamos mais era sair correndo pra dentro de algum museu.

Mas programamos a visita à Fortaleza para um espetáculo inusitado: todo dia ao meio dia é disparado o canhão de sinalização, na torre marcada com a bandeira nas fotos abaixo. Ficamos lá pra ouvir, é um barulho ensurdecedor! Foi legal. 🙂

 
 

Torre do Canhão de Sinalização; Portões da Fortaleza; a Torre da Catedral e um poste lindo


A LuRussa e a Camila Navarro têm posts bem legais sobre a Fortaleza.

Do outro lado do Rio também há o Avrora, o navio de guerra de onde foi disparado o tiro que marcou o início da Revolução Russa de 1917 (não visitamos); a Praça Stelka, de onde Pedro o Grande avistou onde seria sua cidade e que as noivas adoram; e as esfinges egípcias (sim, tesouros egípcios estão em toda parte).

No último dia tínhamos a manhã livre e fomos apressadamente até o Monastério Alexander Nevski, cujas atrações são um cemitério onde estão enterradas personalidades russas, como Dostoiévski e Tchaikovski, e a Catedral da Trindade, uma das poucas igrejas que funcionaram durante o período soviético.

Monastério Alexander Nevski


Ufa ! Muita coisa pra ver em pouco tempo, né? E ainda tem uma lista gigante de atrações que não visitamos: Catedral de São Isaac, a Catedral de Kazan (foto abaixo), o Museu Russo, o Palácio Peterhof e, especialmente, as Noites Brancas, quando mesmo as madrugadas não trazem a escuridão e a cidade fica em festa. Também não pudemos ver a famosa ponte Birzhevoi se abrindo, pois estava em restauração.

Catedral de Kazan


É uma cidade extraordinária, enfim. Tão russa, tão europeia, exatamente como Pedro, o Grande, havia imaginado.

Estátua do Czar Nicolau, na praça em frente à Igreja de São Isaac 


Veja tudo sobre a Rússia no Colecionando Ímãs em: Rússia – Índice de Posts


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7 comentários sobre “5 dias em São Petersburgo

  1. Anonymous

    A Rússia em geral, SPT e o transssiberiano em particular, são locais que voltarei a visitar. Grande, literal e figuradamente, país.
    Francisco

  2. Unknown

    Seu post está maravilhoso. Estou indo semana que vem para St. Petersburg e não vejo a hora de ver tudo isso ao vivo. Ajudou muito as suas explicações. Lindas fotos. Parabéns!!

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