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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Roteiro Magnético em San Andrés

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FICHA TÉCNICA

Período: 3/4/2014 a 9/4/2014
Hotel: Posada Colors of the Sea e El Viajero
Transporte: Ônibus, táxi, carrinho de golf, pé
Atração Inesquecível: Mergulho de cilindro

San Andrés foi a única ilha do Caribe que visitei até o momento, mas fui um pouco ressabiada. Muitas pessoas me disseram que ficaram decepcionadas por não ser um lugar muito estruturado para receber os visitantes. A Laira, do Olhar de Viajante, até voltou antes, como ela contou neste post.

Ficamos lá 6 dias, e gostamos muito. O lugar tem realmente vários defeitos, como o cuidado com o meio ambiente não ser nada rígido, super lotação em alguns pontos… Não é um lugar muito aconchegante.

Mas a cor do mar é um espetáculo. São realmente 7 tons de azul, como os locais gostam de dizer. Além disso, foi a primeira vez que mergulhamos em mar aberto, em um dos melhores pontos de mergulho do mundo. Não tem como não amar <3

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Só numa foto, 4 cores daquele mar lindo!

Vou descrever nosso dia a dia pra vocês conhecerem os pontos que passamos na ilha. Sem mergulho, acho que 4 dias são suficientes. No mapa abaixo tem todos os pontos que visitamos em vermelho, e os restaurantes que mais gostamos em azul.

Dia 1: Rocky Cay

 

No nosso primeiro dia na ilha só queríamos matar a saudade da praia. Conversando com o dono da pousada, ele nos sugeriu ir a Rocky Cay, pois é a praia com melhor estrutura de barracas.

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A super barraca Cocoplum em Rocky Cay

Fomos de táxi e sentamos na barraca Cocoplum, que realmente tinha uma estrutura excelente, com espreguiçadeiras e mesas, além de um ótimo cardápio. A praia é calma, mas a areia é formada na maioria por pedaços de conchas que podem machucar o pé, então tem que usar aqueles sapatos papete ou uns baratinhos que eles vendem lá.

A água é transparente, o que faz a praia ser bem legal pra snorkel. O melhor é andar até a ilhota de Rocky Cay, onde tem vários peixinhos em volta.

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A ilhota Rocky Cay e a água clarinha cheia de peixinhos.

Voltamos de ônibus pra pousada, foi bem tranquilo.

 

Dia 2: Volta na Ilha de Carrinho Alugado

 

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Só aqui pra eu andar de carrinho de golf.

Se em Fernando de Noronha o veículo é o bug, em San Andres é o carrinho de golf que faz sucesso entre os turistas. Tem gente que aluga o carrinho todos os dias, mas não acho necessário, pois dava pra ir andando pra maioria dos lugares a partir dos hoteis que ficamos.

Leia também: Onde ficar em San Andrés

Pegamos o carrinho só um dia pra dar a volta na ilha e conhecer os pontos mais distantes. A face oeste da ilha não tem praias, apenas paredões de pedras, mas a volta vale a pena pelo lindo azul do mar.

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O azul. Já tô ficando repetitiva, né.

Também paramos em alguns pontos com o carrinho. O primeiro foi a Piscinita, um lugar bem famoso pra snorkel pela quantidade de peixes, por causa daquela prática abominável de jogar pão na água. É bem fundo (tem colete pra alugar), mas como a água é muito clara, dá pra ver tudo. Tem até mergulho com escafandro, pra quem quer chegar mais fundo.

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A piscinita

O West View é outro lugar legal pra snorkel do outro lado da ilha, mas estava fechado neste dia. Mas como disseram que é bem parecido com a Piscinita, nem voltamos pra conhecer.

Outro ponto interessante é o Hoyo Soplador, um buraco na pedra que jorra água quando a maré sobe e dá um susto na gente. Esse lugar é lotado de vendedores muito insistentes e até mal educados, pare o carrinho o mais longe que você puder pra evitar muita encheção.

