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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Onde ficar em Las Vegas

ima_vegasAcho que o título deste post deveria ser “Onde NÃO ficar em Las Vegas”, porque ficamos em três hoteis diferentes lá e não gostamos de nenhum!

Por que três hoteis diferentes? Pelo nosso roteiro, ficaríamos em Las Vegas nos últimos 4 dias da viagem. Porém, indo do Death Valley National Park para o Grand Canyon, pernoitamos em Vegas no hotel mais barato que encontramos sem avaliações horríveis. Além disso, decidimos voltar um dia antes do previsto no fim da viagem, e como o hotel que ficamos os últimos dias não tinha mais vaga, pegamos outro ali na hora.

Leia também: Roteiro pelos Parques Americanos

 

Downtown Grand

 

O Downtown Grand foi o hotel que reservamos com antecedência, e ficamos 4 dias.

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Fachada do hotel. Fonte: divulgação.

Apesar de todo mundo dizer que hotel em Las Vegas é super barato, eu dei um azar danado. Na semana que estaríamos lá, haveria um congresso de mídia com mais de 30 mil participantes! Com isso, não consegui nenhuma pechincha nos hoteis na Strip, a rua com os principais casinos.

Então comecei a olhar os hoteis próximos à Freemont Street, o “centro histórico” de Vegas, onde ficam os cassinos mais antigos, e achei o Downtown Vegas, um hotel super novo e moderno por 55 dólares a diária. Vendo lá no post do Across the Universe como é fácil pegar ônibus em Vegas, decidimos ficar na Freemont mesmo, e usar o ônibus para visitar as atrações da Strip e ir aos Outlets.

O hotel é realmente ótimo. As instalações são lindas, modernas, aconchegantes, o quarto também era amplo e muito limpo. As camas eram super confortáveis.

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O banheiro era tão grande que era até um pouco frio. Super limpo também.

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O wifi era ótimo e eles receberam uma encomenda da Amazon sem cobrar.

Tinha piscina, mas nem fomos. Parecia sempre bem animada!

Não tinha café da manhã, mas eles te serviam um cafezinho na recepção todo dia sem custo. Também ganhamos um cartão com créditos pra usar no cassino, mas nem curtimos muito! É tudo eletrônico agora, nem faz aquele barulhinho de moeda caindo 🙂

Por ser muito perto da Freemont Street, dá pra escutar a festança, mas nem nos atrapalhou. A festa lá é realmente animada, vale a pena conhecer. Os antigos cassinos cheios de neon na fachada estão lá.

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A rua é coberta com um super telão que é o máximo!

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Mas… aquela história de pegar ônibus acabou cansando. A Freemont Street é perto da Strip, o ônibus não demorava a passar, mas a viagem não rende porque a cidade é cheia de semáforo e tem um trânsito considerável. Contando a andadinha até o ponto, a espera do ônibus e a viagem, levávamos quase uma hora pra chegar à Strip. Acho que é mais negócio ficar nos hoteis da Strip se estiver sem carro (que eu continuo achando desnecessário), mesmo que seja pra pegar ônibus pra andar nela pra cima e pra baixo.

Já pra ir pro Las Vegas Premium Outlet North o ônibus foi ótimo, chegamos em 15 minutos!

Além do Downtown Grand, ficamos em outros dois hoteis por apenas uma noite, quando estávamos de passagem: Palace Station Hotel & Casino e Silver Sevens Hotel & Casino.

 

Palace Station Hotel and Casino

 

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Fachada do Palace. Fonte: http://static.panoramio.com/photos/original/10678714.jpg

Ficamos apenas algumas horas no Palace Station Hotel, pois chegamos tarde e saímos cedo pra ir pro Grand Canyon. A canseira era tanta que esquecemos de tirar foto!

Mas as impressões não foram boas: a recepção tinha uma fila imensa (acho que demorou mais de 40 minutos para nos atenderem), os atendentes eram antipáticos. O pior era o cheiro de cigarro: como a recepção do hotel era praticamente dentro do cassino, o cheiro tava impregnado em tudo.

Ficamos em um quarto no térreo. Era simples, meio escuro, a limpeza não era muito nota 10. Dizem que os quartos da torre são melhores, mas como reservamos em cima da hora, não dava pra reclamar.

Por 25 dólares a diária, foi até bonzinho, mas eu não me hospedaria de novo. Tanto, que na volta dos parques nacionais, ficamos no Silver Sevens.

 

Silver Sevens Hotel & Casino

 

Não é que o Silver Sevens seja ruim, é que ele tem aquela carinha de decadência. Assim como o Palace, a recepção é dentro do cassino, isto é, cheiro forte de cigarro de novo. E um povo estranho jogando, com cara de viciado, parecia que ficaram a noite toda fumando, bebendo e apertando o botãozinho do caça níqueis. Sei lá, era estranho. Será que você me entendem?