Paramos pra almoçar na praia de San Luis, que é linda mas com o mar muito agitado. Nessa praia chutei uma pedra sem querer e machuquei o dedo, tive que adiar o mergulho de cilindro. :/

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A linda praia de San Luis

Dia 3: Praia do Centro

 

Neste dia trocamos de hotel, e foi uma confusão porque o pessoal do El Viajero não achava nossa reserva, como contei aqui. No tempinho que sobrou fomos aproveitar a praia do Centro, onde ficam os hoteis Decameron. Apesar da proximidade, é menos estruturada que a Rocky Cay, mas tem guarda sois e cadeiras pra alugar. É cheia, menos limpa que eu gostaria, mas o mar tem aquele tom de azul incrível.

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A praia do Centro de San Andrés, meio farofada mas bem bonita!

Dias 4 e 5: Mergulho

 

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Mergulhos inesquecíveis.

Nesses dois dias fizemos saídas de mergulho com o Cristian da Karibik Divers, e foi super maravilhoso. Sinceramente, acho que se não fossem eles eu teria gostado menos de San Andrés, porque lá não tem tanta praia boa pra uma estadia de 7 dias.

Leia também: Mergulho em San Andrés

Nos dias dos mergulhos apenas aproveitamos a praia do centro no fim da tarde, na sua parte próxima ao calçadão (veja no mapa). Este pedaço é cheio mas tem guarda sol pra alugar. Era bem bonito no entardecer.

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Fim de tarde.

Dia 6: Passeio para Johnny Cay e Acuario

 

Eu nem tava pensando em fazer esses passeios, pois tínhamos passado perto do Acuario com o barco dos mergulhos e a tinha lido sobre a superlotação. Mas, como esse dia tava sobrando porque é proibido mergulhar 24 horas antes de uma viagem de avião, acordamos e seguimos andando para o Porto, e contratamos o passeio lá mesmo.

Pegamos uma lancha que balançava bastante e molhava todo mundo que sentava lá na frente, inclusive eu! Os barcos utilizados para os passeios em San Andrés são muito pequenos, o pessoal lá é meio louco. A primeira parada é o Acuario, um lugar deslumbrante, cheio de peixes e arraias, mas que virou uma farofada só, dá até dó. Mas a água é hiper transparente, lindo.

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O lugar lindo que é o Acuário…

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E a galera que concorda com isso.


Tem uma outra ilha perto que dá pra ir andando, lá tem até espaço pra esticar a canga. 🙂

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A ilha menos farofa do passeio.

A segunda parada é a ilha de Johnny Cay, também hiperlotado. Aqui quem tomou conta foram as barracas de praia, pelo menos deu pra almoçar. Mas, nem preciso dizer que o lugar é lindo demais né. No final das contas, achei que valeu a pena o passeio.

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A farofada em Johnny Cay.


Outro passeio famoso lá que não fizemos foi o passeio pra ilha Cayo Bolivar. Todo mundo que vai diz que volta com dor no cóccix de tanto que o barco pula, já que a ilha é bem mais longe que a Johnny Cay mas eles usam o mesmo barquinho tosco. Depois de ter lido o hilário post dos Claudios no Mundo (não deixe de ler os comentários) sobre o desastre que foi o passeio deles, desisti de vez.

Um outro passeio que foi super recomendado mas não fizemos foi o Eco Fiwi, um passeio pelo manguezal em um caiaque transparente. A Gardênia, das Peripécias de uma Flor, fez, dá uma olhada no post dela quanta vida marinha dá pra ver no passeio.

 

Restaurantes

 

A ilha tem varias opções de restaurantes legais, marquei os melhores no mapa. Nosso preferido foi o La Regatta, de frutos do mar. O ambiente é lindo e a comida também é ótima. É um pouco caro, mas vale a pena.

Pertinho do La Regatta fica o Miss Celia, que tem uma ótima comida caseira. Almoçamos lá um dia que voltamos morrendo de fome de um dos mergulhos. Também jantamos na Gourmet Shop Assho, que fica numa pracinha perto. O ambiente é muito legal, mas esse eu achei caro demais pra pouca comida.

Quando estávamos com o carrinho almoçamos peixe na praia de San Luis, no El Paraíso. Tava bem bom também.

 

Compras

 

San Andrés é uma zona franca, então os produtos têm preço de duty free. Comprei um pó da MAC com preço mais baixo que no Brasil, e também trouxemos uns óculos escuros. Mas, com a alta do dólar, não sei mais se compensa, tem que pesquisar.

 

E você, tá indo pra San Andrés? Ou voltou e tem dicas? Comente!

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

5 dias em São Petersburgo

Série Roteiros Magnéticos: lista dos nossos passeios no destino, para você se inspirar

FICHA TÉCNICA       
Período: 24/04/2013 a 28/04/2013
Transporte até a cidade: Trem Sapsan
Transporte na cidade: Metrô e pé

Quando eu estive em Praga, tive a sensação de estar na cidade mais bonita do mundo (o Rio de Janeiro não conta!). Cada prédio tem seu detalhezinho, uma fachada linda. Aí, em 2013 fomos pra São Petersburgo, e Praga perdeu seu posto.

A estação de trem já era impressionante. Pegamos o metrô pro hotel, lindo como o de Moscou. Sair na rua então... dá até tontura porque a gente quer olhar pra todos os lados ao mesmo tempo, ainda mais que chegamos na hora do entardecer. A Veneza do Norte nos conquistou instantaneamente.

 
Estação de Trem, Estação de Metrô e a primeira praça que encontramos, na Avenida Nevsky.

Já esperávamos este deslumbramento em uma cidade que foi construída com este propósito: ser linda. O czar Pedro, o Grande, queria uma capital com cara europeia, não com a seriedade moscovita. Ao chegar na beira do Rio Neva, viu ali o lugar perfeito e, apesar da enorme dificuldade da construção por causa da umidade do solo, a cidade se ergueu tão bela quanto Veneza e seus canais, uma mistura de Praga e Amsterdam. E foi a capital russa de 1703 até 1917, quando ocorreu a Revolução.

As guerras e revoluções também mexeram no nome da cidade. Como "burgo" é um nome alemão, com o início da Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha o nome da cidade mudou para Petrogrado, mais russo. Depois da morte de Lênin, líder da Revolução, passou a ser chamada de Leningrado em sua homenagem. Finalmente em 1991, após a queda da URSS, a população escolheu em um plebiscito o nome original, e a cidade voltou a ser chamada de São Petersburgo. Ou simplesmente, Piter.

Sabe onde aprendi tudo isso? Em uma das estações de metrô da cidade. :)
Passa lá no post "Não falo nada de russo, e agora?" pra aprender a ler o cirílico.

Metrô de SPb com os vários nomes da cidade.

Vendo as fotos para escrever este post percebi como entramos em poucos prédios. A cada luz diferente saíamos pra tirar fotos das ruas, das fachadas dos prédios, das igrejas, dos canais.

 
Caminhando em Piter.

E encaramos o frio congelante para apreciá-la também a noite.

Avenida Nevski a noite.

Ficamos 5 dias na cidade, e foi pouco. Há muitas atrações, e como eu disse, gastamos muito tempo só andando na rua e fotogrando. Segue a lista do que vimos nos 5 dias:

Museu Hermitage: Na disputa com o Louvre como o maior do mundo, o Hermitage estava na minha bucket list viajante, por aficionada de museus que sou. Compramos o passaporte de dois dias pra ficar menos cansativo, mas ainda assim não conseguimos ver tudo, o museu é realmente imenso. Vou escrever um post sobre ele, mas desde já destaco a coleção impressionista e o luxo do próprio Palácio e dos cômodos preservados.