A diária foi um  pouco mais cara dessa vez, 40 dólares com café da manhã. O quarto era até bonzinho, limpo e com carinha de novo.

silver_sevens_bedroom

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O banheiro tinha a pia do lado de fora, que eu adoro, mas a banheira não era assim super limpa.

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No café da manhã tivemos a mesma sensação de ser estranho. O buffet era grande, mas a comida não parecia muito “atualizada”, parecia estar lá há um tempo.

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Café da manhã. Fonte: divulgação.

Bem, não me hospedaria de novo também.

Afinal, onde ficar em Las Vegas?

 

Apesar de ter gostado do Downtown Grand, eu ficaria na Strip pra economizar o tempo de deslocamento de ônibus. Mesmo que seja no Stratosphere, que é um pouco mais afastado, mas que de ônibus até as atrações seria 5 minutos.

Mas claro, separe uma noite para visitar a Freemont Street, é muito legal. Os cassinos de lá aceitam moedas, é muito mais divertido ganhar em uma máquina dessas, olha a cara da criança quando ouviu o barulho das moedas caindo!

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Os dois hoteis que hospedei ao redor da Strip também não foram bons. Me parece que os melhores são os que estão na avenida mesmo.

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Visita a Hoover Dam, pertinho de Las Vegas

Assim que decidimos visitar Las Vegas, o Gui já incluiu a cinematográfica Hoover Dam no roteiro. A barragem que já apareceu em tantos filmes fica na cidade de Boulder City, a 50 km de Las Vegas, e você pode fazer um bate-volta ou, como fizemos, fazer uma parada no caminho ao Grand Canyon National Park.

Hoover Dam foi finalizada em 1936, e continua sendo uma grande obra de engenharia. Na verdade, a primeira necessidade era por uma barragem, por causa das inundações provocadas pelas cheias do Rio Colorado, e aí aproveitaram para geração de energia também.

Vista da Hoover Dam

Para se ter a vista da foto, você não precisa pagar nada: pare no estacionamento logo após o ponto de revista de veículos e ande pela Hoover Dam Bypass. E amarre a câmera, o vento é forte!

Continuando a visita, pegue a estrada a esquerda da barragem e siga até o próximo estacionamento (10 dólares), já pertinho da barragem. Você pode atravessá-la a pé, e ver de perto os vertedouros em forma de torre, que servem para escoamento da água por tubulações caso o nível da represa se eleve muito. A barragem fica na divisa entre Nevada e Arizona, e cada um dos vertedouros fica em um dos estados.

 
Vista da barragem e um dos vertedouros em forma de torre.

Se você quiser saber mais sobre o funcionamento da usina/barragem, vale a pena pegar um dos tours oferecidos (veja aqui os tipos e preços). Nós escolhemos o Power Plant Tour, que dá acesso às instalações de geração de energia e aos museus. O tour começou com um vídeo sobre a construção, depois descemos de elevador até as instalações a 160m abaixo da terra com o guia, onde passamos pelos corredores escavados na rocha e pudemos ver de pertinho as tubulações e os geradores.

 
Corredores da power plant; tubulação de água para a geração de energia elétrica; geradores.

Após a visita guiada você pode visitar o museu do Centro de Visitantes, que é excelente. Super didático, vale a pena ir com tempo pra ver os detalhes. Há explicações sobre a construção da usina, como a energia vai da usina até sua casa e até uma maquete em tamanho real do interior de um gerador, pra você entender como a força da água se transforma em energia elétrica.

 
Maquete de gerador em tamanho real no museu da Hoover Dam.

O museu também tem um terraço com uma vista privilegiada da barragem, das torres de transmissão e da Hoover Dam Bypass.

Ponte Hoover Dam By Pass vista do Centro de Visitantes.

O  ingresso para o museu também dá acesso ao antigo Centro de Visitantes, onde há uma maquete gigante com a topografia da bacia do Rio Colorado, suas barragens e represas. A narração explicativa ocorre a cada 15 minutos, e é bem interessante. Uma exibição a moda antiga. :)

Maquete da bacia do Rio Colorado e suas barragens


Comparando a visita à Hoover Dam com a que fizemos em Itaipu em Foz do Iguaçu, a usina de Itaipu é muito maior e mais impressionante e, além disso, pudemos chegar mais perto dos gerador, inclusive ver uns dos eixos em movimento. Mas a visita à Hoover Dam também vale a pena, por ser tão bonita, famosa e seu museu tão legal.

Se estiver por lá, não perca!


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