 
Museu Hermitage

Balé no Teatro Mikhailovsky: Como vir ao país onde nasceu o balé e não assistir nenhum espetáculo? Como não conseguimos ingressos a preços acessíveis para os espetáculos do famoso Bolshoi, em Moscou, pesquisei sobre balé em São Petersburgo, e descobri diversos espetáculos em cartaz no site BalletandOpera.com (que cobra uma taxa absurda sobre os ingressos, use apenas para consulta).

Mas, como escolher?

Contei então com a preciosa ajuda da russa Svetakoshka através do fórum do TripAdvisor, que neste tópico tira dúvidas sobre espetáculos de balé na cidade. Ela me indicou os teatros Mariinsky (do Kirov) e Mikhailovsky como as melhores companhias, e apontou os demais espetáculos como "para turistas". Escolhemos o espetáculo "La Sylphide" no Mikhailovsky, compramos o ingresso no próprio site do teatro aqui no Brasil, e levamos impresso. Deu tudo certo!

Espetáculo "La Sylphide" no Teatro Mikhailovsky

O teatro é pequeno, acho que de qualquer lugar se tem uma boa visão. Também gostamos bastante do espetáculo, mas, como eu não entendo muito de balé, talvez teria gostado mais de algo mais clássico (como Lago dos Cisnes ou Giselle).

Tsarskoye Selo (Palácio de Catarina): São Petersburgo têm dois palácios imponentes nos seus arredores, Peterhof e o Tsarskoe Selo. Peterhof é o mais visitado, pela beleza de suas fontes e seus jardins. Porém, como fomos em abril e ainda estava muito frio, as fontes ainda estavam desligadas, e por isso optamos pelo Tsarskoe Selo e sua famosa sala de âmbar. Vou deixar pra contar os detalhes em um post futuro, ok?

 
Interior e exterior do Palácio Tsarskoye Selo

Mas deixo aqui uma informação importante: decidimos ir de trem e foi uma complicação chegar lá, como contei aqui. Pergunte no seu hotel como chegar lá de ônibus, é bem mais simples.

Igreja do Salvador sobre o Sangue Derramado: Já contei todos os segredos desta igreja neste post, e repito: vale a viagem. É a igreja mais bonita que já visitei na vida, com o interior todo enfeitado em mosaicos. Por fora, é tão linda que era irresistível não fotografá-la sempre que passávamos por ela.


Museu do Cerco de Leningrado: Como contei no post sobre o Museu da Segunda Guerra Mundial em Moscou, os nazistas tinham uma tática de guerra diferente para a cidade de São Petersburgo: matar toda a sua população de fome. Eles cercaram a cidade para impedir seu abastecimento, num bloqueio que durou quase 900 dias, matando quase 50% da população de frio, fome e bombardeios (cerca de 1 milhão de pessoas). No auge da fome, a população contava com apenas um pão de 125g por dia, obtido através dos cartões de ração, como mostrados nas fotos abaixo da exibição.

 
Os cartões para ração diária e a comida para um dia inteiro no auge da crise

O Museu do Cerco de Leningrado conta os capítulos desta história terrível: o racionamento de comida, os roubos de cartões, o canibalismo, os órfáos sozinhos em casa ao lado dos corpos dos pais. E a incrível força dos habitantes: os artistas que mediram e desenharam todos os monumentos da cidade para que pudessem ser reconstruídos; a estrada da vida, montada sobre um lago congelado que não deixou que a cidade desaparecesse.

Não gostei tanto assim do museu pelo mesmo problema do Museu da Segunda Guerra Mundial em Moscou: quase nada em inglês, apenas uma página resumindo cada ambiente. Não dá pra entender os detalhes. Me animei a ir por causa do post da LuRussa sobre o museu, mas ela fala russo, aí é tranquilo.

Ainda sobre a Segunda Guerra em Leningrado: eram tantos bombardeios que em todo o lado direito da Avenida Nevsky havia cartazes dizendo que aquele lado da rua era mais seguro nestas horas. Ainda há um preservado.

Fortaleza de Pedro e Paulo: A fortaleza foi uma das primeiras construções da cidade, para protegê-la durante a guerra contra a Suécia, e posteriormente transformou-se em uma prisão (até Dostoiévski foi um de seus presos políticos). Hoje é um ponto de encontro da cidade, às margens do Rio Neva, com museus, a catedral onde estão enterrados vários czares, e obras de arte espalhadas em seus jardins. Não tivemos muita sorte na nossa visita, pois a principal atração do lugar, a Catedral, estava sendo restaurada. E tava MUITO frio neste dia, queríamos mais era sair correndo pra dentro de algum museu.

Mas programamos a visita à Fortaleza para um espetáculo inusitado: todo dia ao meio dia é disparado o canhão de sinalização, na torre marcada com a bandeira nas fotos abaixo. Ficamos lá pra ouvir, é um barulho ensurdecedor! Foi legal. :)

 
 
Torre do Canhão de Sinalização; Portões da Fortaleza; a Torre da Catedral e um poste lindo

A LuRussa e a Camila Navarro têm posts bem legais sobre a Fortaleza.

Do outro lado do Rio também há o Avrora, o navio de guerra de onde foi disparado o tiro que marcou o início da Revolução Russa de 1917 (não visitamos); a Praça Stelka, de onde Pedro o Grande avistou onde seria sua cidade e que as noivas adoram; e as esfinges egípcias (sim, tesouros egípcios estão em toda parte).

No último dia tínhamos a manhã livre e fomos apressadamente até o Monastério Alexander Nevski, cujas atrações são um cemitério onde estão enterradas personalidades russas, como Dostoiévski e Tchaikovski, e a Catedral da Trindade, uma das poucas igrejas que funcionaram durante o período soviético.

Monastério Alexander Nevski

Ufa ! Muita coisa pra ver em pouco tempo, né? E ainda tem uma lista gigante de atrações que não visitamos: Catedral de São Isaac, a Catedral de Kazan (foto abaixo), o Museu Russo, o Palácio Peterhof e, especialmente, as Noites Brancas, quando mesmo as madrugadas não trazem a escuridão e a cidade fica em festa. Também não pudemos ver a famosa ponte Birzhevoi se abrindo, pois estava em restauração.

Catedral de Kazan

É uma cidade extraordinária, enfim. Tão russa, tão europeia, exatamente como Pedro, o Grande, havia imaginado.

Estátua do Czar Nicolau, na praça em frente à Igreja de São Isaac 


Veja tudo sobre a Rússia no Colecionando Ímãs em: Rússia - Índice de Posts


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Roteiro Magnético em Nova York, parte 1: Museus

Série Roteiros Magnéticos: lista dos nossos passeios no destino, para você se inspirar

FICHA TÉCNICA       
Período: 24/12/2012 a 03/12/2012
Hotel: Verve Hotel - em Long Island (resenha aqui)
Transporte na cidade: Metrô
Atração inesquecível: Top of the Rock (difícil escolher!)
Loja show: DSW (Designer Shoes Warehouse)
Programa surpreendente: Assistir a um jogo do NY Knicks

Ficamos 9 dias em Nova York, então desta vez o Roteiro Magnético é bem extenso. Estou até meio perdida por onde começar! Achei melhor dividir em partes para facilitar tanto a minha escrita quanto a leitura de vocês.

Decidi começar por atrações incríveis de NYC que são desprezadas pela maioria dos turistas brasileiros: museus! Era engraçado: em qualquer loja que eu entrava tinha algum brasileiro, mas nos museus não encontrei nenhum. É uma pena, com tanta coisa legal pra ver... Neste post, vou listar os que visitei (saiba que há muito mais) e comentar o que mais gostei em cada um. Espero que este roteiro inspire alguém!

The Metropolitan Museum of Art: O Met é um dos maiores museus do mundo, e conta a história da arte de povos de cada um dos quatro cantos. Ficamos lá o dia todo e não conseguimos ver nem a metade. Foi tanta coisa interessante que fiz um Roteiro Magnético sobre a nossa visita no Met, que já é um campeão de acessos \o/.

O Templo de Dendur, na ala de Arte Egípcia do Metropolitan Museum of Art.

American Museum of Natural History (Museu Americano de História Natural): Eu nem acho muita graça em ver bicho em vitrine de museu, prefiro ver eles vivinhos no Zoológico. Mas o AMNH tem muito mais que isso: mistérios do universo, meteoritos, fósseis de dinossauros e objetos dos diversos povo do planeta. Tanta coisa que tem um post só pra ele aqui.

O esqueleto do T-Rex, no Museu Americano de História Natural.
  
The Museum of Modern Art - MoMa (Museu de Arte Moderna): Eu fui pro MoMa com o objetivo principal de ver uma das obras primas de Picasso, Les Demoiselles d'Avignon, e de Salvador Dalí, A Persistência da Memória. Para minha decepção, o Dalí estava emprestado para uma exposição em Paris, mas em compensação, estava tendo uma exposição fantástica sobre Edward Munch, com a exibição do famosíssimo "O Grito"! Além disso, pude ver outras maravilhas como A Noite Estrelada, de Van Gogh, A Dança, de Matisse, Eu e a Vila, de Marc Chagall. E tem muito mais!
Um museu maravilhoso pros amantes da arte moderna.

 
 
Van Gogh - Picasso - Munch - Chagall

Solomon R. Guggenheim Museum: Este museu fica pertinho do Metropolitan e vale a pena a visita nem que seja só até o saguão, para ver a bela arquitetura do prédio. A galeria circular é imensa, mas você vai andando e nem percebe, bem legal.

Visitamos o Guggenheim para ver a exposição Picasso Black and White, apenas com trabalhos em preto e branco dele. Gostamos muitíssimo, as obras eras muito especiais e foi uma oportunidade única de ver várias delas, que pertencem a acervos particulares.

O Guggenheim é um museu pequeno, então uma grande parte do seu acervo não estava disponível por causa da exposição. Verifique a programação do museu quando estiver em NY, eles têm sempre exposições interessantes.

 

INTREPID Sea, Air & Space Museum (Museu marítimo e aeroespacial Intrepid): Este museu eu visitei em março de 2011. Não deu pra ir de novo em novembro de 2012 por causa dos estragos causados pela tempestade Sandy, mas agora já está tudo recuperado.

Este museu chama a atenção dos meninos, principalmente. O Intrepid é um porta aviões americano que, por si só, já vale a visita. Além dele, tem muito mais pra conhecer: um submarino, aviões de guerra (F-14, F-16, Mig, Harrier), helicópteros, um Blackbird (avião espião), um Concorde e até um ônibus espacial, que chegou depois da minha visita e deve ser o máximo.

 
 
Porta aviões Intrepid; Submarino; Interior do Submarino; Helicóptero Cobra; Concorde

Ah, não posso me esquecer do mini museu que encontramos dentro da Grand Central que tinha um guarda super simpático, querendo aprender "Boa Noite" em português:

New York Transit Museum Gallery Annex & Store at Grand Central Terminal: Este mini museu do metrô de NYC fica dentro da estação Grand Central, e acabamos encontrando por acaso. Lá tem uma maquete de ferromodelismo bem legal, e uma loja com souvenires do metrô, como camisetas e guarda-chuvas com estampas do mapa das linhas, por exemplo. A matriz do museu do metrô fica no Brooklyn, mas não fomos. Veja no site as informações se quiser visitar.

 

E você, o que conta sobre os museus de NYC? Compartilhe suas dicas nos comentários!



Veja tudo sobre Nova York no Colecionando Ímãs em: Nova York - Índice de Posts.

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